www.conjur.com.br
Em tempo gostaria de dizer que é tão ENVOLVENTE o tema que não percebi o quanto fui distante, espero que os atuais quadros de tão preciosos serviços que acredito deverão fazer os brilhantes 'secretos' servidores se destaquem mais pelo laborioso trabalho de inteligência para servir a nação e não o de Policial (para o qual já existe um quadro profissional específico).
Nos tempos da 'dona dita' para polícia eu diria que eles fizeram o 'papel' de 'bate pau' e não a de policial ..ou estou errado!
Quanto ao salário não ganhavam tão bem e nem precisavam ser universitários sequer tinham carteirinhas registradas,, fazia-se uma 'vaquinha' e pronto ali estavam seus pagtos. Ou então 'informantes-oficiais' se cadastravam como AGENTES nas respectivas agencias do 'serviço nacional de informação' sendo servidor ou não para as suas 'tarefas institucionais', recebendo suas gratificações.
..blá blá ..mais a verdadeira..
TAREFA DE POLICIAL SÓ PRATICAVAM (APÓS CONCURSO)OS 'AGENTES PÚBLICOS' QUE FREQUENTAVAM AS RESPECTIVAS ACADEMIAS ESTADUAIS OU A NACIONAL DE POLÍCIA.
O resto é resto, portanto não deve ter nenhuma credibilidade uma ação judicial com o involvimento de terceiros. Sómente deveria ser aceito quando houvesse uma condução de prisão em flagrante a qual poderia ser conduzida por qualquer cidadão do povo a ação do não policial.
Não importa "AQUI" a questão do Opportunity, pois isso é alçada da polícia federal (não do que foi feito, pois isso não é atribuição da PF, agir feito ganguester), no tocante às acusações ao empresário Daniel Dantas, que ganhou, de brinde, a nulidade desse processo contra si. É óbvio, pois este não é caso de escudar-se dos direitos e garantias para prática de ilícitos, mas de uma devassa insana e burlesca a toda e qualquer pessoa que com ele tenha tido contato, sem o mínimo rigor da legalidade exigido nos países civilizados, democráticos, que acredito o Brasil seja um. Meus amigos, Estado Policial, pra quem não sabe, é o Estado de Exceção em que se restringem direitos e garantias constitucionais na medida ditada pela própria Carta Maior; amigos, foi-se além de um Estado Policial, foi-se além do tolerável, foi-se além da Moral Ética mínima para que haja confiança nas instituições democráticas... em palavras vulgares, queimaram o filme da PF, na tentativa de agradar algum chefão, que usa de esbirros pagos com o dinheiro público, que desmereçem esse Poder, que é também um dever, o da Segurança Pública.
Os fins não justificam os meios, portanto, importa o crime, se este realmente existe, cometido por Daniel Dantas, mas também, e assazmente, deveras importam os crimes cometidos pelos arapongas e por aqueles que descumpriram a nossa constituição, em investigação nos termos do DOPS e do SNI.
Boa SORTE à nossa democracia.
O Brasil não tem serviço de inteligencia. Tem é serviço de intolerancia. Mas apesar disso no palacio do planalto se tolera tudo,até fumar onde é proibido! Se tolera tanto lá, que já está virando casa de tolerancia...
Até agora, o mais coerente e lúcido artigo que eu já li no CONJUR. Vou comprar a Época para arquivar o original.
O articulista discorreu sobre o tema de honesta e precisa, sem recorrer às paixões que normalmente permeiam esse assunto tão espinhoso e controvertido.
A grandiosidade dos argumentos parece se condensar neste parágrafo:
"21 anos de ditadura acabaram provocando, no imaginário político brasileiro, uma nefasta confusão entre inteligência e repressão, entre autoridade e arbítrio. A sociedade se recusou a discutir o problema, como se inteligência e segurança não fossem tão necessárias numa democracia quanto eram vitais para o governo autoritário".
As linhas acima resumem com precisão milimétrica o momento político que o Brasil está vivendo.
Devido ao ranço da ditadura, qualquer intervenção estatal legítima e necessária é considera abuso, arbítrio ou invasão.
Só é aceitável o "oba, oba", a libertinagem, a ausência de regras.
A preocupação com os grampos ilegais é maior do que com as investidas ao erário, como se estas não matassem mais do que aqueles (corrupção mata, grampo não).
A preocupação com o avanço do estado policial (que não se instalou) é maior do que a preocupação com o avanço do estado criminal (já instalado).
Vale dizer que concordo com a defesa de todos os direitos fundamentais defendidos pela turma do "oba, oba" e sou contra estado policial e grampos indiscriminados. O que não concordo é com a inversão de valores e de prioridades, como quando, por exemplo, a mídia e a sociedade dão mais atenção a um erro estatal no combate ao crime do que ao próprio crime que gerou o erro estatal.
Agente secretos não são criados para atender interesses privados. O grande problema é a ausência de unidade na atividade destes servidores, que acabam por prestar serviços à elite dominante quer realizar os espetáculos teatrais.
Esses nossos "agentes secretos" são uma negação. Uns bossais, uns 007 de terceiro mundo. O MST, com sua organização, pinta e borda e esse pessoal da ABIN fica de boca aberta com tal organização. Esses "espiões" sebem muito bem bisbilhotar quem tem endereço fixo e CPF conhecido.
Temos vergonha porque estão agindo contra institutos democráticos e vasculhando a vida de pessoas que ocupam cargos de direção democrática no País, temos vergonha porque pessoas sem idoneidade moral nenhuma se locupletam de instrumentos de defesa dos interesses nacionais para atingirem fins escusos. Vêm com o discurso dos fins justificam os meios e que o fazem para nos proteger de homens maus. Meus amigos, digam o que quiserem, todos correm perigo com esses indivíduos agindo impunimente. Esqueceram do DOPS, da ditadura etc?