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O juiz Roberto Arriada Lorea, da 2ª Vara de Família e Sucessões do Foro Central de Porto Alegre, vai propor a retirada dos crucifixos das salas de audiências e de julgamentos nos fóruns e no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
A idéia será apresentada durante o 6º Congresso de Magistrados Estaduais, entre os dias 26 e 30 de setembro. “A presença dos símbolos religiosos — basicamente crucifixos — coloca os foros e o tribunal sob suspeição”, avalia o juiz.
Para Roberto Arriada Lorea, os símbolos colocados nas paredes ferem o artigo 19 da Constituição Federal, que veda relações de dependência entre o Estado e as instituições religiosas. “Os crucifixos existentes acima da cadeira do presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e no plenário do Supremo realizam essa aliança no plano simbólico”, observou.
O presidente do TJ gaúcho, Osvaldo Stefanello, disse que não dará importância à proposta do juiz. “O Judiciário tem coisas mais importantes com que se preocupar do que símbolos nas paredes”. As informações são do site Espaço Vital.
Caso folclórico
Segundo o site, das histórias que correm no TJ gaúcho, há um fato que teria ocorrido nos anos 70, na comarca de Tupanciretã, quando assumiu o posto o juiz João Andrades Carvalho. Um de seus primeiros atos teria sido o de determinar a retirada do crucifixo da sala de audiências.
O escrivão cumpriu a ordem. “O doutor juiz, recém-chegado, falou-me em agnosticismo, mas eu não sei o que é isso”, teria escrito o escrivão. No dia seguinte à saída de Andrades Carvalho da comarca, o presidente do tribunal mandou recolocar o crucifixo.
Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2005
Corretíssimo o juiz!!! Este não pagou pra assumir o cargo!!! E estudou durante o seu bacharelado!!!
O Estado é laico, queiram os religiosos ou não! Portanto, TEM que retirar os crucifixos das salas!
Imaginem um juiz satanista colocando o pentagrama invertido ou a própria cruz invertida!!!
Eduardo Peres F. Câmara,
Infelizmente o mal da pessoa com falta de capacidade argumentativa é querer buscar a desonestidade intelectual. Foi o que você fez. Em duas postagens, nada acrescentou e, pior, atacou a pessoa que havia dado uma opinião fundamentada.
Infelizmente, se você não conseguiu aprender o que significa o laicismo, lamento por você, pois era para ser um requisito para se tornar um advogado. Aliás, o laicismo é um dos principais requisitos da democracia, que o Brasil insiste no erro de ignorá-lo a mais de um século – e assim conseguir mais e mais retirar direitos das minorias. Você terá sempre essa limitação que, juntado aos milhões de brasileiros que o seguem, termina em um País corrupto e atrasado. Todos reclamam, mas muitos têm sua parcela de culpa.
Eu estou com a Ana “Só”. O único que está só nos argumentos vazios é você. Aprenda a respeitar os outros, ok?
Band, ótimo comentário!
