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CPI das Escutas

Jungmann quer saber como PF acessa dados telefônicos

por Anderson Passos

“O uso de escutas telefônicas no Brasil, sem sombra de dúvida, é indiscriminado. É feito de forma tremendamente abusiva.” A frase foi dita pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), nesta segunda-feira (11/8), em entrevista à revista Consultor Jurídico. Ele integra a CPI das Escutas Telefônicas na Câmara dos Deputados.

O parlamentar do PPS disse que o clima causado pelo uso indiscriminado das escutas é de uma “pandemia”, que acaba alimentando “uma guerra política”.

Jungmann afirmou que desconhece a possibilidade de o depoimento do juiz da 6ª Vara Criminal Federal, em São Paulo, Fausto De Sanctis, ocorrer a portas fechadas. O juiz foi o responsável pelos mandados de prisão na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. No entanto, a assessoria do presidente da CPI das Escutas, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), confirmou a possibilidade levantada pelo jornal Folha de S. Paulo de que parte do depoimento do juiz pode ocorrer a portas fechadas. Motivo: preservar a divulgação de dados sigilosos das interceptações telefônicas feitas na Operação Satiagraha.

“A perspectiva é que o juiz De Sanctis colabore com a CPI, o que não fez o delegado Protógenes (Queiroz). Queremos saber como Daniel Dantas manipulava os grampos com a Kroll, como são feitas as escutas de autoridades e esclarecer a questão da senha do acesso universal. Essa senha permite à Polícia Federal o acesso ao cadastro dos assinantes de linhas telefônicas em todo o país”, afirmou o parlamentar.

O deputado disse, ainda, que vai protocolar mais três pedidos de convocação. Desta vez, o foco será a investigação das escutas feitas no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.

“Vamos ouvir o delegado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, que é o servidor público que pode esclarecer como aconteceu a escuta no Supremo. Também vamos convocar o chefe de segurança do gabinete do presidente Gilmar Mendes e a desembargadora Suzana (Suzana Camargo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que avisou o presidente do STF de que ele estava sendo grampeado”, concluiu.

Revista Consultor Jurídico, 11 de agosto de 2008

Sobre o autor

Anderson Passos: é repórter do site Consultor Jurídico.

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Total: 8Comentários

Thiago Nunes (Estudante de Direito - - ) 12/08/2008 - 16:10

Caro Sr. Jungmann. O Sr. quer saber como a Polícia Federal acessa dados telefônicos e eu quero saber se o sr. tem ligação com o Dantas.

Phodencius (Investigador - - ) 12/08/2008 - 12:05

é senhores deputados..estamos no caminho certo.

Vamos cortar as maos e os pés da PF...

vamos acabar com os grampos:enquanto as quadrilhas se armam de telefones habilitados no exterior,vamos acabar com os grampos.Assim deixamos as quadrilhas ainda mais organizadas.

Vamos impedir o acesso da PF aos dados dos assinantes: assim durante a investigação,quando a PF precisar saber urgente quem ligou para quem,ela consulta a mãe Dinah,e tenta saber quem é o usuario da linha...

Vamos criar o JUIZADO ESPECIAL PARA PUNIR A POLICIA FEDERAL: pra que se preocupar com CV,PCC,FARC no Brasil etc...o grande problema é a PF!!!

Porque nao aproveitamos,e retiramos tambem as ARMAS da PF? A policia do JAPAO dispara 10 tiros num ano,,,pq no Brasil não pode ser igual?É que no Brasil a policia é mal preparada,e adora dar tiros para todos os lados.No Rio de Janeiro,vamos equipar o BOPE com dardos tranquilizantes.Assim não correm o risco de matarem algum traficante...

Vamos criar escritorios de advocacia(SEM EXCEÇÂO),completamente BLINDADOS contra a ação da PF: assim quem sabe os traficantes e o crime organizado pode guardar a contabilidade com mais segurança

vamos criar a CPI da PF...para punir todos os PFs que trabalham.Vamos prestigiar somente aqueles que ficam no aeroporto carimbando passaporte.Os que combatem o crime organizado violam prerrogativas...entao,foice neles.

Vamos abolir mesmo as algemas.O policial vai ter que descobrir qual marginal oferece risco.Se durante a operação,o camarada fugir,processo administrativo nele.Afinal,quem mandou ficar fora de forma e não conseguir correr atras.

Se o meliante reagir e tomar a arma do policial e explodir a cabeça dele...oras,o que tem demais?? é só mais um policial...

Ampueiro Potiguar (Advogado Sócio de Escritório - - ) 12/08/2008 - 11:16

Até tu,Jugmann? Andas a conversar coisas que devam ser gravadas. Fala sério e tua preocupação deixará de existir, né não? Tu devias lutar para que tudo o que a PF e parte do Judiciário apurou fosse, o quanto antes, comprovado (ou não, né não?). Por que todos querem tirar o corpo (culpa, talvez) fora? Que coisa!

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