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por Maria Fernanda Erdelyi
Cresceu a quantia de casos analisados, no Supremo Tribunal Federal, depois da adoção dos julgamentos em bloco e do aumento do número de sessões extraordinárias. Foi o que mostrou a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, nesta sexta-feira (29/6), na última sessão antes do recesso.
O primeiro semestre deste ano comparado com o mesmo semestre de 2006 revela um aumento de 117%. Foram 13 mil decisões colegiadas (turmas e plenário) comparadas a seis mil do ano passado.
As decisões monocráticas também aumentaram 67%. No primeiro semestre de 2007, os ministros proferiram 79 mil decisões individuais contra 47 mil registradas no primeiro semestre do ano passado. Ao todo, o Supremo concedeu 92 mil decisões no primeiro semestre deste ano. Isso levando em conta os julgamentos de plenário, turma e as decisões monocráticas.
No início de fevereiro deste ano, em procedimento inédito, o plenário julgou quase cinco mil processos relacionados a pensão por morte. Tecnicamente, o julgamento em bloco se tornou possível depois da alteração no Regimento Interno da Corte mudando o tempo de sustentação oral de 15 minutos, de causas normais, para 30 minutos nos casos de recursos idênticos ou causas conjuntas.
Futuro próximo
Outras mudanças poderão ajudar ainda mais a Corte a aumentar a celeridade nos próximos meses. A aprovação das três primeiras súmulas vinculantes logo farão efeito. Os temas sumulados versam sobre a validade dos acordos em relação à correção do FGTS, o direito de defesa nos processos do Tribunal de Contas da União e a competência para legislar sobre jogos e loterias.
A repercussão geral do recurso extraordinário, trazida com a Emenda Constitucional 45 (Reforma do Judiciário), também já está em vigor no Supremo. O requisito de admissibilidade tem o objetivo de permitir que o STF julgue somente os recursos cuja análise ultrapasse os interesses individuais, priorizando as causas que tenham repercussão social. A repercussão geral passará a ser exigida somente para recursos que contestem decisões publicadas a partir do dia 3 de maio de 2007, data em que entrou em vigor a Emenda Regimental 21 do Supremo, que regulamentou a matéria.
O acordo assinado em março deste ano entre o Supremo e a Fundação Arcadas — instituição ligada à Universidade de São Paulo — promete melhorar a rotina dos trabalhos nos gabinetes da Corte. Uma equipe composta por alunos e professores das áreas jurídicas, informática, qualidade das organizações e engenharia de produção já começaram a trabalhar no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski com instalação do projeto piloto.
Por fim, o processo eletrônico também se tornou realidade neste primeiro semestre e logo começará a produzir efeitos sobre a velocidade na conclusão dos processos. O STF oficializou há algumas semanas o meio eletrônico de tramitação de processos judiciais, de comunicação de atos e transmissão de peças processuais.
Segundo a presidente do Supremo esse sistema vai provocar uma revolução na forma de administrar o Judiciário. De acordo com levantamento divulgado pela presidente do STF, 70% do tempo gasto em processos é despendido em atos relativos ao andamento, como a expedição de certidões, protocolos, registros ou até mesmo a costura dos autos e os carimbos obrigatórios. Ao entrar na era virtual, segundo Ellen Gracie, todo o tempo gasto no processo se transformará em “tempo nobre, em atividade criativa, em típica atividade jurisdicional”.
Revista Consultor Jurídico, 29 de junho de 2007
Pelo que entendi, estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco é que estão relatando e dando os votos para o Min. Ricardo Lewandoski?
Onde vamos parar?
O que é isso?
Para que STF então, se estudantes de direito(ainda rábulas na minha opinião) estão decidindo no STF.
OAB isso não é improbidade administrativa? Isso não é crime de responsabilidade?
Alguém tem que nos acudir, haja vista que a Presidente do CNJ é a Presidente do STF e, portanto, nada irá acontecer com esse Ministro.
Socorra-nos OAB!!
Pelo que entendi, estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco é que estão relatando e dando os votos para o Min. Ricardo Lewandoski?
Onde vamos parar?
O que é isso?
Para que STF então, se estaudantes de direito(ainda rábulas na minha opinião) estão decidindo no STF.
OAB isso não é improbidade administrativa? Isso não é crime de responsabilidade?
Alguém tem que nos acudir, haja vista que a Presidente do CNJ é a Presidente do STF e, portanto, nada irá acontecer com esse Ministro.
Socorra-nos OAB!!
Com todo respeito,mas,não é de receber nenhum encômio:todo brasileiro trabalha e muito!
O STF deveria descer do castelo e passar a julgar os feitos criminais de olho na Constituição Federal: o direito à vida previsto pela Magna Carta diuturnamente é quebrado pelos marginais e,no entanto,os augustos Ministros julgam-os como se fossem santos .
Dias atrás,li aqui no Conjur, um julgado do STF desqualificando o estupro com arma de brinquedo e o Ministro(com apoio das Ministras!),entendeu que arma de brinquedo não produzia leão,etc etc etc etc....ali a vítima do estupro por medo de ser morta não deve ter esboçado reação:entre ter seu direito à intimidade violado e o direito à vida preservado,preferiu o direito à vida. Domingo à noite fui vitima de tentativa de roubo na Praia Grande,pois bem, pensei que a arma fosse de brinquedo,e manobrei o carro e sai...os anjos atiraram... só na segunda vi que uma bala transpassou a janela do passageiro atingindo o banco e outra bala na frente.Fui brindada por Deus por mais vida..
Viva o triste Brasil:o País da Impunidade!
