Notícias > Comunidade Jurídica

aaaHomeImprimirEnviarComentar

Mulheres agredidas

Juiz diz que usou expressão jocosa para expor realidade

por Anderson Passos

Depois de detectar que o álcool é determinante nos casos de agressão física contra a mulher, no Rio Grande do Sul, o juiz substituto da 2ª Vara Criminal de Erechim, Marcelo Mezzano, fez uma brincadeira com o caso. Ele aconselhou as mulheres a não se casarem com parceiros “bagaceiros e pudins de cachaça” para evitar agressões.

Em entrevista à revista Consultor Jurídico, Mezzano disse que seus conselhos não passaram de expressões jocosas. “Eu falei isso diante do contexto jurídico, mas nem esperava que o caso fosse ganhar tamanha dimensão”, explicou o juiz.

Mezzano afirmou que usou as expressões polêmicas para ilustrar à comunidade do município, com mais clareza, o que pensa sobre a Lei Maria da Penha. Para ele, o texto sancionado em 2006 pelo presidente Luiz Inácio da Silva é inconstitucional. “O artigo 5º, parágrafo 1º da Constituição Federal, estabelece que homens e mulheres são iguais perante a lei. Há exceções em casos especiais como a licença maternidade de 90 dias para as mulheres, por exemplo”, disse.

Segundo o juiz, na maior parte dos casos de violência doméstica, quando os oficiais de Justiça chegam na casa para pedir a retirada do agressor, são impedidos de fazer o trabalho. “Em muitos casos, o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Polícia são mobilizados nessas ações. As mulheres dizem que apenas foram à Polícia para assustar o parceiro, por exemplo. A Justiça acaba inócua e perde a credibilidade. Quem agride acaba tendo a certeza de que não será punido”, explicou.

Ele acrescentou que os relatos de oficiais de Justiça mostram que o álcool é um fator dominante nos casos de agressão física contra a mulher. E foi nesse contexto, segundo ele, que fez a brincadeira que ganhou espaço na imprensa nacional.

Revista Consultor Jurídico, 10 de agosto de 2008

Sobre o autor

Anderson Passos: é repórter do site Consultor Jurídico.

aaaHomeImprimirEnviarComentar

Topo Home

Leia também
STF recebe sugestões para efetividade da Lei Maria da Penha
Maria da Penha recebe indenização depois de sete anos de espera
Lei Maria da Penha também serve para namorados
Lei Maria da Penha protege adolescente de perseguição de homem
Lei Maria da Penha será julgada pelo plenário do Supremo
AGU pede que STF diga que Lei Maria da Penha é constitucional
Entrevista: Maria Berenice Dias, desembargadora gaúcha
Juiz que criticou Maria da Penha diz que foi mal interpretado Texto com íntegra
Após um ano em vigor, balanço da lei Maria da Penha é positivo
CNJ avalia decisão que tachou lei Maria da Penha de mostrengo
Para juiz, Lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas

Total: 7Comentários

Cristiane (Empresarial - - ) 18/08/2008 - 10:51

Isso não é brincadeira! Há tempos esse juiz parece ser o único que fala com discernimento sobre essa aberração que é a lei Maria da Penha. Mais uma vez ele está certíssimo: as mulheres que parem de se casar com pudins de cachaça. Elas é que estão de brincadeira!

Zito (Consultor - - ) 11/08/2008 - 22:08

Tanto estudo para palhaçadas.
Lugar de Palhaçadas é no circo.

Roberval Taylor (Consultor - - ) 11/08/2008 - 10:43

O Judiciário não é lugar para brincadeiras. Quem deseja brincar deve procurar o local apropriado para tal prática. Justiça é coisa séria.

Para fazer comentários, você precisa estar cadastrado e identificado.
Se ainda não fez seu cadastro, clique aqui para se cadastrar.
Se ainda não se identificou, clique aqui para registrar seu email e senha.

Topo Ler mais comentários

Anuncie Anuário 2009