Total: 10 Comentários

STF decidirá destino de pesquisas com células-tronco

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Dra. Zulma Peixinho (Professor 03/05/2008 - 00:05

Foi declarado recentemente pela Dra. Natalia López Moratalla, catedrática de Biologia Molecular e Presidente da Associação Espanhola de Bioética e Ética Médica, que «as células-tronco embrionárias fracassaram; a esperança para os enfermos está nas células adultas» e «hoje a pesquisa derivou decididamente para o emprego das células-tronco 'adultas', que são extraídas do próprio organismo e que já estão dando resultados na cura de doentes» (ZENIT.org).

Dra. Zulma Peixinho (Professor 21/04/2008 - 20:36

Devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, incluindo as células iPS que tiveram seu potencial de uso em terapia recentemente comprovado. O uso de células humanas iPS para tratamento de doenças graves independe da aprovação do Artigo 5º da Lei de Biossegurança, uma vez que são células-tronco “reprogramadas” derivadas de células adultas do próprio paciente (células autólogas).

Dra. Zulma Peixinho (Professor 02/04/2008 - 19:14

No embate sobre o uso ou não de embriões humanos para pesquisa, é fundamental compreender que a rejeição de aloenxerto (transplante entre humanos) é causada por diferenças entre o RG biológico (HLA) do doador e do receptor. Os genes HLA que codificam para as moléculas na superfície das células são transmitidos por herança Mendeliana simples, ou seja, metade do material genético nós herdamos do pai e a outra metade, da mãe. Dentro de uma mesma família, existe então a probabilidade de 25% de dois irmãos serem HLA idênticos, isto é, de compartilharem o material genético recebido do pai e da mãe, tornando possível a seleção de um irmão para doar medula óssea (células-tronco adultas) para transplante. Entre indivíduos não aparentados, contudo, esta probabilidade varia, de acordo com a literatura científica, de 1:250.000 a 1:1.000.000.
A mesma regra imunológica deveria ser obrigatoriamente aplicada para terapia com células-tronco EMBRIONÁRIAS, o que inviabiliza sua utilização para tratamento.
Devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, pois sendo células autólogas (próprias do paciente/deficiente físico), não precisam enfrentar a barreira alogênica da resposta imunológica de rejeição.
Esta celeuma poderia e deveria ter sido precocemente solucionada, meramente no âmbito científico.
A que se deve esta falha/omissão?

Radar (Bacharel 02/03/2008 - 21:06

A lei de biossegurança subiu no telhado

Ramiro (Estudante de Direito 02/03/2008 - 18:24

errata; um blastocisto só pode advir de da clivagem de um ovócito, de um óvulo fecundado, no mais mantenho o comentário na íntegra.

Ramiro (Estudante de Direito 01/03/2008 - 19:55

Se os que consideram um blastocisto fecundado vida, se estes conseguirem provar três requisitos fundamentais, autopoiese, senciência e autoconsciência possíveis de serem desenvolvidos fora da útero, sem ação humana direta, por estes "embriões", então falar-se-á em bases sólidas de vida humana.

Não conseguindo se provar que tais "embriões" fora do útero são capazes de autopoiese, senciência e autoconsciência, adentra-se em inconsistências e falácias.

jsr (Advogado Autônomo 01/03/2008 - 19:44

Não obstante a controvérsia sobre o assunto, com a devida venia, essa matéria deve resolvida pela sociedade civil, por meio dos mecanismos legais, de competência exclusiva do Congresso Nacional (LEI), e não pelo STF.
A lei deve melhor disciplinar o assunto por demais importante para todos, sem ferir, é claro, o direito e o respeito a vida.

Luismar (Bacharel 01/03/2008 - 12:48

Certo o argumento da Mayana Zatz:
A vida termina com a morte cerebral: órgãos são retirados para transplante, aparelhos são desligados.
O Dr. Fontelles é contra?
Com o embrião o que ocorre é que até certa fase de desenvolvimento não há sequer início de formação do SNC.
Não há cérebro. Não há dor.
Pela mesma lógica, esses embriões poderiam ser pesquisados.

A.G. Moreira (Consultor 01/03/2008 - 10:30

Toda a "cura" que dependa da "morte" ou "mutililação" de outrem , é preocupante e perigosa, não podendo ser "legalizada" ou "autorizada" pelo Estado ! ! !

Tudo começa com as "melhores das intenções" ! ! ! -

Depois, o corpo de um "pobre coitado" ( ou de seus filhos) , passará a ser "desfrutado" de acordo com as necessidades e influências dos "poderosos" ! ! !

De minha parte, prefiro morrer (quando a minha natureza não, mais, resistir) , do que (privilegiadamente) depender e receber da vida de outrem, suporte para a minha existência ! ! !


A (Funcionário público 01/03/2008 - 01:10

A questão deve ser resolvida juridicamente, sem interferência ideológica ou religiosa. Afinal, estamos em um Estado Laico.

Cientificamente a vida começa quando há atividade neurológica, o que não ocorre em um embrião de poucas semanas.Dá mesma forma que a morte somente ocorre quando há morte cerebral (tanto que é possível a doação de orgãos de pacientes neste estado).
Minha mãe tem esclerose múltipla, que é uma doença degenerativa que ainda não possui cura, os cientistas agreditam que com o avanço das pesquisas com células tronco embrionárias pode-se abrir uma porta na esperança da cura.
Pode ser que a cura não chegue a tempo a minha mãe, mas pelo menos se ela chegar as milhares de pessoas jovens que possuem está doença já será uma vitória da vida.
Quanto a igreja que é contra a pesquisa, respeito a opinião da mesma, mas como vivemos em um Estado laico, ela não pode e não deve se sobrepor as leis do país que são para todos.(cada fiel da igreja poderá ter a liberdade de querer se submeter ou não ao tratamento de células tronco embrionária).

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