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Crítica em discurso

Uzzo lança candidatura e diz que OAB-SP é antidemocrática

Mais de mil pessoas estiveram na quarta-feira (6/8) no Club Homs na festa de lançamento da candidatura de Valter Uzzo, segundo sua assessoria de imprensa. O candidato lembrou a situação dos advogados e advogadas, como está a Ordem hoje e o objetivo de sua candidatura: construir uma Ordem verdadeiramente democrática para todos os advogados e advogadas.

"É hora de voltar a Ordem para os advogados anônimos que trombam no corredor e são maltratados por funcionários, para o advogado que tem uma dificuldade imensa em cumprir com as suas obrigações e cumpre. É preciso que a Ordem olhe e dê uma esperança a esses advogados."

Uzzo também falou do papel que entidade precisa exercer para os advogados recém-formados: "Os jovens advogados necessitam de uma Ordem que lhes dê amparo, que combata a injustiça e seja sobretudo democrática."

E como disse, a idéia da sua candidatura nasceu quando constatou, como secretário-geral, a falta de democracia na instituição. "A minha idéia de ser candidato nasceu quando constatei que internamente a Ordem é antidemocrática e manipulada por um pequeno grupo." E complementou: "É uma Ordem que tem algumas caixas-pretas, não porque existam irregularidades, mas porque significam o domínio do poder."

Campanha no interior

O candidato à presidência da OAB-SP Valter Uzzo, da chapa OAB Para Todos, iniciou sua campanha no interior de São Paulo pela cidade de Presidente Prudente, onde teve contato direto com pelo menos 50 advogados e concedeu entrevistas à mídia local. Na quinta-feira (7/8), ele continuou a campanha em visita a Presidente Bernardes.

Uzzo chegou ao Fórum de Presidente Prudente da cidade por volta das 15h30 e começou a panfletagem.

Ele ouviu as críticas dos profissionais da cidade em relação ao Judiciário, considerado por eles muito autoritário. Isso seria um fator que compromete a atuação da classe. Por isso, a insistência no pedido ao candidato de uma ação mais forte da OAB na defesa das prerrogativas dos profissionais.

Outro ponto também levantado pelos advogados da cidade foi a necessidade de se melhorar os honorários do convênio da Assistência Judiciária. Muitos advogados do interior dependem dessa renda. No caso dos profissionais prudentinos, a reclamação fica por conta da baixa remuneração e da burocracia.




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Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2003, 10h21

Comentários de leitores

6 comentários

PARTE 01: Concordo em gênero, número e grau co...

Cristiane ()

PARTE 01: Concordo em gênero, número e grau com a posição do Dr. Raul Haidar sobre o respeito merecido, e justo, que os colegas de classe devem ter pelo profissional Dr. Valter Uzzo. Em ritmo de Eleições/OAB, todos os pré-candidatos devem, sim, divulgar as atividades de suas respectivas campanhas, a fim de que o eleitorado possa conhecer melhor cada um dos concorrentes. Sinto falta, entretanto, de uma cobertura jornalística similar (tão detalhada como foi a do Dr. Uzzo) de outros eventos que estão ocorrendo nesta corrida às urnas. O Conjur é um veículo que sempre mereceu minha consideração e respeito e, de coração, não gostaria que um canal de informação, que tanto prezo, venha a ser equivocadamente interpretado como tendencioso ou parcial ao dar maior destaque para determinados candidatos. Seria pretensão de minha parte querer ensinar ética no jornalismo aos editores do Conjur, um site especializado na área jurídica. Mas, aceitem, por favor, a humilde sugestão de uma leitora que, além de jornalista e radialista, também pretende cursar Direito: em nome da imparcialidade, seria interessante que o site criasse um link destinado às Eleições/OAB, a fim de conceder o mesmo espaço a todos os candidatos, até mesmo no tocante ao número de linhas, formato e conteúdo editorial. Porém, em nome da transparência - defendida por todos os pré-candidatos - é necessário, também, apurar os fatos, porque não acredito que a colega Gabriela Duarte usaria tal espaço de maneira leviana para afirmar que compareceram menos convidados do que o número indicado no texto, uma vez que a mesma compareceu ao evento. Também não estou, com esse parecer, duvidando da Assessoria de Imprensa do Dr. Uzzo, mesmo porque, como colega de profissão, respeito muito a atividade. Mas não posso deixar de mencionar que, assim como a colega Gabriela pode ter errado ao confiar em sua percepção visual ao constatar que não havia mais de 500 pessoas na festa, o cálculo mostrado pelos colegas assessores - com todo o respeito que lhes é devido - também não parece o mais adequado, pois é baseado em conjecturas e estimativas. Afirmar que a distribuição foi de 550 lugares com cadeiras e mesas, e cerca de 500 pessoas de pé, não garante que, efetivamente, o local tenha recebido esse número de pessoas. Apoiar-se nesse argumento, concede o direito de qualquer outro candidato afirmar que em sua festa compareceram 3 mil pessoas porque foram distribuídos 3 mil convites ou que o local tem capacidade para 3 mil.

