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Juízes recusam o debate político dos conflitos judiciais

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Reinhardt (Consultor 01/10/2008 - 06:38

Evidente que a articulista se refere ao posicionamento marxista leninista dos juízes. Sòmente essa linha "política" é tolerada por Sua Excelencia . Para que se entendam artigos como este daí é imprescindivel a leitura de "A VERDADEIRA FACE DO DIREITO ALTERNATIVO", de Gilberto Callado de Oliveira (Editora Juruá,4a edição, Curitiba, 2006). Ali o doutor (mesmo!) Callado de Oliveira explica a influencia do gramscismo sobre os adeptos da interpretação alternativa do Direito. Quem ler compreenderá melhor o ativismo judiciário, que norteia as decisões desses que querem dentruir o "Estado burguês" de dentro para fora . Pelo teor das idéias, a articulista se enquadra dentre os revolucionários togados . Eles fazem a Revolução a partir de seus gabinetes de veludo , ganhando 25 mil por mês , com aposentadoria integral , carro com motorista e seis assessores de cinco mil cada um . "Agit-prop" assim é fácil, Excelencia .

analucia (Família 30/09/2008 - 17:12

estamos atualmente sob pálio a ditadura judicial. Se os criticarmos somos presos e processados por danos morais.

adv (Advogado Autônomo 30/09/2008 - 15:41

Penso que os juízes deveriam utilizar seu tempo para julgar processos, deixando as políticas sociais para o Poder Executivo, que é quem possui atribuição para tal.

fernandojr (Civil 30/09/2008 - 15:29

Desculpe, Dr. Luiz Guilherme, mas, mesmo com todas as boas intenções - e destas, sabemos todos, o inferno está cheio -, os juízes e tribunais NÃO possuem MANDATO POPULAR para resolver qualquer problema social.
Por maior que seja o esforço, o ativismo judicial - e é disso que se trata aqui - nunca consegue responder à questão democrática: o "we, the people" deu aos juízes autoridade para, apenas e tão-somente, aplicar a lei ao caso concreto.
E, venhamos e convenhamos, se os nossos tribunais fizessem isso com eficiência, já estaria de bom tamanho.

LUIZ GUILHERME MARQUES (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/09/2008 - 15:15

Concordo com a autora do artigo no sentido de que os magistrados devem preocupar-se com seu papel dentro da estrutura estatal e, sobretudo, em como podem fazer para minorar os graves problemas sociais.
A atuação dos magistrados dentro desse novo padrão se faz necessária pela inércia de parte da classe política.
O importante é que os problemas do país sejam resolvidos, não havendo motivo para legalismo extremado quanto à divisão de poderes se tal interpretação visa, mesmo que indiretamente, favorecer a estagnação do país.

fernandojr (Civil 30/09/2008 - 11:45

É muito triste - e preocupante! - ler um artigo de uma desembargadora que, ao que tudo indica, desconhece por completo a cláusula da sepração de Poderes.
Não, Drª. Cristina, num regime democrático, pautado pela separação e harmonia entres os Poderes, o juiz - acreditem! - tem uma função deveras modesta e limitada: aplicar a lei editada pelos Poderes Políticos ao caso concreto.
Ao contrário do que V. Exª diz, o juiz deve sim ser refém da lei: esta é sua função dentro do quadro do estado de direito; o juiz não deve - não pode - se imiscuir no debate político: este deve ocorrer no foro adequado, qual seja, o Parlamento.
Os Poderes Políticos tem legitimidade para tanto porque, como sabemos, passam, de tempos em tempos, pelo teste das urnas - estão, bem ou mal, sujeitos ao escrutínio do "we, the people".
Agora, pergunto-lhe: e os juízes? Eles querem participar do debate político, mas...passam pelo teste das urnas?
Quando é que os juízes brasileiros vão entender, de uma vez por todas, que eles não são "salvadores da pátria", que o mister deles é limitado e circunscrito a uma tarefa bem delimitada - aplicar a lei ao caso concreto - e que as questões político-ideológicas são tratadas no Parlamento?
Esperemos sentados...

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