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Caso Gerson Brenner

Acusados do assalto ao ator Gerson Brenner dizem que confessaram crime

Os três acusados da tentativa de assalto ao ator Gerson Brenner afirmaram ontem (30/9), em interrogatório feito pela juíza Ana Cristina Ribeiro Bonchristiano, que não foram os autores da tentativa de assalto nem do disparo contra o ator, ocorrido na madrugada de 17 de agosto, na interligação das rodovias Ayrton Senna e Dutra. Os acusados foram unânimes em afirmar inocência e alegar que foram obrigados a confessar o crime sob violência policial.

Dimas Almeida Batista, o primeiro a ser interrogado, disse que na hora do crime estava em sua casa, na Chácara Guanabara, município de Guararema. Afirmou, ainda, não saber onde os outros acusados se encontravam naquele momento. Batista alegou, também, que recebeu choques para confessar o delito e que havia apanhando antes de conceder a entrevista em que assumiu a autoria do crime. O réu foi preso em sua casa quando tentava se esconder na casinha do cachorro.

O segundo interrogado, Vitor Tancredo, também alegou inocência e justificou que a confissão teria sido feita depois de ter apanhado da polícia. De acordo com o réu, os policiais o levaram para um quartinho, que fica nos fundos da Delegacia de Homicídios de Mogi das Cruzes, onde foi submetido a sessões de violência. Os policiais teriam dito a ele que "se você não acusar o Dimas e o Luzimar nós vamos fazer sua caveira". O acusado revelou que está sendo obrigado a assinar papéis sem saber do que se trata.

O depoimento do terceiro acusado, Luzimar Sabino dos Santos, seguiu a mesma linha dos primeiros: alegou inocência e afirmou ter sido vítima de violência policial para assumir a co-autoria do crime. De acordo com Santos, enquanto participava da entrevista concedida à TV, os policiais ficaram ao seu lado, em atitude ameaçadora.

Os três negaram a versão de que estariam praticando assaltos com o intuito de arrecadar dinheiro para libertar um outro preso, conhecido como "Aleijadinho". Batista e Tancredo eram conhecidos do preso.

Depois do depoimento, a juíza Ana Cristina Bonchristiano pediu que seja enviado ofício à Rede Globo para que a empresa indique os repórteres que entrevistaram os acusados, que serão convocados para prestar esclarecimentos. Também será encaminhado ofício ao Hospital Albert Einstein, onde o ator está internado, para que o médico responsável pelo tratamento de Gerson Brenner informe se o ator já tem condições de prestar depoimento, ou quando isso será possível.

Brenner foi transferido, na segunda-feira passada, da Unidade de Terapia Semi-Intensiva para um apartamento. O boletim médico sobre o ator, divulgado pelo hospital no início da semana, considera como bom seu estado de saúde.

Revista Consultor Jurídico, 29 de setembro de 1998, 0h00

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