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Eu até pensei em comentar a notícia, mas, pelo teor dos comentários, estou achando melhor escrever uma receita de bolo de milho...
Sr. Paulo Henrique M. de Oliveira,
Como poderia odiar advogados se sou um deles e da advocacia tiro meu sustento (por enquanto)? Trabalho e estudo, pagando um alto preço por isso, o senhor, decerto, pode imaginar o meu sacrifício pessoal. Critiquei - e critico - decisões judiciais, na quadra própria, a recursal, dispondo dos elementos para tanto. O que nunca fiz foi lançar críticas pessoais aos seus prolatores, mesmo achando a decisão desfundamentada ou equivocada. Aliás, jamais critiquei, pessoalmente, qualquer colega advogado, promotor ou juiz, por pior que fosse a decisão, parecer ou peça (em sentido técnico). Acredito que decisões judiciais são passíveis de crítica, mas não de esculhambação, o mesmo ocorrendo em relação às peças produzidas por colegas ou aos pareceres do MP. O que não tolero é a falta de caráter, a inveja, a corrupçãp, a preguiça, a incompetência, partam de juízes, advogados ou promotores. Mas cansei de ler críticas vazias, despropositadas, disparatadas, sobre qualquer decisão judicial publicada no site e, o mais grave, ataques gratuitos aos seus prolatores. Se é assim, os "sábios" críticos não podem achar que à crítica estão imunes, não é? Quanto ao anonimato, regra geral os comentaristas deste site nele se mantém. Assim me conservarei até quando achar conveniente. Em relação ao quinto, também conheço colegas que venderiam a própria mãe para ingressar, sem concurso e de pára-quedas, nos Tribunais. A OAB deveria ser a primeira a pugnar pelo fim dssa sinecura.
Passar bem.
Prezados,
Concordo com Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo - - ), este espaço é reservado a resenhas sobre a notícia/texto publicado, deixemos as discussões sobre frustrações, inveja e outros temas para outro lugar.
Grato.
Perderam o foco?
O que se discute aqui é a sentença prolatada - e ruim - da MM. Juíza carioca.
As questões relacionadas a "inveja" ou "frustrações" de advogados mais parecem discussões de criança. E criança boba, diga-se de passagem.
Há juízes e promotores vocacionados que jamais teriam condições de advogar. E há advogados - como eu, por exemplo - que em hopótese alguma poderiam ser juízes ou promotores. E há, claro, os advogados vocacionados, categoria em que me pretendo inserido.
O Sr. CDantas quer ser juiz. Pois bem, que o seja! Mas creio que já levará para a posse um gravíssimo defeito: a raiva contra advogados. Daí, no futuro, haverão de julgá-lo como "advogado frustrado" e penso que estarão certos os que assim se manifestarem.
Por que, Sr. CDantas, crer tão convictamente que os críticos de juízes são "invejosos" e gostariam de ter sido juízes?
Só num ponto sou forçado a concordar com o Sr. CDantas: o maldito quinto constitucional. O que tem de advogado que vende a alma para conseguir uma vaga não é fácil! É por isso que sou contra essa praga nociva. Ela não serve ao propósito de oxigenar o Judiciário e nem escolhe os mais capacitados, senão os mais bajuladores e politicamente alicerçados. Há exceções, claro!
Mais um detalhe, Sr. CDantas: seus comentários e críticas - todos legítimos, diga-se - só adquirirão credibilidade quando fora do anonimato.
PAULO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA
ADVOGADO - OAB/SP - 78.747
Sr. LUÍS, Advogado Sócio de Escritório milionário (desculpe-me, classe média alta), professor de juízes e promotores, parabéns pelo seu impressionante curriculum! 03 pós-graduações?! Puxa, não chego aos seus pés. Sou apenas um pobre aspirante a magistrado, analfabeto, prepotente, arrogante e recalcado, que sofre, por antecipação, de juizite, mas que não tem vergonha de dizer que quer ser juiz, e que não suporta ler certos comentários lançados nesse site, como os seus, inteiramente desprovidos de juridicidade.
