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Pressão maçiça

Professores de jornalismo da Cásper Líbero decidem entrar em greve

Os professores da coordenadoria de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, decidiram esta semana entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (4/8).

A decisão é um protesto contra a recusa do diretor da faculdade, Erasmo Nuzzi, em cumprir o acordo firmado por ele com representantes dos professores, dos alunos e da Fundação Cásper Líbero, mantenedora da faculdade, em fevereiro.

No documento, o diretor endossou a decisão da superintendência da faculdade de não vetar a recontratação do professor Marco Antonio Araújo. O ex-coordenador do curso de jornalismo foi demitido por Nuzzi no final de 2002 -- ato que professores e alunos repudiaram como uma "arbitrariedade injustificável".

Nuzzi havia aceitado, ainda, que a contratação de professores se fizesse por indicação da coordenadoria, aprovação do Conselho técnico-administrativo (CTA) e homologação da mantenedora. Não haveria, portanto, intervenção da diretoria no processo.

Contudo, o diretor indeferiu o pedido de recontratação do professor Araújo, encaminhado pelo atual coordenador do curso, Mario Vitor Santos.

Para os professores, a atitude foi um desrespeito à comunidade acadêmica e aos próprios representantes da Fundação Cásper Líbero, que também assinaram o acordo.

Um protesto foi enviado à Fundação no dia 19 de julho, por meio de uma carta aberta com as assinaturas de 27 dos 32 professores que integram a coordenadoria de jornalismo. Mesmo assim, Erasmo Nuzzi manteve sua posição. Alegou apenas que "mudou de idéia".

"As sociedades civilizadas se regem por um princípio fundamental: os acordos devem ser cumpridos. Pacta sunt servanda, na consagrada fórmula em latim. O contrário é a barbárie, a lei da selva", alegam os professores.

Segundo os professores, o diretor teve motivação política para voltar atrás no acordo. Para eles, "Araújo e o conjunto da coordenadoria de jornalismo tornaram-se alvo de retaliação ao se insurgirem contra o aumento do número de alunos por sala de aula."

Os professores afirmam, ainda, contar com o apoio da entidade representativa dos alunos -- o centro acadêmico Vladimir Herzog --, que já convocou os estudantes para discutir o assunto em assembléia.

Participam do movimento de greve os professores Adriana Garcia; Caio Túlio; Carlos Dias; Clóvis de Barros Filho; Domingos Fraga; Eduardo Marini; Everton Constant; Fernando Solano; Filomena Salemme; Igor Fuser; Jayme Brener; José Américo Dias; Luciana Bistane; Luiz Costa Pereira; Marcelo Coelho; Mario Andrada e Silva; Mario Vitor Santos; Mauricio Stycer; Paulo Nassar; Rosane Batista; Sergio Rizzo; Sidnei Basile; Toshio Yamasaki e Vera Lúcia Fiordoliva.




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Revista Consultor Jurídico, 1 de agosto de 2003, 18h19

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