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O Ministério Público Federal de São Paulo exibe, na quinta-feira (3/4), às 15h30, o documentário Transexualidade: Uma Questão de Gênero". Após a exibição do filme, que discute as implicações jurídicas, sociais e psicológicas da mudança de sexo, farão palestras o diretor do filme Rodrigo Najar e dois dos sete transexuais cujas vidas são contadas no documentário.
Após exibição do documentário e dos depoimentos, o público poderá debater a questão da transexualidade e suas implicações legais e sociais com o juiz de direito Guilherme Madeira, da 2ª Vara de Registros Públicos de São Paulo e o advogado Gustavo Menezes, da Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo.
A equipe do documentário Uma Questão de Gênero acompanhou durante um ano a vida de sete pessoas que, em comum, têm o fato de terem mudado de sexo. Homens que nasceram mulheres e mulheres que nasceram homens contam como se descobriram transexuais e como buscam viver em sua verdadeira identidade de gênero.
A luta para serem aceitos pela família e pela sociedade, o tratamento hormonal, a cirurgia de redesignação sexual e a batalha judicial pela troca do nome e do sexo no registro civil são alguns dos obstáculos que os transexuais têm que superar e que o documentário se empenha em mostrar.
O documentário, de 90 minutos, tem direção, roteiro e produção de Rodrigo Najar, fotografia de Elton Luz e produção e edição de Têmis Nicolaidis. O filme será exibido no auditório da Procuradoria da República no Estado de São Paulo. Não é necessário inscrever-se previamente. Como o auditório tem lugares limitados, o MPF sugere que os interessados cheguem com pelo menos meia hora de antecedência.
Serviço
Evento: Transexualidade: Uma Questão de Gênero
Data: 3 de abril
Horário: 15h30
Local: Auditório da Procuradoria da República no Estado de São Paulo. Rua Peixoto Gomide, 768, térreo, São Paulo-SP
Lotação: 70 lugares
Entrada Gratuita
Outras informações e inscrições: pelo telefone (11) 3269-5368 ou no e-mail ascom@prsp.mpf.gov.br
Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2008
A questão da opção sexual de cada um deve ser encarada pelas leis e pela Justiça com o maior respeito, uma vez que trata-se de um assunto que diz respeito somente à própria pessoa.
Contanto que não se corrompa outras pessoas, cada qual tem o direito de escolher a opção que lhe parece melhor.
A conformação morfológica nem sempre coincide com o íntimo de cada pessoa.
Em caso de pretender mudar de sexo, a Justiça deve analisar se tal representa uma opção realmente séria ou se é uma decisão de que a pessoa possa se arrepender.
Não se deve nunca obrigar alguém a uma opção sexual que não lhe seja espontânea.
O ser humano é sempre digno do maior respeito, acima de adotar a sexualidade convencional ou não.