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Dispensa de advogado em JEFs é constitucional, decide Supremo.

É constitucional a dispensa do advogado para o ingresso de ações nos Juizados Especiais Federais. A decisão unânime foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal em abril e publicada no Diário Oficial no início de dezembro. O relator foi o ministro Maurício Corrêa.

A ação direta de inconstitucionalidade 1.539, ajuizada pelo Conselho Federal da OAB contra o presidente da República e o Congresso Nacional, questionava o artigo 9º da Lei 9.099/95, que prevê: "Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória."

Leia a ementa:

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACESSO À JUSTIÇA. JUIZADO ESPECIAL. PRESENÇA DO ADVOGADO. IMPRESCINDIBILIDADE RELATIVA. PRECEDENTES. LEI 9.099/95. OBSERVÂNCIA DOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS. RAZOABILIDADE DA NORMA. AUSÊNCIA DE ADVOGADO. FACULDADE DA PARTE. CAUSA DE PEQUENO VALOR. DISPENSA DO ADVOGADO. POSSIBILIDADE.

1. Juizado Especial. Lei 9.099/95, artigo 9º. Faculdade conferida à parte para demandar ou defender-se pessoalmente em juízo, sem assistência de advogado. Ofensa à Constituição Federal. Inexistência. Não é absoluta a assistência do profissional da advocacia em juízo, podendo a lei prever situações em que é prescindível a indicação de advogado, dados os princípios da oralidade e da informalidade adotados pela norma para tornar mais célere e menos oneroso o acesso à justiça. Precedentes.

2. Lei 9.099/95. Fixação da competência dos juízos especiais civis tendo como parâmetro o valor dado à causa. Razoabilidade da lei, que possibilita o acesso do cidadão ao judiciário de forma simples, rápida e efetiva, sem maiores despesas e entraves burocráticos.

Ação julgada improcedente.

Revista Consultor Jurídico, 10 de dezembro de 2003, 18h57

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