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O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, recebeu, nesta quarta-feira (30/4), sindicalistas, empresários e ativistas dos movimentos negros para discutir a política de cotas raciais nas universidades. O grupo entregou um documento sobre duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 3.197 e 3.330) que questionam a implantação de cotas raciais em universidades públicas.
“Esse sistema de cotas raciais na Amazônia está obrigando os caboclos a se identificarem como negros, ou seja, é uma forma de etnocídio. Estão matando a identidade do caboclo da Amazônia”, afirmou o presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, Leão Alves.
Ele informou que, atualmente, a Amazônia apresenta conflitos entre caboclos, mulatos e negros. “Na Amazônia, a maioria dos pardos não são afro-descendentes, são caboclos”, disse, ressaltando que “o sistema de cotas impõe interesses de um grupo à destruição de outro”. Recordando a mistura de raças do país, ele concluiu que “o sistema de cotas não é o consenso e vai contra a nossa formação cultural”.
Para o representante do Fórum Afro da Amazônia, Francisco Johny, o governo federal deveria investir mais em ensino básico. “Nós sabemos que nem toda a população negra termina o ensino médio, nem chega ao nível superior porque não tem uma educação básica de qualidade e curso de capacitação”, afirmou.
“Os negros podem chegar às universidades federais e concorrer às vagas sem a ajuda de cotas raciais”, disse, argumentando que o sistema contestado pelo grupo aumenta a discriminação no Brasil. Por fim, revelou que alguns movimentos negros estão “acorrentados a partidos políticos. Esse caso é político”.
Revista Consultor Jurídico, 1 de maio de 2008
Com certeza tais "ativistas" não fazem parte do que se entende por movimento negro (cuja finalidade é lutar pelo fim da generalizada subalternidade social da população afro-descendente), que tipo de "movimento negro" é esse ??? que é contrario a Ações Afirmativas e é aliado dos principais defensores do mito da democracia racial brasileira (cuja finalidade sempre foi criar uma "cortina de fumaça" sobre a gritante desigualdade social de base "racial" estabelecida secularmente) .
Muito bem mencionado em alguns comentários: a questão racial, hoje, é político demagógica. Os aproveitadores de plantão, irresponsáveis por natureza, querem o voto das maiorias, sejam eles descendentes de negros ou as mulheres. A perpetuação no poder é a razão primeira, para tanto empenho em criar estas dissensões, mas há outras, ainda, e dentre elas está o interesse em inculcar nas mentes mais fracas, o senso da própria incapacidade. Este é o maior e o mais sério problema gerado pelas cotas e pelas discussões em torno delas.
"vejo que tenho professores que e colegas que defendem essa prática. Sua alegação é que estariamos pagando o débito de muitos anos de racismo."
Ora, que eu saiba eu não estou devendo nada a ninguém.