Total: 4 Comentários

CNJ decide se tribunais devem ter horário padronizado

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não (Advogado Autônomo 02/09/2008 - 09:36

OUTRO DIA, COINCIDENCIA, PELA TERCEIRA VEZ EM UMA VARA DE FAMILIA A SRA JUIZA CHEGA ATRASADA AO SERVIÇO, AS 14:30 HS E ENCONTRA ESSE POBRE E IDIOTA ADVOGADO ESPERANDO-A EM FAVOR DO SEU CLIENTE COM AÇÃO EM TRANSITO E COM RISCOS DE IR PRESO A QUALQUER MOMENTO. A JUIZA CHATEADÍSSIMA COM A MINHA PRESENÇA IMPEDIU-ME DE VER O PROCESSO, NÃO ME ATENDEU,FOI RISPIDA E TIVE QUE FICAR CALADINHO. LÓGICO, ALI ERA EU A SRA JUIZA, SEUS ACESSORES E UMA SALA FECHADA, TUDO CONTRA O IDIOTA DO ADVOGADO, EU MESMO. PENSEI O QUE FAZER? RECLAMAR PARA O PAPA EM ROMA.
FUI ENTÃO ACONSELHADO POR ALGUNS COLEGAS PARA DEIXAR O CASO POIS UMA VEZ NO PROCESSO EU ESTARIA PREJUDICANDO O CLIENTE. ESSA É A REALIDADE MEU AMIGO. O DELA ESTÁ GARANTIDO NO FINAL DO MES.

analucia (Família 30/08/2008 - 12:39

Nenhum poder é absoluto. Ademais, horário de funcionamento nada tem a ver com independëncia funcional, mas com leniëncia. Os Tribunais deveriam atender ao público por no mínimo 40 horas semanais e náo apenas 30. O CNJ em vez de publicar resoluçoes sobre cursos de oficiais de justiça deveriam se preocupar com a qualidade do atendimento ao usuário.
E agora pode ser uma boa oportunidade para fixar a carga horária mínima de 40 horas de atendimento ao público.

Benvindo Fernandes (Professor Universitário 30/08/2008 - 11:26

Como toda instituição o CNJ tem imperfeições, mas funciona. Acompanho seu trabalho desde a criação e os avanços são visíveis. Infelizmente, pessoa "do contra", que têm vocação patra criticar gratuitamente, como que fazendo o papel de Advogado do Diabo (tem até lá sua utilidade) vêem apenas defeitos. Eu estou satisfeito com o CNJ e acredito que, por ser uma instituição novíssima, corrigirá com o tempo o que for necessário. Os frutos úteis são tantos que mal dá para relacionar aqui.
Muito há o que fazer, mas não podemos deixar de notar que a coisa está caminhando positivamente.

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo 30/08/2008 - 10:58

Mitigar o Poder é sempre tarefa difícil. O feudo de intocabilidade que a magistratura preservava ressente-se cada vez mais das ações do CNJ e outros órgãos.

Mas o CNJ engana...é composto em grande parte de membros do MP e da própria magistratura...Assim, não teve a capacidade de impedir a posse dos aprovados no concurso para magistratura, do TJ-RJ, onde a suspeita de fraude era fortíssima, e, o que é pior, depois, pelo próprio fato da posse, que poderia ter impedido, foi obrigado, para não terem os Tribunais de anular as sentenças prolatadas por estes juízes, visto que isto geraria um pandemônio jurídico, a declarar que era um fato consumado e deixar tudo como estava.

Provou, assim, o CNJ, que ainda falta um pouco para ser maia do que uma corregedoria arrojada....ficando com essa mácula, para sempre, na sua história.

De resto vemos aqui como era ridícula a idéia de que a criação do CNJ representava um perigo para a independência judicante...como se o CNJ fosse se imiscuir no mérito das decisões...Ora, o CNJ surgiu porque as corregedorias são corporativistas e nada fazem contra seus pares, salvo poucas exceções. Serve mesmo para isso: fazer juiz trabalhar e limitar sua arrogância.

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