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Fonte: CNJ

Revista Consultor Jurídico, 7 de fevereiro de 2008

Sobre os autores

Maurício Cardoso: é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Priscyla Costa: é repórter da revista Consultor Jurídico

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Total: 15Comentários

eduardo hammer (Consultor - - ) 11/02/2008 - 16:45

GUINESS BOOK 2 - O RETORNO:

Como bem observei , para alguns o espaço é limitado e o assunto tem que se quebrado no meio.
Me referi a demora insuportavel da Justiça nos dias de hoje, creio ser essa uma reclamação de uma boa parte da População ordeira que se limita a ser sugada pelo estadão parasita que se renova no poder.
Alias convem lembrar que a tal lentidão é o aliado de primeira hora desta verdadeira BADERNA administrativa em que se encontra o pais , que os digam os politicos que deitam e rolam e JAMAIS algum vai em cana. Desligados os holofotes das equipes de reportagem , começam os acertos e as conchavos tão ao estilo deles. Vide casos como os fuscas do maluf que ja vão para 38 anos , a grana que ele mandou para as Ilhas Jersey e que continuam por la, mensalão do apedeuta sem dedo de Brasilia , os famosissimos "emprestimos compulsorios" daquele outro CRETINO do sarney que ainda insepulto, campeia na politica ate os dias de hoje , quanto aos tais "compulsorios" , foi ROUBO sim , a luz do dia e basicamente ficou tudo por isso mesmo e NINGUEM foi responsabilizado por nada , a começar pelo patetico coronel de grotão do Maranhão que trata aquelas terras como sua propriedade particular. E o collor de mello? Nomeou um parente libertario para o Tribunal e sumiu na poeira , seus cumplices fugiram ou foram devidamente "morridos" em situações inexplicaveis. Melhor parar por aqui pois o nojo ja esta saindo de controle. Pobre Brasil governado por um sistema que em vez de proteger o Cidadão , age na contramão com sua lentidão conveniente.

eduardo hammer (Consultor - - ) 11/02/2008 - 16:35

Esse numero de "apenas" 43 milhões de processos na fila , é no minimo perturbador. Paralelamente a este numero , um outro dado aqui no CONJUR me intriga bastante. Enquanto alguns "reles mortais" como Eu e tantos outros tem um numero de "toques" bem limitado , outros como o Dr. Carlos Alberto Dias da Silva conseguem o feito de escrever verdadeiros tratados sem ter que desmembrar o assunto em duas ou mais partes , é no minimo muito estranho.
Quanto ao artigo em si , o cabeçalho ja diz tudo. Costumo dizer que o Brasileiro medio necessitaria viver aproximadamente 800 anos para ver prosperar "nesta vida" todas as eventuais demandas em que é obrigado a entrar. Esse numero apesar de nos habilitar tranquilamente para o GUINESS Book of records do DESCALABRO juridico , se constitui na sua essencia numa insuportavel VERGONHA a céu aberto.
Tenho 2 casos curtos para ilustrar a quantas vai a coisa. Em 1980 entrei com uma reclamação trabalhista que demorou "apenas" 7 anos para ser resolvida devido ao fato de que a Empresa envolvida ( VOTEC ) aqui no Rio de Janeiro era de uma esculhamabação impar e o caso rolou livre e sem as toneladas de recursos , embargos e outros artificios meramente protelatorios, neste caso levou "SÓ" sete aninhos , vejam bem , a outra parte "deixou rolar" e perderam tudo que era prazo ou contestação possivel. Na outra ponta do processo , um queridissimo Tio recem falecido , levou com Ele para a sepultura uma causa de reajuste de aposentadoria que rolava ( e continuará rolando) a "APENAS" 35 anos , Voces leram certo - TRINTA E CINCO ANOS! Este é o verdadeiro retrato resumido do Brasil sil sil , a Justiça se tornou um grande negocio para o pilantra de um modo geral que nela encontra o abrigo apropriado .

Comentarista (Outros - - ) 10/02/2008 - 16:57

O mais incrível de tudo é ver gente defendendo cegamente o judiciário tupiniquim que aí está...

Segundo o povo brasileiro (ouvido em pesquisas de opinião a respeito do assunto), é o poder menos confiável da república.

Segundo a ONU, a AEA, a AI e etc., é um dos campeões mundiais em ineficiência, improdutividade, morosidade, falta de sintonia com os anseios sociais comuns, etc., etc. e tal.

Pobre país, refém de poderes anacrônicos e dispensáveis como tal.

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