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Quarta-feira, 3 de dezembro.

Primeira Leitura: ajuste teve reflexo negativo, diz presidente do BC.

Fato e versão - 1

Fato: nas articulações antes da votação do projeto de lei que prorroga a alíquota máxima de 27,5% do Imposto de Renda para Pessoa Física, os governistas lutavam também para garantir que não houvesse correção da tabela do IR. Na prática, tanto a manutenção da alíquota quanto a não correção da tabela significam aumento da carga de impostos para os brasileiros, de modo a engrossar, no ano que vem, o superávit fiscal de 4,25% do PIB prometido pelo governo ao FMI, que é base da aprovação do mercado ao governo Lula, já que uma fatia considerável de dinheiro público é usada para pagar credores.

Fato e versão - 2

É interessante notar que a "sanha arrecadatória" -- para usar uma expressão de petistas, quando criticavam o governo FHC -- do atual governo convive perfeitamente bem com outro discurso governista: o de que o ajuste macroeconômico já foi feito, e que o desafio agora é outro. Ou seja, a versão é a de que o tempo de sacrifício acabou. Mas acabou?

Nova agenda

Ontem, por exemplo, o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Augusto Candiota, disse, durante evento promovido pela Câmara de Comércio Americana, que a agenda que o governo se propôs a cumprir nesse primeiro ano de mandato, com a recuperação da estabilidade macroeconômica e de preços e as reformas estruturais, agora dá lugar a outra. "A agenda daqui para a frente é sobretudo microeconômica", afirmou, citando a conclusão da Lei de Falências, a definição dos marcos regulatórios e as parcerias público-privadas.

Cegueira militante

Candiota, indiferente ao aumento da carga tributária que o projeto sobre o IR em trâmite representa, voltou a tratar o ajuste fiscal como fruto, unicamente, da contenção do gasto público.

Errei, sim

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reconheceu ontem que o ajuste patrocinado pelo governo teve reflexos negativos para o crescimento econômico, que puderam ser observados no fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre -- alta de apenas 0,4% sobre o segundo trimestre e queda de 1,5% em relação ao terceiro trimestre de 2002. Não foi bem um mea culpa, mas, vá lá, ao menos ele constatou o óbvio: que a economia está paralisada

Assim falou... Henrique Meirelles

"Há muitos anos o Brasil não reunia condições tão favoráveis para ingressar em um processo sólido de crescimento sustentado sem gerar, como no passado, desequilíbrios nas contas externas ou pressões inflacionárias."

Do presidente do Banco Central, ontem, em apresentação na Câmara Federal.

E assim repetiu.. Luiz Augusto Candiota

"Há muitos anos não se reúnem condições tão favoráveis para a obtenção do crescimento sustentado, sem desequilíbrio nas contas externas ou novas pressões inflacionárias."

Do diretor de Política Monetária do Banco Central, em seminário na Câmara Americana de Comércio.

História mal contada

O presidente do PT, José Genoino, disse que a reabertura do inquérito sobre a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) representaria matar novamente o petista, assassinado no dia 20 de janeiro de 2002. O Ministério Público decidiu acusar formalmente o empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como "Sombra", por envolvimento no caso. Gomes da Silva estava no carro com Daniel quando este foi seqüestrado. Seis homens da favela Pantanal, acusados pelo assassinato, teriam relação com outro detido, Dionizio de Aquino Severo, que era próximo do empresário. Severo foi morto na cadeia.

A suspeita de envolvimento do empresário no caso partiu do irmão do prefeito, João Francisco. Segundo ele, Daniel, um nome importante dentro do PT, teria sido morto porque descobriu um esquema de corrupção na Prefeitura, liderado por Gomes da Silva. Alegando sofrer ameaças, João Francisco mudou-se com a família para outro Estado. O que estranha é o fato de Genoino e seu PT supostamente tentarem preservar a história de Celso Daniel quando a própria família do prefeito assassinado clama por mais investigações.

Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2003, 9h33

Comentários de leitores

1 comentário

O presidente Lula está se transformando em garo...

Luciane D (Outros)

O presidente Lula está se transformando em garoto-propaganda do Brasil. Pretende a liderança internacional, embora não tenha o necessário respaldo de grandes realizações no seu próprio país. Enquanto isso, Dirceu e Palocci mandam e desmandam no Brasil, a bel-prazer. Chegaram a fazer acordo com o FMI durante a ausência do presidente. Restou, para Lula, assinar o protocolo e assumir as responsabilidades. Já o Sr. Chico Vigilante, do PT, que se mostra tão vigilante em situações e ações de pessoas que , com discernimento, são contra os mandos e desmandos petistas, em tentativas de desmoralização destas pessoas (vide caso Ministro Maurício Corrêa) pela imprensa "marrom", desta feita, em relação ao assassinato do Prefeito Celso Daniel (do PT), mantém-se calado e "na moita" por quê ? Não seria pelo fato de, pelas evidências, terem sido descoberto esquemas de corrupção dentro de próprio PT, em Santo André ? Quem não deve, não teme... (Oh! Meu Deus! Logo o PT, que se considera o baluarte da Moral e da Ética nesse País ?! D. Benedita da Silva continua ganhando horrores, com viagem religiosa e particular paga às custas do Erário Público e acobertada por Lula e à espera de que o mesmo oficialize um convite para que ela assuma uma Embaixada na África... O Sr. Berzoini tb, considera-se incólume no cargo de Ministro (?!),mesmo depois de tanta humilhação imposta aos idosos...) O que falta nesse atual Governo (?) é um vergonha, competência, preparo, humildade e uma vontade para , de fato, trabalhar.

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