Notícias > Consumidor

aaaHomeImprimirEnviarComentar

Parto complicado

Bebê sofre traumatismo e hospital é condenado em MG

Um hospital de Minas Gerais foi condenado a pagar pensão mensal aos pais de um bebê que sofreu traumatismo durante o parto. De acordo com testemunhas, a intervenção médica ocorreu de forma violenta e inadequada. A condenação foi proferida pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada de Minas Gerais.

Em outubro de 2003, a mulher de Cristiano Oliveira Gomes chegou na Associação Hospitalar Santa Rosália, em Teófilo Otoni, sentindo fortes contrações. No local, ela foi encaminhada a um quarto com outras pacientes. De acordo com Gomes, a médica atendeu sua mulher no próprio quarto -- o que seria inadequado, uma vez que ela deveria ter sido removida para a sala de parto.

Ele relatou que após várias tentativas frustradas da médica em tirar o bebê, ela ordenou que uma das enfermeiras subisse em cima de sua mulher para, com o joelho, empurrar a criança. O bebê sofreu sérias lesões e teve de ser encaminhado imediatamente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde ficou durante 10 dias.

Por conta do parto inadequado, a criança sofreu ruptura de todos os nervos do ombro esquerdo. Por isso, até hoje necessita de tratamento fisioterápico.

A decisão do tribunal de alçada foi dada em caráter liminar. Assim, o hospital já está obrigado a fazer o pagamento da pensão até que seja proferida a sentença em primeira instância.

Para a juíza Márcia de Paoli Balbino, relatora do processo, ficou comprovado que o hospital tem responsabilidade civil pelas lesões que o bebê sofreu durante o parto.

Agravo de Instrumento n.º 468.211-1

Revista Consultor Jurídico, 19 de dezembro de 2004

aaaHomeImprimirEnviarComentar

Topo Home

Total: 1Comentários

() 20/12/2004 - 16:20

Aconteceu um caso idêntico com uma amiga minha aqui em Palmas, num hospital público, e o médico disse a ela: "quem quer atendimento VIP paga" e "você ainda deu sorte de ser atendida por mim, pois sua médica está viajando".
Resultado: a criança ficou mais de um ano em Brasília em tratamento e, mesmo assim, restou uma pequena deformidade.
Apesar disso tudo ela não tentou responsabilizar o médico ou o hospital, pois, como muitas outras pessoas que sofrem o mesmo trauma, achou melhor esquecer tudo e é com isso que conta essa gente: o sofrimento é tranto que muitos preferem arcar sozinhos com seus traumas do que buscar reparação na justiça e ter que recordar tudo de ruim que ocorreu.

Para fazer comentários, você precisa estar cadastrado e identificado.
Se ainda não fez seu cadastro, clique aqui para se cadastrar.
Se ainda não se identificou, clique aqui para registrar seu email e senha.

Anuncie Anuário 2009