COMENTÁRIO PARTE 2: Respeito a postura dos col...

Cristiane ()

COMENTÁRIO PARTE 2: Respeito a postura dos colegas de imprensa por defenderem seu candidato, mas é inevitável dizer que, infelizmente, eles cometeram o mesmo ato falho da colega Gabriela, ou seja, justificar um número na base do “achômetro”. Seria irrefutável, entretanto, se, em vez de basear-se em números aleatórios (levando-se em conta apenas distribuição de cadeiras, números de pessoas que o salão comporta e até mesmo os funcionários do local), a Assessoria tivesse dito que havia um marcador eletrônico na porta ou uma contagem executada por recepcionistas. Além disso, a entrada à festa do Dr. Uzzo foi denominada pelo próprio Conjur livre, ou seja, de acordo com o site, foi uma festa aberta “a todos”, sem a necessidade de confirmação de presença. Portanto, chegar a um número aproximado de presentes seria extremamente difícil para a Assessoria do pré-candidato, visto que não havia uma lista de confirmação de presença. Por fim, também fico desapontada pela maneira agressiva como a Assessoria deu uma resposta à leitora Gabriela. Infelizmente, os jornalistas já não são vistos com muita simpatia pelo grande público. Algumas vezes, são apontados até mesmo como arrogantes. Dessa forma, a postura ríspida da Assessoria ratifica essa interpretação equivocada – porque existem, sim, jornalistas que não primam pela ética, que mentem, manipulam e falseiam informações em detrimento dos fatos, mas existem, também, excelentes profissionais nesse campo de trabalho. Além disso, Jornalismo e Direito são DEMOCRACIA na essência. A leitora Gabriela, como qualquer cidadão, tem o direito e o dever de fazer críticas, para que continue prevalecendo a liberdade de expressão, outrora tão castigada pelos censores – institucionais e ideológicos – dos tempos da ditadura militar. Ressalto que a Assessoria tinha, também, todo o direito de responder, mas não de maneira tão deselegante. Sob ofensiva ou defensiva, nossa profissão nos ensina que devemos fazer prevalecer os fatos com equilíbrio e razão, não nos deixando envolver sobremaneira pelo calor da emoção ou por interesses pessoais. A resposta do Dr. Raul Haidar à leitora foi contundente, mas de modo algum agressiva. Também não estou, dessa forma, sendo antiética ao fazer críticas aos colegas da Assessoria de Imprensa, mas creio ter deixado claro que o meu único objetivo é preservar a imagem dos demais colegas jornalistas. Enfim, “desculpe-me, Gabriela”, em nome da classe.

Quero dirigir-me à estagiária Gabriela Mendes D...

Luís Carlos Moro (Advogado Sócio de Escritório)

Quero dirigir-me à estagiária Gabriela Mendes Duarte, na qualidade de quem tem a expectativa de que venha a se tornar, em breve, uma colega. E espero que venha a ser grande advogada. Mas, para isso, é preciso que entenda que, antes de qualificar um postulante - e, pior, afirmar de modo peremptório e defitinivo que um ou outro candidato à presidência da Ordem em São Paulo seja ou esteja inapto para o cargo que almeja -, é necessário que o conheça mais profundamente. Visite o sítio www.oabparatodos.com.br. Veja ali um pouco mais sobre o candidato sobre o qual tece afirmações tão definitivas. Toda a vida do Doutor Valter está pautada pelo combate às teses ultrapassadas e aos velhos caciques da política braslieira... Ao ouví-lo, estabeleceu um julgamento fundado em sua experiência momentânea em relação ao orador. Não conheceu os seus antecedentes. Não se preocupou em tomar informações sobre seu pensamento ou conversar com ele. Fundou-se apenas em suas sensações... E essas podem ser enganosas. Não julgue alguém ou uma idéia pela aparência ou pela sensação. Penso também que não é tentando desqualificar alguém que se qualifica outrem. Se tem preferência por algum candidato, manifeste-a. Não há necessidade de tentar desqualificar alguém (cujas qualidades são reconhecidas até por adversários) para tentar induzir o voto em outro candidato. Doutor Valter não é candidato de si mesmo. Não se apresenta em nome exclusivamente pessoal. A par de ter todas as condições para presidir a Ordem, galvaniza as esperanças de um sem número de advogados de fazer nossa instituição mais atuante (como ele é, como secretário geral), menos elitista, mais representativa dos jovens advogados e mais próxima daqueles que vêem nos mais idosos apenas velhos caciques e dos demais libertos desse pré-juízo. Ultrapassado é o preconceito. Confuso é o resultado da coleta de informações imprecisas. Valter é atual, moderno, identificado com o nosso tempo. É de clareza solar em suas idéias, coerentes há muitos anos. E jamais prometeu absolutamente nada aos eleitores que não pudesse realizar. Procure pensar nisso, doravante. Quero lhe auspiciar uma bela carreira, nessa linda profissão da advocacia, que é a prática diuturna da luta contra os prejulgamentos, as asserções vazias de conteúdo, os preconceitos e as injustiças. Afetuosamente, Luís Carlos Moro

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