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Mencionado nos grampos feitos pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) encaminhou nesta quinta-feira (17/7) ao Supremo Tribunal Federal um pedido de extensão de liminar para ter acesso aos autos. O benefício já foi concedido, anteriormente, ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity. A informação é da Agência Brasil.
“O nome do requerente foi exposto de forma ilegal, precipitada e irresponsável, procurando levar a sociedade a crer tratar-se o parlamentar de integrante de organização criminosa, sem que o mesmo nada possa alegar em sua defesa”, alegam os advogados de Heráclito Fortes. No documento, eles pedem ainda que o parlamentar tenha acesso aos arquivos de áudio e vídeo colhidos pela PF.
Os advogados de Heráclito Fortes apontam que a Polícia Federal vazou dados sigilosos do inquérito “com o único e claro escopo de prejudicar a imagem também de outras pessoas não envolvidas nos fatos em apuração”. Diante disso, pedem a apuração de responsabilidade civil, criminal e administrativa dos envolvidos.
Na última terça-feira (15/7), o Senado já havia feito solicitação no mesmo sentido ao ministro da Justiça, Tarso Genro. O requerimento foi encaminhado em caráter de urgência.
Nas escutas, o senador piauiense tem sido citado como um dos principais investigados por supostas ligações com Dantas, que é acusado pela Polícia Federal de comandar uma organização envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Revista Consultor Jurídico, 17 de julho de 2008
Apareceu a ponta do iceberg na operação Satiagraha. Agora vem o resto.
Imagina se o STF não estanca o processo, o tamanho da ferida que ia formar.
Não é a toa que até o Delegado foi afastado do caso.
São todos farinha do mesmo saco.
"ONDE TEM FUMAÇA, TEM FOGO". Se não tem fogo é vapor ; e vapor se dissipa ; fumaça, não.
acdinamarco@aasp.org.br
Frases soltas no ar.
Miriam Leitão, a comentarista econômica, também está no ar. Na rádio CBN, Miriam conversa com Carlos Alberto Sardenberg.
Meio dia e quarenta. Miriam diz não ter entendido direito porque Daniel Dantas foi preso. Afinal, constata, as acusações são inconsistentes, "coisas do passado", e é preciso que a Polícia Federal explique melhor por que fez essa operação "com tamanho estardalhaço..."
Miriam se vai. Sardenberg chama os comerciais, não percebe que o microfone está aberto, e deixa escapar:
-...ela tá esquisita, não?
Frases soltas no ar.
Daniel Dantas está preso. Esse, o policial, é mais um capítulo da operação que chegou aos intestinos do Brasil.