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Anacondinhas

Anaconda agora vai atrás de autoridades estaduais

A Operação Anaconda agora vai entrar em sua fase estadual. Policiais federais já investigam um deputado estadual paulista, acusado de roubo de cargas, como suposto integrante da quadrilha de venda de sentenças instalada no Estado. Também são investigados dois juízes de Direito de São Paulo e advogados particulares.

Uma das coordenadoras das investigações da operação Anaconda em São Paulo, a procuradora da República Janice Ascari, já esteve com o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Guimarães Marrey, para repassar a ele as provas e indícios de prova contra autoridades estaduais, inclusive policiais.

Essa linha de ação, no sentido de associar a ação do Ministério Público Federal com os congêneres estaduais está sendo estimulada pela Procuradoria-Geral da República que está firmando convênios em diversas unidades da Federação.

O desdobramento estadual da operação já é chamado entre as autoridades do MPF paulista de "anacondinhas" -- que inclusive trazem ramificações no Pará e no Rio Grande do Sul.

Leia a entrevista exclusiva concedida por Janice Ascari para a revista Consultor Jurídico:

Como vai a operação?

O Ministério Público Federal ofereceu quatro denúncias. Pelo rito da lei 8.038, que é o rito do Foro Especial, essas denúncias não são imediatamente recebidas. Elas têm uma defesa preliminar dos acusados, que já foi feita. O Ministério Público já se manifestou sobre essas alegações dos acusados, elas já foram apresentadas na defesa e agora aguardamos o Tribunal Regional Federal da 3ª Região apreciar se recebe a denúncia ou não.

A operação vai para outros Estados, como Pará e Rio Grande do Sul?

Há denunciados em outros Estados no norte do país, no sul e mesmo em São Paulo, mas estas denúncias precisam ser melhor investigadas. As investigações precisam ser aprofundadas e por isso a Anaconda vai continuar.

A Anaconda passa pela Justiça Estadual de São Paulo?

Há registros de suposta participação de pessoas da esfera estadual de SP, tanto da polícia quanto do Judiciário, advogados particulares também.

E sobre a divulgação do sigilo de Justiça, isto é, as fitas, o que a senhora tem a dizer?

Nós estamos vendo com apreensão, não aprovamos. Não

Compactuamos. O processo é em segredo. A população necessita saber dessas informações, mas temos de conciliar esse interesse público com segredo de Justiça. Dia 6 de novembro nós requisitamos instauração de inquérito policial para imputar responsabilidade a quem vazou isto..

Falta muito para terminar a Anaconda?

Eu diria que a operação avançou bastante, mas tem muito ainda para ser investigada. Ela está apenas no começo.

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2003, 19h29

Comentários de leitores

3 comentários

Diante de tanta investigação, questiono: O que...

Magda Aparecida da Silva ()

Diante de tanta investigação, questiono: O que tem a ver o crime do prefeito Celso Daniel com a Operação Anaconda? Porque esse crime que era da esfera estadual passou para Justiça Federal Criminal, justamente para o Juiz investigado, que supostamente vende sentenças? Coincidência, obra do "divino"? O que tem a ver as empresas de lixo de Santo André e em especial a que coleta lixo cirúrgico com esse crime? O que foram feitas das fitas que o Juiz Rocha Mattos possuia acerca desse crime? É verdade que ele possui cópias dessas fitas? Qual razão do PT ter tanto medo dessa investigação? Existe uma vida que foi ceifada, a imprensa o Ministério Público não pode se omitirem nesse momento. Magda- jornalista e advogada

Pois é, Dona TEREZINHA NACLI. Parece que o M...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Pois é, Dona TEREZINHA NACLI. Parece que o Ministério da Justiça não quer nada com o seu querido Estado do Paraná. Eu bem que disse para a Senhora dirigir aquela carta para o Ministério da Justiça, responsável pela Polícia Federal e pelo MPF. Como a Senhora pode ver, as investidas políticas visam, mesmo, submeter os Judiciários mais atuantes do País. As mazelas que acontecem no Estado do Paraná, conforme apontado pela Senhora, sequer são do "conhecimento" desse pessoal da SUCURI - que teimam em chamar de Anaconda, desprezando a linguagem tupiniquim.

Hilária a entrevista do competente professor-jo...

Rose Carlos de Araujo ()

Hilária a entrevista do competente professor-jornalista Claudio Tognolli , a procuradora Janice diz que mandou abrir inquérito para apurar o vazamento do segredo de justiça na Operação Anaconda e dá entrevista vazando os próximos passos da operação e acusando genericamente membros da justiça paulista e até "alguns" advogados de S.Paulo.Se eu fosse juiz estadual ou se militasse como advogada em SP iria exigir os nomes dos suspeitos, já que assim , como a procuradora deixou ,fica a espada na cabeça de qualquer um.Ou não ? Será que com o segredo de justiça decretado judicialmente não seria mais legal ( gíria e juridicamente) ninguem dar entrevistas sobre os fatos? Vai gostar de holofote lá no Maracanã !

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