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Feitiços e feiticeiros

Protógenes diz que PF adultera sentido de gravações

Depois do prende-não-prende, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, em fase de sai-não-sai, teria dito que seus colegas da PF adulteraram o sentido do que ele disse na reunião gravada em que se decidiu seu afastamento da Operação Satiagraha. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo.

Ironicamente, o delegado usou argumento idêntico ao dos advogados que defendem acusados pelas retumbantes operações executadas pela Polícia Federal.

De acordo com Polícia Federal, a gravação divulgada abrange pouco mais de 3 minutos das cerca de 4 horas que durou o encontro realizado na última segunda-feira (14/7), na sede da Superintendência da PF. A reunião, comandada pelo diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon, teria começado às 14h15min e terminado por volta das 18h. Protógenes confidenciou ainda que a direção geral da PF estaria "filtrando" as informações para induzir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a erro.

Ao ser informado de que parte da gravação da reunião seria divulgada, Protógenes procurou seus superiores e protocolou um pedido para acessar a íntegra do material gravado. No começo do encontro de segunda-feira, os delegados que lideraram a Operação Satiagraha pretendiam gravar a reunião, mas ficou acertado que cada participante receberia uma cópia. Até a noite passada, no entanto, Protógenes não recebera sua cópia.

Quando do anúncio do afastamento dos três delegados que comandaram a Operação Satiagraha (além de Protógenes Queiroz, saíram os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou publicamente uma justificativa do delegado. A resposta ao presidente deverá ser dada nesta sexta-feira (18/7), quando Protógenes promete conceder uma entrevista coletiva e esclarecer as razões de seu afastamento. Murakami e Pelegrini foram convidados pelo comando da PF a voltar às investigações do caso, mas não responderam ainda ao convite.

Em outra frente, o procurador regional da República em São Paulo, Rodrigo de Grandis, também pediu para ter acesso à íntegra da gravação da reunião. O Ministério Público quer apurar se ocorreu algum tipo de "obstrução à Justiça" com a saída dos principais investigadores do caso.

Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2008

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Total: 28Comentários

PEREIRA (Contabilista - - ) 21/07/2008 - 11:33

E haja corrupção! Vejam a incongruência dos poderes da República das fanrarrices.
Quem não conhece o perfil de Daniel Dantas e seus comparsas!
A operação abafa incluindo o ministro do STF, ministro da justiça e do presidente da república, leva-se a crer que todos os brasileiros são idiotas, acéfalos.
O certo é que o delegado da PF foi compelido a se afastar do caso, pois ele foi mexer em cobras com vara curta.
Quem não se lembra da CPI do Banestado, desencadeada após vários anos de investigação do competentíssimo delegado da polícia federal o Dr. Castilho? Pois, esse agente público foi afastado das investigações, em virtude do rolo compressor da cúpula dos poderes.
Lembram-se também de Luiz Francisco, procurador da república, famoso por fazer denúncias de corrupção nas esferas dos poderes? Pois bem, ninguém houve mais falar nesse agente público de ética profissional ilibada.
No caso Daniel Dantas, deve haver incontáveis processos desse cidadão nas instâncias jurídicas do país, desde a privatização do Sistema Telebras.
O presidente LULA que ainda continua dizendo que não sabe de nada, e vai continuar assim até o fim do seu mandato, diz na televisão em tom irônico, que achava que se o delegado Protógenes quizesse voltar e concluir o relatório, ficava a seu critério.
Em nosso entender era para o presidente, dizer a sociedade brasileira que, "o delegado da polícia federal, o Protógenes deve cumprir o seu dever de ofício retornando ao caso. Essa é a minha determinação expressa.Afinal, ele é um agente público no exercício do interesse coletivo e não os seus interesses individuais."
Agora, armaram o circo e agora estão com enorme dificultade em desmontá-lo.
Intolerância ZERO para a corrupção.

Francisco Lobo da Costa Ruiz (Criminal - - ) 21/07/2008 - 11:14

Nem em rendez-vous de quinta categoria se vê tanta intriga.

vice-diretor (Professor - - ) 20/07/2008 - 18:06

Diogo Mainard tinha razão: Dantas era o cara. Lula é o invisível (além de surdo, cego e esquecido) Dantas é podre. Lula é podre. Lula afastou pessoalmente Dr. Protógenes das investigações. Afinal, Lula, Dantas, Naji Nahas, a corja do PT e seus aliados banham na lama podre.
Lembrem-se que os emissários que tentaram comprar o delegado por 1 milhão de dólares disseram? Disseram que lá em cima estava tudo certo. O Supremo foi vendido? Gilmar Mendes? Qual terá sido seu valor, para não aceitar que o Brasil seja passado a limpo, nem que o Lula seja mandado para o inferno? São podres e covardes, falsos e dissimulados e chamam a população de trouxa.

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