Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Quinta-feira, 4 de dezembro.

Primeira Leitura: Genoino precisa ajustar sua biruta política.

Vende-se um belo futuro

O presidente do Banco Central, Henrique Meireles, informou nesta quarta que os juros no mercado futuro nos contratos com vencimentos em 360 dias estão em 16,1% ao ano, o patamar mais baixo da história. Meirelles discursou no Fórum de Líderes, evento organizado pelo jornal na Gazeta Mercantil, em São Paulo.

Doam-se lindas projeções

Em outro evento, em Brasília, o chefe do departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, Sérgio Goldstein, afirmou que o juro real (descontada a inflação) da economia brasileira caiu de 20% ao ano em janeiro para 9,5% atualmente. O BC calcula o juro real levando-se em consideração as expectativas do mercado futuro de juros para títulos com prazo de 360 dias e as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os próximos 12 meses.

Sem pronta-entrega

Crescimento e juros baixos para já, porém, estão em falta, Assim, na falta de dados da economia real que indiquem a retomada, Meirelles e seus colaboradores se valem de um pacote de projeções técnicas para semear o otimismo -- e ampliar o estoque de paciência da população.

Efeito interessante

Os contratos de juros futuros na BM&F fecharam em baixa generalizada ontem. Como se as projeções do mercado, na boca de Meirelles, ganhassem mais credibilidade nesse mesmo mercado. De todo modo, foi mais um dia de euforia nos negócios, que term a vantagem de poder trazer 2004 para o presente.

Retrato da insegurança

A rebelião na penitenciária de Bangu 3, no Rio, reafirmou um dado da realidade da segurança pública do país: governos não têm o menor controle sobre o que entra ou sai desses espaços que deveriam ter alto nível de controle. Pois bem, aos fatos. Vários reféns usaram ontem os telefones celulares dos presos para se comunicar com as famílias. Celulares dos presos!?

Viagens presidenciais

É fundamental, bem mais do que se imagina, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continue a viajar mundo afora. É imprescindível que essas viagens, como diz o assessor especial da Presidência para assuntos externos, Marco Aurélio Garcia, sejam eficientes. Mas é estéril a comparação das viagens de Lula, de caráter mais comercial, com as de Fernando Henrique Cardoso -- o que só cai bem no regaço dos desentendidos em assuntos de política externa.

Viagens presidenciais - 2

É um tempo diferente do de FHC -- nem melhor nem pior. O primeiro mandato do presidente tucano foi inteiramente dedicado a um tipo de diplomacia presidencial que fez todo o sentido, sem que tenha tido algo de revolucionário. Se a eficiência do caixeiro-viajante Lula está para ser comprovada, a de FHC comprova-a hoje, em parte, pelo menos, a facilidade com que o presidente Lula se locomove.

Viagens presidenciais -- 3

Foi a isso que se dedicou muito apropriadamente o governo FHC em seu mandato inicial: limpar a imagem pública do Brasil no exterior, depois dos estragos da gestão Collor de Mello, por exemplo, e credenciar o Estado brasileiro nos espaços internacionais de debate.

Assim falou... Antonio Martino

"A situação no Iraque piorou dramaticamente"

Do ministro italiano da Defesa, falando a parlamentares, em Roma.

Exotismos da história

Pode até ser que Celso Daniel, o prefeito assassinado de Santo André em janeiro de 2002, tenha sido mesmo vítima da violência urbana. Que há, no entanto, sombras de suspeição e zonas de indefinição, disso não restam dúvidas. Considerando a importância da vítima -- era o principal assessor de Lula --; considerando as denúncias de que um caixa dois operava na Prefeitura, em consonância com a direção do PT; e considerando a visível insatisfação de familiares do prefeito com o resultado das investigações, tudo isso faz com que a reabertura do caso seja, antes de mais nada, uma necessidade. Incompreensível, injustificável, patética, beijando os limites da irresponsabilidade, é a fala do presidente do PT, José Genoino, para quem a investigação corresponderia a matar Daniel uma segunda vez.

Que tese exótica é essa segundo a qual a apuração de responsabilidades sobre um crime prejudicaria a vítima? Genoino precisa ajustar a sua biruta política ou recorrer a um analista para tornar claro para si mesmo o sentido profundo de sua fala: ela embute a suposição de que o procedimento se voltaria necessariamente contra Daniel. Por quê?

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2003, 11h34

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 12/12/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.