Talvez seja verdade, nenhum advogado quer ser juiz....Que o digam os candidatos ao STJ pelo famigerado quinto dos infernos....Talvez o problema seja o concurso...Mas este não mede o conhecimento de ninguém, né?
Brilhantes os comentários do Dr. Carlos Rodrigues. Não sei de onde certas pessoas tiram a idéia de que advogados querem ser juízes ou promotores. A única coisa que me vem a cabeça, é que tais pessoas são complexadas. Elas quem gostariam de ser juízes ou promotores e não conseguiram, ou então, por trás da escrita, está um juiz ou promotor recalcado, que acha que faz parte da única profissão decente do mundo. Pode ser o fenômeno da "juizite" ou "promotorzite", uma doença crônica que, felizmente, atinge apenas 0,5% dos membros dessas categorias. Trabalhe 30 anos como advogado, faça 3 pós graduações, e você ganhará 50 mil reais por mês. Qual é o problema nisso? A metade você gastará com impostos e com seu escritório, você não se tornará nenhum milionário, mas estará exercendo uma profissão muito honrada. Dr. Carlos Rodrigues está certo ao dizer que esses concursos públicos não atestam coisa nenhuma.
CDantas (Outro - - )
Vou fazer apenas um comentário. Não conheço NENHUM amigo advogado que tenha inveja de juiz ou promotor.
Eu mesmo se o senhor disser: "A partir de amanhã serás juiz". Eu não aceitarei. NUNCA QUIS SER JUIZ E NUNCA SEREI.
Não entre na linha sem nexo e absurda de que todos que criticam alguma decisão judicial é pq queria ser juiz. PENSAMENTO ERRÔNEO.
Carlos Rodrigues
Sr. LUÍS, Advogado Sócio de Escritório milionário; senhor Dantas, policial militar metido a filósofo/jurista: se sou obrigado a ler os mais disparatados comentários (inclusive os de vossas senhorias) neste site, também posso criticá-los, afinal, também sou detentor desse direito, ou somente os senhores detêm esse direito ou a ela são imunes? as suas manifestações somente corroboram o que escrevi e o que muita gente pensa. As "sumidades jurídicas" daqui, que adoram criticar, pela simples crítica, as decisões judiciais e os seus prolatores, deixam entrever, em seus comentários, completo desconhecimento jurídico, recalque, inveja dos membros do Judiciário e do MP, não tendo, a maioria, a menor condição de ingressar na magistratura ou no MP, ou mesmo passar em um simples exame da OAB. Então, sr. LUIS, advogado milionário e professor de juízes e promotores, faça-me o favor.... Quanto ao sr. Dantas, filósofo e jurista de escol, realmente não compreendi os seus ensinamentos...Porque, malgrado as resbuscadas palavras, vazios, desprovidos de qualquer valor, jurídico ou filosófico. Antes de sair criticando a tudo e a todos, reflitam, estudem.
adv (Advogado Autônomo),
Faz tempo que é visível a necessidade de mudanças no critério de avaliação dos candidatos que ingressam na magistratura.
Por ex. , este caso é típico de relação de consumo. Em concurso público para ingresso na magistratura é posto ao candidato situações como esta? NÃO.
Como já disse, os desembargadores examinadores, preferem ficar perguntando coisas que não são ligadas ao dia a dia do futuro magistrado. Ficam perguntando coisas inúteis:
- Qual a natureza jurídica de Correição Parcial?
- O que é mandamento de otimização?
- O que é direito penal de terceira velocidade. etc?
O que um juiz na prática faz com estas questões? É preciso fazer mudanças nas avaliações. Mas pergunta se algum desembargador pensa assim. Para eles, ou para alguns, é melhor deixar do jeito que está. DEIXA PRA LÁ.
Então a sociedade tem visto cada vez mais, decisões absurdas. Esta foi fichinha perto das que são publicadas todas as semanas e que fazem nós perguntarmos: Como um sujeito deste passou no concurso?
Existe um outro porém. Muitos examinadores pensam como estes juízes que mal sabem aplicar as Leis. Se forem verificar, constatarão que há decisões de TJs, que fazem Rui Barbosa se "remexer" no túmulo.
Carlos Rodrigues