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Outrossim, não há que se falar em estatização de banco nenhum, uma vez que o Estado norte-americano não está comprando ativos, tampouco assumindo o controle acionário de qualquer instituição. Estão adotando medidas responsáveis de saneamentos financeiro e fiscal, como o Brasil fez com o PROER que os "esquerdistas festivos" tanto criticaram e agoram batem palma os EUA, dizendo, por pura ignorância dos fatos e do direito, que é "estatização".
Sem querer acirrar os ânimos ou ferir as convicções políticas de quem quer que seja, mas acreditar que o modelo de planificação econômica socialista é a resposta para a economia do mundo é de uma inocência pueril. O modelo de Marx, levado a cabo por Lenin e Stalin na URSS, por Mao na China e Fidel em Cuba, somente apresentou resultados na China, após está ter se rendido às regras de mercado, sem garantir ao trabalhador o mínimo de direitos sociais e trabalhistas. Crer que o modelo capitalista ruiu, em uma crise nos EUA é desconhecer as últimas mudanças da história. Até meados da década de 90, os EUA eram o maior mercado do mundo e que centralizavam todo o comércio exterior. Todavia, a entrada do BRIC e o fortalecimento da União Européia contribuiu para que os EUA perdessem a hegemonia comercial e, consequentemente, que entrasse em pré-crise e na crise que agora se agiganta.
Não, fessô. Só vou voltar a estudar quando a crise do capim acabar e a sua abstinência tiver fim.
Aliás, a direita está à beira de um ataque de burrice e desespero, pois a sua queda do muro de Berlim aconteceu. Que o digam os decoradores de códigos que rondam por aqui.
Parece que a teoria de que o mercado regularia tudo, fracassou. A história não acabou, como queriam os neoliberais. E o império quebrou. A história se vinga de quem a ignora e perde tempo lendo códigos como se bíblia fossem.
Tem gente que ainda não entendeu nada, nada. É o que dá ficar lendo códigos, como se bíblia fossem, em vez de estudar. Ainda dá tempo de se alfabetizar adEvogado fernando jr.
Os acontecimentos desta nova crise eram plenamente previsíveis, porque a economia verte como uma espiral, girando sobre seu próprio eixo até esgotar a capacidade dos agentes. O menosprezo que damos a história econômica quanto aos crashes de diferentes segmentos em épocas distintas, como “a mania das tulipas” (1637), a recessão japonesa (1988), e até mesmo a mais marcante do século XX – A II Guerra Mundial, decorrente da imposição à Alemanha de pesados pagamentos pelas reparações da primeira guerra. Tudo conforme criticado por “Keynes” no Tratado de Versalhes. Alias, Keynes “in a Teoria do Emprego, do Juro e da Moeda” já afirmava, se “(...); pudéssemos, pois, prever com certeza, todas as taxas que iriam dominar no futuro, todas as taxas vindouras poderiam ser inferidas das taxas presentes para as dívidas de diversos vencimentos e estas se ajustariam ao valor conhecido das taxas futuras”
Significa que a deturpação do princípio básico de remuneração do capital, vez que o lucro deve advir da taxa de juros e não, de sua forma de cálculo. Por sua vez “Hyman P. Minsky” identificou na postura (hedge, speculative e Ponzi) dos agentes econômicos forma de endividamento que nada mais é senão o paradigma usado no financiamento e na manutenção dos lucros futuros, mediante a manutenção da reserva do estoque e do patrimônio líquido presentes, gerador do contrato financeiro em termos das expectativas futuras das transações financeiras presentes. Logo, afirma a doutrina econômica que os fundos para cobrir esses compromissos financeiros provem de rendimentos do devedor (refinanciamento) ou liquidação de ativos. Constituindo elemento crítico para validar as dívidas existentes.
O negócio é fazer dinheiro de borracha. Quando a situação ficar difícil, dá para esticar mais um pouco
Giorgio
Karl Marx!? Karl Marx, Fessô!?
Menos, menos, Fessô...
A crise é do subprime, não da produção de capim...
Vale a pena ler o artigo abaixo.
Um mundo feito de papel
Em um sistema de produção em que toda a trama do processo de reprodução repousa sobre o crédito, quando este cessa repentinamente e somente se admitem pagamentos em dinheiro, tem que produzir-se imediatamente uma crise, uma demanda forte e atropelada de meios de pagamento.
Por isso, à primeira vista, a crise aparece como uma simples crise de crédito e de dinheiro líquido. E, em realidade, trata-se somente da conversão de letras de câmbio em dinheiro. Mas essas letras representam, em sua maioria, compras e vendas reais, as quais, ao sentirem a necessidade de expandir-se amplamente, acabam servindo de base a toda a crise (...)
(...) No mais, aqui tudo aparece invertido, pois num mundo feito de papel não se revelam nunca o preço real e seus fatores, mas sim somente barras, dinheiro metálico, bônus bancários, letras de câmbio, títulos e valores. E esta inversão se manifesta em todos os lugares onde se condensa o negócio de dinheiro do país, como ocorre em Londres; todo o processo aparece como inexplicável, menos nos locais mesmo da produção.
Fragmento de O Capital, Volume 3, Capítulo 30, Capital-dinheiro e capital efetivo, Karl Marx (1818-1883).