Total: 17 Comentários

Dicas de sobrevivência para o estudante de Direito

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Felipe de Souza Pessoa (Bacharel 27/10/2008 - 10:38

Acho que este autor está um tanto equivocado quanto ao comportamento dos estudantes ao longo do curso de Direito. Cursei direito na UFPB e tanto eu quanto meus colegas ralamos muito, mas muito, não tinha nada de festinhas, eram domingos e feriados estudando.

servidor (Funcionário público 10/10/2008 - 09:09

A cada dia fico mais convencido de que juízes e desembargadores não são deste mundo. Ou melhor, não pertencem à nossa realidade de brasileiros. O belo artigo acima, de autoria do Desembargador, que também é escritor, revela que Suas Excelências se vêem noutra dimensão, acima da tupiniquim.
Não posso me esquecer daquelas notícias que circularama em agosto último, aqueles retroativos, a título de auxílio moradia que o CNJ mandou pagar aos "Excelentíssimos", que iriam custar-nos mais de um bi. Pois no dia em que eu acabara de ler a notícia, passei pela feirinha do Produtor Rural e fiquei contemplando aqueles rurícolas expondo e submetendo, felizes, à apreciação dos consumidores, o fruto do seu trabalho. Ofereciam a R$ 0,50 aqueles belos pés de alface que lhes custaram meses de dedicação, muito suor e exposição a todo tipo de intempéries. Então fiquei me lembrando da brincadeira que certos agentes públicos fazem com o minguado e suado dinheirinho dos brasileiros.
Como podem dormir com um barulho desses?
Aí, apresentam seus discursos exemplares, para que tomemos como exemplo.
Não se lembram nunca de que estão lá porque foram privilegiados desde a infância, desde o berço, ou mesmo muito antes de serem gestados. Por isso, concorreram com maior força nos vestibulares das Universidades Públicas e, depois, nos Concursos Públicos.
Agora, menosprezam aqueles que passam por humilhação correndo atrás de migalhas (para eles, porque, para quem luta de verdade, esse pouco ainda é muito).
Chega!!!!!!!

Gabriel (Estudante de Direito 06/10/2008 - 18:44

Muito meia boca minha faculdade. Mais afinal boa mesmo só mackenzie e puc...mas não moro em SP, fazer o que??? também não tive competência para estar numa USP ou federal...o jeito é fazer essa mesmo ué!

Aleks (Estudante de Direito 06/10/2008 - 18:39

Está é a realidade. Tudo tem seu tempo, não podemos negar.

Concordo com o professor.

Acho que a crítica deveria vir dos estudantes e não dos profissionais.

Eu, enquanto acadêmico, não vejo discrepância nas palavras do professor.

lu (Estudante de Direito 06/10/2008 - 17:56

Sinceramente não gostei desse artigo! Prefiro não comentar!
A mensagem do último parágrafo então... foi bastante infeliz!!!
No mais, concordo plenamente com a opinião do Sê (Civil)!

(Civil 06/10/2008 - 14:12

Tenho lido, de vez em quando, artigos do Caro Prof. Vladimir. O presente, confesso, deve ser a realidade da sua região, Paraná, porque na minha região não vejo como o descrito pelo articulador, não se encaixando com a realidade de todos os "brasis".

Quanto aos quarentões, tendo em vista que hoje o homem vive em média de 70 a 85 anos, eles terão, no mínimo, mais trinta anos para advogar. O próprio desembargador deve ter se aposentado aos setenta, portanto não vou permitir que o caro professor deixe desacorçoado o estudante que já beira os quarenta, e, que pode vir a ser um grande advogado; tempo para se dedicar ele terá. Ademais, e eu já aconselhei muitos, há pessoas que só encontraram um tempo razoável para estudar depois dos quarenta e com outras faculdades já terminadas, trazendo grandes bagagens de conhecimento para o meio do direito.

Achei o professor pessimista e separatista em seu último parágrafo. Penso que a qualquer tempo é hora de recomeçar uma vez que não sabemos a nossa hora e, como já disse Otaviano, "atreve-se o tempo a colunas de mármore quanto mais a corações de cêra". Portanto, professor, tempo é tempo e hora de recomeçar é a qualquer tempo. Por outro lado, Barbosa Lima Sobrinho advogou até os noventa anos e ainda com intelectualidade de clareza meridiana.

Carlos Rodrigues (Advogado Sócio de Escritório 06/10/2008 - 13:47

O que há em toda esquina são as universidades caça níqueis. Claro, tudo com o aval do MEC.

Não se esqueçam que um dos melhores processualistas deste país, HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, fez a faculdade em Uberaba e não tinha, na época, nem biblioteca. Portanto há parcela de culpa das UNIS e dos alunos.

Quem estuda MESMO, passa na OAB, Magistratura, Delegado, MP, etc. MAS TEM QUE ESTUDAR. Aquele que passou, não é um ser humano superior a você. NÃO. Apenas estudou mais, persistiu, NUNCA DESISTIU e passou. SÓ isso.

Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br

analucia (Família 06/10/2008 - 12:59

Interessante artigo. Mas, hoje estima-se que 90% dos estudantes queiram concurso público e muitos querem apenas um barranco para encostar, pois não têm compromisso social ou público, infelizmente. Por outro lado, a OAB dificulta a entrada do jovem advogado no mercado ao proibir as cooperativas, colocar tabelas de honorários mínimos altos para o interior do Estado e ainda reduzir a possibilidade de marketing vedando propaganda em rádio e TV, mesmo sem autorização para isso. O jovem advogado nem pode colocar seus cursos nas suas peças, pois será considerado como captação de clientela. O Exame de ORdem deveria ser feito pelo MEC e a cada dez anos para todos os advogados, inclusive quem já está no mercado deveria renovar o exame. Seria muito bom ...

Heloísa (Outros 06/10/2008 - 10:04

Concordo com o Neli. Estou no 3º ano do curso e todos da sala fazem estágio ou trabalham para conseguir pagar a mensalidade no final do mês.
Ademais, em relação a qualidade de ensino, esta em sua maioria é precária desde o início, apenas se torna mais evidente durante a faculdade, mas também não é desculpa (não entendo essa tendência de colocar sempre o aluno como coitadinho e vítima de um sistema educacional defasado!), pois o aluno que realmente quer aprender o faz em qualquer instuição de ensino seja pública ou privada, com boas condições de renda ou não.

Neli (Procurador do Município 05/10/2008 - 18:32

Senhor,está enganado!
A maioria dos estudantes de direito trabalha,não vive em festas quase-diárias.
Aulinhas de judô e inglês,excelência,somente são para os filhinhos de papais que estudam em faculdades públicas.
A realidade é outra,se o senhor comparecer em faculdades particulares,perceberá que as classes estão cheias de quarentões que na juventude precisavam trabalhar e só pode retomar os estudos "depois de velhos".

E,não são as faculdades de direitos que são ruins,é o ensino no Brasil,desde o primeiro grau.

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