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Aulas alternativas

Infratores são punidos com tai-chi nos Estados Unidos

Notícia transcrita do portal Terra

Crimes e penas entraram em uma nova era em Santa Fé, nos Estados Unidos, graças a uma juíza local que condenou infratores a praticar tai-chi, meditação e, se realmente precisarem de ajuda, a participar de uma cerimônia de chá japonesa.

A juíza Frances Gallegos, da cidade do Novo México permite que os infratores pratiquem de aulas de tai-chi, meditação e participem de uma cerimônia de chá japonesa como parte de uma pena alternativa para infratores jovens e violentos.

"Cursos tradicionais para controle da raiva não estavam funcionando", disse Gallegos, acrescentando que os índices de reincidência em outros tipos de aulas para controlar a raiva são muito altos para ela. A juíza ouviu o conselho de Mark De Francis, psicólogo do departamento correcional estadual, que também é médico da área de medicina oriental.

De Francis acredita que algumas tradições asiáticas, como o tai-chi e a cerimônia do chá japonesa, ensinam as pessoas a encontrar calma e, "encontrar um oponente interno, em vez de um oponente externo, para lutar contra". O tai-chi, ou tai chi chuan, é uma prática chinesa de exercícios físicos usados para auto-defesa e meditação.

Infratores jovens e violentos -- a maioria citados em casos de violência doméstica, por dirigir alcoolizados e por outros incidentes na direção -- podem escolher entre ir às aulas alternativas, que começaram em outubro passado, ou fazer tarefas comunitárias, como coleta de lixo.

As classes com duração de 12 semanas acontecem duas vezes por semana por duas horas no lobby do tribunal, que é enfeitado com velas e espelhos para a ocasião. O custo de US$ 18 das aulas é pago pelos infratores. Os participantes servem uns aos outros chás de ervas com kava-kava, um calmante natural, e terminam as aulas com tratamento de acupuntura para relaxamento. (Reuters)




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Revista Consultor Jurídico, 7 de agosto de 2003, 8h50

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Não deveriam existir cadeias. Elas são, nas pal...

Luís Guilherme Vieira (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Não deveriam existir cadeias. Elas são, nas palavras de Evandro LIns e Silva, o símbolo da incompetência do homem. Mas, já que a humanidade não encontra jeito alternativo para as prisões, tratar os presos com respeito e dignidade deveria ser algo normal, totalmente imperceptível aos olhos da sempre atenta mídia. Luís Guilherme Vieira, advogado, membro-fundador da Associação pela Reforma Prisional

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