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CPI tem acesso ao arquivo do Banestado em Nova Iorque

A Procuradoria de Justiça de Manhattan colocou 270 caixas de documentos com toda a movimentação bancária da agência do Banestado em Nova Iorque à disposição dos deputados e senadores da CPI que investigam a evasão de divisas através de contas CC5.

Segundo a assessoria de imprensa do senador Antero Paes de Barros, presidente da CPI, a Procuradoria também prometeu colaborar para rastrear no sistema bancário americano o destino do dinheiro originário de Foz do Iguaçu. A disposição dos procuradores de ajudar na identificação dos beneficiários das remessas irregulares foi comemorada pelos parlamentares brasileiros.

Segundo Paes de Barros, "a reunião foi extraordinária. Não podia ser melhor. Os procuradores de Manhattan revelaram enorme disposição de colaborar com a CPI e com todas as autoridades brasileiras que estão investigando a evasão de divisas."

O senador disse que "está sepultada, portanto, qualquer possibilidade de a CPI não ter acesso aos documentos. Quem tem motivos para tomar calmante - acentuou- pode consultar o médico desde já e obter a receita".

Os assessores da CPI do Banestado que viajaram para os Estados Unidos terão sua primeira reunião de trabalho com os procuradores americanos nesta quinta-feira (28/8). Eles irão analisar a documentação já recolhida e selecionar aqueles de interesse para o prosseguimento das investigações.

Segundo Paes de Barros, os integrantes da CPI regressarão ao Brasil na sexta-feira trazendo parte dos registros da movimentação bancária do Banestado de Nova Iorque. O restante será trazido pelos assessores, que deverão permanecer mais tempo nos Estados Unidos para completar o levantamento do material. (Assessoria de imprensa)




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Revista Consultor Jurídico, 27 de agosto de 2003, 19h37

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