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Operação Grampo

Leia relatório da PF sobre a caça a Daniel Dantas

por Claudio Julio Tognolli

Ao longo de 210 páginas, recheadas com transcrições de interceptações telefônicas e de e-mails, relatório parcial da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity é exaustivo na descrição dos passos seguidos pela Polícia e dos supostos indícios que permitiram aos delegados Protógenes Queiroz e Karina Murakami Souza chegar à conclusão de que “Daniel Dantas é o chefe da organização criminosa, envolvida com o cometimento de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de lavagem de dinheiro”.

Os delegados federais registram que ainda não há definição legal para o conceito de organização criminosa, mas apontam que as investigações encontraram quase todos os indícios de uma organização criminosa: previsão de lucros, hierarquia entre seus membros, planejamento empresarial, divisão de trabalhos, ingerência no poder estatal e na imprensa, mescla de atividade lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal. “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características”, afirma a delegada no documento.

Há ainda a declaração de que o grupo mantém proximidade com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, “pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.

(Por razões técnicas, o relatório é publicado em cinco partes)

Clique aqui para ler da página 1 à 42

Clique aqui para ler da página 43 à 84

Clique aqui para ler da página 85 à 126

Clique aqui para ler da página 127 à 172

Clique aqui para ler da página 173 à 210


No livro Mídia, Máfias e Rock'N'Roll, o jornalista Claudio Julio Tognolli escreve sobre a cobertura da imprensa em episódios que envolvem Daniel Dantas — clique aqui para fazer o download.

Revista Consultor Jurídico, 14 de julho de 2008

Sobre o autor

Claudio Julio Tognolli: é repórter especial da revista Consultor Jurídico

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Total: 19Comentários

patuleia (Outros - - ) 16/07/2008 - 15:20

...não olhovivo admirador do Dantas: o problema é que os poderosos são intocáveis.

Hamil MT (Bacharel - - ) 16/07/2008 - 14:37

POR QUÊ O NOME OPERAÇÃO GRAMPO DADO PELO CONJUR. sugestivo, não?? Mudar a lei de Abuso de Autoridade(tornando qualquer ação abuso de autoridade); acabar com a prisão temporária, é absurdo nossos corruptos, ou um n.º ínfimo deles ficar mais 10 horas na cadeia; "disciplinar" a escuta telefônica, ou seja, torná-la impossível. Não tem jeito. Não há administradores públicos, legisladores ou magistrados corajosos( para ser educado) neste país. Caminhamos para o caos total, onde teremos vários "Estados paralelos" dentro do Estado Brasileiro, como já acontece no Rio de Janeiro, por exemplo.

olhovivo (Outros - - ) 16/07/2008 - 13:03

O problema, PeTeléia, é que apareceram nomes que não deviam: Dirceu, Grenhald, Carvalho e outros.

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