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por Claudio Julio Tognolli
A Folha Universal, jornal oficial da Igreja Universal do Reino de Deus, resolveu embarcar nos relatórios parciais do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha. Em sua última edição, nas ruas desde o fim de semana, a Universal aproveita para atacar a jornalista Elvira Lobato, do jornal Folha de S. Paulo, que venceu sucessivas batalhas jurídicas nas ações movidas por fiéis da igreja.
O jornal reproduz trechos do relatório de Protógenes em que Elvira Lobato é mencionada, juntamente com outros jornalistas, por manter contatos telefônicos com o investidor Naji Nahas. E ainda: abre uma página com o título “jornalistas sob investigação e subtítulo “Elvira Lobato, a mesma repórter que atacou a Igreja Universal, é agora alvo da Polícia Federal”.
O detalhe é que o jornal não levou em conta o relatório final do delegado. O capítulo sobre o “papel da mídia na investigação” foi o que sofreu os maiores cortes. Com exceção da repórter Andréa Michael, os outros jornalistas mencionados foram excluídos.
Mesmo assim, em seu editorial, a Folha Universal escreve: “No detalhado relatório da PF sobre as atividades supostamente ilegais do banqueiro Daniel Dantas e do investidor Naji Nahas saltam os nomes de alguns jornalistas que manteriam estreitas ligações com ambos e, portanto, estão sob investigação. Entre eles, um chama a atenção: o de Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo, a mesma que acusou, recentemente, a Igreja Universal de praticar lavagem de dinheiro com o dízimo dos evangélicos, sem nada provar”.
Elvira Lobato entrou na mira da Universal há cerca de seis meses. Mais de 90 fiéis e pastores da igreja entraram na Justiça contra a Folha de S. Paulo e a jornalista, autora da reportagem a “Universal chega aos 30 anos como império empresarial”, publicada em 15 de dezembro de 2007, sobre o patrimônio da Universal.
Os pedidos de indenização, com muitos parágrafos idênticos, foram apresentados em Juizados Especiais em vários estados. Os pedidos também foram ajuizados contra os jornais O Globo e Extra. Por enquanto, a jornalista e a Folha de S. Paulo têm levado a melhor na Justiça.
Revista Consultor Jurídico, 30 de julho de 2008
Não defendo a igreja universal e nem seus métodos, mas sim a liberdade de crença, um dos pilares em que o sistema se assenta e que deve ser respeitado.
Enfadonhos eram os tempos em que uma igreja impunha a religião única, com o apoio dos Estados. Simbolicamente, cobriam com um manto negro a imagem de Cristo, para que Ele "não visse" as atrocidades que se praticavam em Seu nome. Assim escusados, torturavam e humilhavam seres humanos, antes de lançá-los à fogueira da inquisição.
Em que pese a atual diversidade de cultos e crenças, nem sempre a todos palatáveis, pior seria o monopólio da verdade, e seus efeitos deletérios.
pequenas igrejas, grandes negócios!
É por essas e outras que a Universal - a ímpia - em uma de suas rádios no Rio de Janeiro reporduz o "depoimento" de um de seus fiéis: várias pessoas da família do felizardo morreram de câncer no pulmão. Ele já estava sem esperanças. A IURD recuperou uma das partes do pulmão. O "depoente" exibiu uma radiografia para provar o "milagre". Dái, o bispo Crivela, sem medo, enfrenta a bandidagem na sua capanha para prefeito. Nem precisava. Às segundas-feiras o cardápio do dia da IURD é o das causas impossíveis. Para que fazer capanha então? Com o uso do tal cardápio, até os "inféis" votarão nele. Né não?