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O desembargador federal José Eduardo Carreira Alvim, que foi preso durante a Operação Hurricane e denunciado no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, decidiu prorrogar seu afastamento do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo). Ele esticou suas férias por mais 30 dias. A informação é do repórter Marcelo Auler, de O Estado de S. Paulo.
Carreira Alvim é acusado de negociar decisões judiciais a favor da máfia dos bingos. Seu período de férias venceu na sexta-feira (15/6). Ele poderia retomar nesta segunda-feira (18/6) seu assento no plenário do TRF-2, mas decidiu continuar em casa.
A decisão foi provocada pelo seu saldo bancário. “Eu antes complementava o salário dando aulas e fazendo palestra e estas fontes secaram. Preciso receber os abonos legais. Por isto, decidi renovar as férias. Foi meramente por questões financeiras”, explicou.
Em sessão na quinta-feira (14/6), o TRF decidiu por 9 votos a 8 não afastar do cargo o desembargador. Antes de pedir a renovação das férias, alguns colegas prometeram não participar de reuniões presididas por ele.
Outro desembargador preso na Hurricane, José Ricardo Regueira, está também de férias até o fim do mês e, por isso, não foi objeto da deliberação de quinta-feira.
A decisão de levar o caso a plenário foi tomada pelo presidente do TRF-2, Joaquim Antônio Castro Aguiar. Ele dizia que não pretendia analisar a situação dos colegas, pois o Conselho Nacional de Justiça tomaria as medidas necessárias.
Acreditava-se que o CNJ afastaria, na terça-feira, os desembargadores do Rio, o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, e o juiz trabalhista de Campinas Ernesto da Luz Pinto Dória até o fim do processo criminal aberto contra eles após a Hurricane. Mas o CNJ, em reunião secreta, optou por estender o prazo de defesa prévia dos acusados até terça-feira (19/6).
Revista Consultor Jurídico, 18 de junho de 2007
Todas as provas se baseiam em escutas telefonicas que foram carreadas aos autos interpretadas por funcionários da PF!!! A justiça tem que repelir estes documentos pois é função precípua do Magistrado na interpretação das provas!! Quem garante que é a voz do indiciado? Telefones são criados por computação e acusar em cima desta meleca computadorizada é um jogo temerário e ingrato. Sujar o nome de Carreira Alvim é atentar contra a dignidade da Justiá e da Ordem Pública!!!
Conheço os autos que tentam incriminar o Desemnbargador Carreira Alvim e entendo que é inocente e seu afastamento é prejudicial a Justiça!!! Cabeças como Carreira Alvim enobrecem o País e a Justiça!!! Lamento que estejam crucificando um inocente e rogo a Deus para que parem com estas circenses palhadaçados do Estado Policial.
Nem sei em qual “resort” estará sua Excelência pondo-se a salvo dos comentários da mídia. Se ficasse em casa, porém, estaria a salvo do mesmo jeito. O foco da mídia dirige-se todo contra Renan Calheiros, não porque considere o Legislativo mais importante que o Judiciário, mas porque Renan integra a base política de Lula. Depois desse descanso o desembargador Alvim poderá prosseguir sua carreira.
