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Acredito que deva ser editada uma súmula, mas no sentido de relembrar os operadores do direito que:
- O Estado Democrático de Direito ainda está em vigor.
- O princípio do contraditório há que ser SEMPRE observado;
- Todos - independentemente da infração penal - terão o direito de saber o motivo pelo qual estão sendo processados ou investigados.
Fica como sugestão a leitura de "O Processo" de Kafka.
Quem sabe as pessoas mirando na figura do protagonista Joseph K. possam experimentar a maravilha democrática que é o processo sigiloso.
Parafraseando Nelson Rodrigues, chegará o tempo em que o STF terá que editar súmulas para explicitar o "Óbvio Ululante".
Aonde vamos parar com essa insubordinação? Se a Polícia Federal, que se caracteriza como polícia judiciária, não obedece às injunções da Suprema Corte, a quem deverá o indivíduo socorrer-se contra os desmandos e abusos cometidos pela Polícia Federal? Parece, como no filme "Caçador de Andróides", que a PF tornou-se um ser autônomo, com vontade própria, insubordinado, que não aceita comando de nenhuma outra autoridade além, é claro, de si mesma. Isso é inadmissível. Ou se toma uma medida drástica agora, inclusive exonerando sumariamente todos os membros que insuflam a insubordinação, já que isso é causa suficiente, como está previsto no ordenamento jurídico, para o afastamento do servidor público, ou muito em breve assistiremos uma degeneração acelerada, metastática e geral das demais instituições, que serão dominadas pela Polícia Federal. Ou o STF toma largura desse perigo e adota medidas imperativas já, ou sua credibilidade será dragada pela cloaca da indignidade das ações insubordinadas da PF, a qual, hoje, não mede esforços nem conseqüência para retaliar os que se lhe opõem aos próprios desígnios de conquista de poder autônomo.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
NAZISMO... Ou é exagero ou é completo desconhecimento e ignorância da história. Comparar um mero pedido de esclarecimento a um movimento que matou milhões é má-fé da pura. Bom, vindo de quem veio nem poderia ser diferente. Quanto a seu patriotismo, certamente não fará falta nenhuma à nação. Não será desrespeito também ao Estado Democrático de Direito orientar o cliente a mentir em Juízo? Claro que não, responderão, pois a Constituição garante o direito à não incriminação. Porém não incriminação não quer dizer mentir, induzindo o Juízo a erro. Esse tipo de atitude, praticada por muitos advogados, isso sim, contribui para a decadência do Estado Democrático de Direito. Basta ver nas notícias diárias o aumento exponencial da violência, em um país que se vangloria de se auto dizer "país dos direitos". Realmente, muitos direitos e poucos deveres. E vamos tocando o barco.
Desrespeito à decisão judicial! Até quando a sociedade civil brasileira vai tolerar esses abusos perpetrados de maneira irresponsável por determinados memnbros da toda poderosa PF? Nem o o famigerado NAZISMO faria tanto! Por essas e tantas outras é que cada vez mais mais sepulto o que tinha de patriota. Que vá para o inferno tamanhas abusivades! A propósito, escrevo aliás, como o colega Toron, sem qualquer disfarce.
Nelson Rodrigues (Outros - - )
ESQUEÇA. Não vão mudar a maneira errada de avaliar os candidatos. Continuarão com aquelas questões que não qualificam ninguém a ser juiz, promotor, etc.
POR EX. ´
Para que um delegado, juiz, promotor, procurador precisa saber:
1) O que é mandamento de otimização?
2) Direto penal de TERCEIRA VELOCIDADE?
3) Kompetenz Kompetenz?
4) O que é iter prisiones?
DENTRE OUTRAS TANTAS INUTILIDADES...
Algum examinador tem coragem para explicar aqui para que serve estas perguntas INÚTEIS???rs
Não irá melhorar. E a qualidade dos servidores tb não irá melhorar. Pessimista? NÃO, REALISTA.
Carlos Rodrigues
Não foi à toa que o Conselho Federal propôs a edição de Súmula Vinculante sobre o tema. Chega a ser ridículo o desrespeito às reiteradas decisões do STF nessa matéria. Desrespeito que, em última análise, é ao Estado de Direito.
Alberto Zacharias Toron, advogado.
São os novos tempos. O que se conclui dessa notícia? Como caiu bastante o nível intelectual dos policiais e procuradores, eles não conseguem antender o que significa dar acesso aos autos. O STF já decidiu centenas de vezes que todo acusado deve saber do que é acusado. Mas é demais querer que um policial ou procurador entenda isso. É natural. Maldade insinuar que ele estão enrolando, por pilantragem. O problema é a deficência no ensino. Junte-se a isso a necessidade de algemar sempre, já que os novos policiais são pessoas desprovidas de dotes físicos e capacitação para dominar velhinhas de 70 anos e, talvez, alguém pudesse reformular os concursos de ingresso na PF para resolver as duas deficiências.
Na dúvida... corregedoria nos delegados.. na dúvida prevricação.. na dúvida.. responsabilidade civil e criminal dos delegados... na dúvida.. elas por elas.
Bem, sendo solidário aos que sentem "dor de cotovelo" e fazendo um alerta aos que dizem não sentir, se a referida dor puder ser entendida como genuína forma de expressão, está assegurada pela ordem institucional brasileira, como uma das garantias instas à Constituição Federal.
Mais uma advertência: é vedado o anonimato (...)
Advogar é sobretudo um dom, um inato talento associado ao conhecimento humano e profissional. Advogar é estar comprometido, não apenas envolvido com as pessoas e com suas esperanças.
Aliás, na simbologia forense a balança do Advogado só tem um prato: aquele que comporta os justos interesses do representado, com ética e solidariedade.
Afinal, seja o representado um juiz "vendilhão de sentenças", um promotor acusado de homicídio ou mesmo um causídico acusado de um crime qualquer, na hora "H", ainda que tenham habilitação e não estejam impedidos, sempre irão precisar de um Advogado que os defenda
É a própria força normativa da Constituição que diz quem é essencial à Justiça.
Mas, como há lugar para todos, quem quiser poderá ser juiz, promotor ou delegado de polícia.
Como disse, tem lugar pra todo mundo.
Marcelo Alves Stefenoni
Vitória/ES
De "dúvida em dúvida" dos delegados federais acerca do cumprimento de ordens emanadas pelo Poder Judiciário, quem sabe algumas prisões por desobediência não teriam o esperado efeito pedagógico?
Ah, se for preciso, ALGEMAS só naqueles que resistirem a prisão, oferecerem riscos aos oficiais de justiça ou mesmo às suas próprias integridades físicas.
Reproduzindo aquele famoso adágio: "pimenta nos olhos dos outros é brisa" (...)
Marcelo Alves Stefenoni
Vitória/ES