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Pérolas Processuais

Pérolas: bater em sogra não é um direito, mas é compreensível.

"Bater na sogra certamente não é o exercício de um direito, mas é de se entender que ocorra, quando a vítima, como é o caso, gosta de interferir na vida do casal" (De uma peça de alegações finais, na comarca de Assis -- SP).

Ovo jurídico

"A peça ovo não traz, em seu bojo, as condições da ação" (De uma peça de alegações finais, em processo criminal na comarca de Lajeado -- RS).

Dúvida

"Consulto V. Excia. se poderei encaminhar o valor da condução a protesto, porque o advogado do autor não paga" (De uma certidão de oficial de Justiça, em processo de execução, na comarca de São Leopoldo -- RS).

Destra contrariedade

"Declinam estes autos saga de prosaico certame suburbano, em que a destra contrariedade do ofendido logrou frustrar sanhuda venida de um adolescente" (De uma sentença, na comarca de Tatuí -- SP).

Suso

"Impende aludir ao venerando argumento suso mencionado" (De um acórdão do TJ-RS).

Herança impossível

"Seu Agenor, com 98 anos de idade e Dona Fidelina, com 96, não podem herdar uma vez que já se encontram na iminência da morte". (Resposta escrita de um estudante da Ulbra, em prova de Direito das Sucessões, respondendo sobre a possibilidade de os avós serem herdeiros legais do 'de cujus')

* Pérolas Processuais são publicadas todas as semanas no site Espaço Vital - www.espacovital.com.br

Revista Consultor Jurídico, 2 de dezembro de 2003, 12h05

Comentários de leitores

4 comentários

Continuemos todos a advogar porquanto diante de...

Danilo de Oliveira Barbosa (Advogado Autônomo - Criminal)

Continuemos todos a advogar porquanto diante destas "pérolas" lançadas, já temos a plena convicção de que ninguém mais apanha neste mundo.

Disponha, caro Thomaz Silva! Porém, confesso...

Erick Siebel Conti (Servidor)

Disponha, caro Thomaz Silva! Porém, confesso que não entendi patavina do que escreveste.

Em complemento à colocação de Carlos José Marci...

Thomaz Silva (Estudante de Direito)

Em complemento à colocação de Carlos José Marciéri, digo que o fato de a "Pérola" ter vinda de um juíz a torna ainda muito mais valiosa. Esta, acaba sendo um bom exemplo da deficiência do sistema judiciário que insere "todo" o poder do estado sobre o juíz e sanciona a forma com que este, tome decisões a partir de sua visão individualista de mundo. Não sou contra esta forma de acomodação do sistema mas creio que um programa de culturalização (verbete não existente nos dicionários de nossa língua) iria ajudar com que as decisões tomadas por órgãos de grande competência como juízes, deputados e os responsáveis em geral pelo progresso social, não fossem revogadas sobre estes aspecos (que acabam se tornando motivos de escarnecimento) podendo resultar até em uma maior credibilidade para com o sistema vinda da camada que compõe a massa vibratória do país. Finalizo pois, lembrando que o Senhor Juíz de Direito Antonio Carlos Gonçalves não agiu em momento algum em desacordo com os poderes legais, já que estes são meras cópias de nosso presidente vigente. Obrigado.

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