Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Judiciário falará

Presidente do TJ mineiro pede para juízes atenderem imprensa

Na próxima segunda-feira, 8/12, nas comemorações do Dia da Justiça, todos os juízes diretores de Foro, em suas comarcas, devem atender a imprensa e esclarecer a sociedade sobre a realidade do Poder Judiciário de Minas Gerais. A recomendação é do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Márcio Antônio Abreu Corrêa de Marins, reiterando solicitação feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Maurício Corrêa.

No ofício encaminhado pelo ministro Maurício Corrêa ao presidente do TJ-MG, é mencionada a recente pesquisa feita pela Ordem dos Advogados do Brasil, que aponta o Poder Judiciário como a segunda instituição menos confiável do Brasil. O presidente do STF falou da preocupação que causa aos membros do Judiciário essa constatação, demonstrando que "a sociedade sabe muito pouco acerca do funcionamento da Justiça".

Maurício Corrêa citou ainda outra pesquisa feita pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, na qual se concluiu que 76% dos consultados sabem muito pouco ou quase nada sobre a instituição. Por tudo isso, o líder do STF está sugerindo aos órgãos do Judiciário de todo o país que transformem o próximo dia 8/12, em "um dia dedicado a informar e esclarecer a sociedade".

Também no ofício, Maurício Corrêa diz ter feito contatos institucionais com emissoras de televisão e sugere que o mesmo contato seja feito em todo o país com jornais e rádios, "com objetivo de alcançar o total comprometimento da mídia brasileira, sempre em favor da sociedade e do fortalecimento das instituições".

O engajamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi atendido pelo presidente Corrêa de Marins, reafirmando a solicitação do presidente do STF de que todos "os juízes atendam à imprensa, procurem os órgãos de comunicação e levem sua mensagem à população, concedendo entrevistas, respondendo perguntas do povo, enfim, tornando públicas nossas limitações legais de atuação, nossas responsabilidades, nosso trabalho incansável, nossa disposição em acolher os reclamos da sociedade e à premente necessidade de uma ampla reforma do sistema judiciário brasileiro, em especial da legislação processual, para que tenhamos, dessa forma, os instrumentos imprescindíveis com vistas a assegurar maior rapidez e eficácia na prestação jurisdicional". (TJ-MG)

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2003, 15h01

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 12/12/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.