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Sexta-feira, 5 de dezembro.

Primeira Leitura: Alckmin começa a sentir mão pesada do petismo.

Subterrâneos do PT

Deputados petistas do chamado Grupo dos 30, espécie de frente que reúne correntes de esquerda do partido, redigiram um manifesto em que pedem o afastamento do governador de Roraima, Flamarion Portela, do PT, até que termine a investigação sobre o envolvimento dele em esquema milionário de desvio de verbas do Estado. Diz o texto: "As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal escancararam um esquema de servidores públicos laranjas, os 'gafanhotos' (...)". Segundo os petistas, "as evidências e a gravidade dos acontecimentos recomendam medidas cautelares imediatas (...)".

Mais uma do Genoino

Os parlamentares, porém, foram atropelados pela reação do presidente do PT, José Genoino, que saiu em defesa do governador e desqualificou os críticos. Genoino chamou o manifesto de "factóide". "Eles estão mais preocupados em fazer firulas oportunistas e em fazer luta interna no partido, lamentavelmente", declarou.

O caso Santo André

Na terça-feira, o presidente do PT já havia se declarado contrário à reabertura das investigações do assassinato de Celso Daniel, então prefeito de Santo André, ocorrido em janeiro de 2002. Dadas as denúncias de que havia um esquema de corrupção na Prefeitura da cidade, a própria família do morto vem insistindo na reabertura do caso.

O caso Roraima

Corrupção na administração também é a base das denúncias que, agora, envolvem o petista Flamarion. Ele é suspeito de envolvimento no desvio de verbas que teria começado durante a gestão anterior, de Neudo Campos, de quem era vice, em Roraima. Genoino se reuniu com o governador, de quem ouviu um relato das providências adotadas, segundo ele, para pôr fim às irregularidades. O presidente do PT afirmou não ter saído do encontro convencido nem para acusar nem para defender o governador. Mas disse manter o apoio a ele até que "qualquer prova concreta ou fundamentada" apareça.

O outro lado

O governador Flamarion Portela se defendeu das acusações de modo adocicado. "Sou um ser humano e tenho sensibilidade e vontade de acertar e de fazer as coisas com correção, mas, se o partido decidir que o Flamarion não pode ficar do PT, vamos sair do PT", disse.

A descoberta da vida

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reagiu ontem às críticas que o ministro Cristovam Buarque (Educação) fez na véspera à situação da educação no Estado. "Fico triste com essas coisas porque a nossa postura tem sido a de colaborar, a de ajudar o Brasil com as reformas, ser parceiro. E a gente percebe que a reciprocidade é essa partidarização", afirmou. "Toda a semana vem aqui um ministro para falar mal do meu governo, vai embora e ainda corta a verba do Estado", completou.

Mão pesada

Assim, o ultramoderado tucano Alckmin começa a sentir, a mais de 10 meses da eleição, a mão pesada do petismo e de suas muitas correias de transmissão. Não se tornou alvo da máquina por acaso. Político bem colocado no ranking de avaliação da opinião pública, rivaliza, no Estado, com o próprio Lula -- em algumas pesquisas, com vantagem -- na capacidade de transferir seu prestígio pessoal para um aliado seu que venha a disputar a Prefeitura da capital.

Assim falou... José Genoino


Revista Consultor Jurídico, 5 de dezembro de 2003, 9h47

Comentários de leitores

1 comentário

Isso tudo aí é o que se esperava mesmo desse pe...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Isso tudo aí é o que se esperava mesmo desse pessoal que conseguiu, enganando o povo, se aboletar no poder. Quem disso não sabia? Para essa gente, a pimenta nos olhos dos outros é refresco e tudo o mais é "firula oportunista" da oposição. Não sou filiado nem partidário do PSDB. Votei em nosso Governador Geraldo Alckmin, porque o seu adversário, perigosamente, era o Guerrilheiro do Araguaia. Pedir afastamento de governador (??) desse partido bom de propaganda, é ser "factóide", é ser contra o brasil (assim mesmo pequenino, que é o Brasil deles). O ataque ao GOVERNO (assim, grande) do Dr. Geraldo Alckmin, demonstra que esse pessoal vive em "campanha eleitoral permanente". O Estado de São Paulo produz. O produto de sua riqueza é distribuido para outros Estados, e isso quando são distribuidas. A política desse pessoal é mesmo a de sufocar os Estados que não estão em suas mãos. O Governo do Dr. Geraldo Alckmin NÃO PODE SER COMPARADO com o que está aí no (des)governo federal. O Senhor nos livre e guarde de termos novamente a governar nossa cidade gente desse partido que, dia a dia, vem demonstando ser um partido de revanches e muita corrupção, como se lê. Com a sua cara de pau dizem que não se deve aumentar a carga tributária e, pelas costas nos apunhalam

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