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Foi declarado recentemente pela Dra. Natalia López Moratalla, catedrática de Biologia Molecular e Presidente da Associação Espanhola de Bioética e Ética Médica, que «as células-tronco embrionárias fracassaram; a esperança para os enfermos está nas células adultas» e «hoje a pesquisa derivou decididamente para o emprego das células-tronco 'adultas', que são extraídas do próprio organismo e que já estão dando resultados na cura de doentes» (ZENIT.org).
Devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, incluindo as células iPS que tiveram seu potencial de uso em terapia recentemente comprovado. O uso de células humanas iPS para tratamento de doenças graves independe da aprovação do Artigo 5º da Lei de Biossegurança, uma vez que são células-tronco “reprogramadas” derivadas de células adultas do próprio paciente (células autólogas).
No embate sobre o uso ou não de embriões humanos para pesquisa, é fundamental compreender que a rejeição de aloenxerto (transplante entre humanos) é causada por diferenças entre o RG biológico (HLA) do doador e do receptor. Os genes HLA que codificam para as moléculas na superfície das células são transmitidos por herança Mendeliana simples, ou seja, metade do material genético nós herdamos do pai e a outra metade, da mãe. Dentro de uma mesma família, existe então a probabilidade de 25% de dois irmãos serem HLA idênticos, isto é, de compartilharem o material genético recebido do pai e da mãe, tornando possível a seleção de um irmão para doar medula óssea (células-tronco adultas) para transplante. Entre indivíduos não aparentados, contudo, esta probabilidade varia, de acordo com a literatura científica, de 1:250.000 a 1:1.000.000.
A mesma regra imunológica deveria ser obrigatoriamente aplicada para terapia com células-tronco EMBRIONÁRIAS, o que inviabiliza sua utilização para tratamento.
Devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, pois sendo células autólogas (próprias do paciente/deficiente físico), não precisam enfrentar a barreira alogênica da resposta imunológica de rejeição.
Esta celeuma poderia e deveria ter sido precocemente solucionada, meramente no âmbito científico.
A que se deve esta falha/omissão?
A lei de biossegurança subiu no telhado
errata; um blastocisto só pode advir de da clivagem de um ovócito, de um óvulo fecundado, no mais mantenho o comentário na íntegra.
Se os que consideram um blastocisto fecundado vida, se estes conseguirem provar três requisitos fundamentais, autopoiese, senciência e autoconsciência possíveis de serem desenvolvidos fora da útero, sem ação humana direta, por estes "embriões", então falar-se-á em bases sólidas de vida humana.
Não conseguindo se provar que tais "embriões" fora do útero são capazes de autopoiese, senciência e autoconsciência, adentra-se em inconsistências e falácias.
Não obstante a controvérsia sobre o assunto, com a devida venia, essa matéria deve resolvida pela sociedade civil, por meio dos mecanismos legais, de competência exclusiva do Congresso Nacional (LEI), e não pelo STF.
A lei deve melhor disciplinar o assunto por demais importante para todos, sem ferir, é claro, o direito e o respeito a vida.
Certo o argumento da Mayana Zatz:
A vida termina com a morte cerebral: órgãos são retirados para transplante, aparelhos são desligados.
O Dr. Fontelles é contra?
Com o embrião o que ocorre é que até certa fase de desenvolvimento não há sequer início de formação do SNC.
Não há cérebro. Não há dor.
Pela mesma lógica, esses embriões poderiam ser pesquisados.
Toda a "cura" que dependa da "morte" ou "mutililação" de outrem , é preocupante e perigosa, não podendo ser "legalizada" ou "autorizada" pelo Estado ! ! !
Tudo começa com as "melhores das intenções" ! ! ! -
Depois, o corpo de um "pobre coitado" ( ou de seus filhos) , passará a ser "desfrutado" de acordo com as necessidades e influências dos "poderosos" ! ! !
De minha parte, prefiro morrer (quando a minha natureza não, mais, resistir) , do que (privilegiadamente) depender e receber da vida de outrem, suporte para a minha existência ! ! !
A questão deve ser resolvida juridicamente, sem interferência ideológica ou religiosa. Afinal, estamos em um Estado Laico.
Cientificamente a vida começa quando há atividade neurológica, o que não ocorre em um embrião de poucas semanas.Dá mesma forma que a morte somente ocorre quando há morte cerebral (tanto que é possível a doação de orgãos de pacientes neste estado).
Minha mãe tem esclerose múltipla, que é uma doença degenerativa que ainda não possui cura, os cientistas agreditam que com o avanço das pesquisas com células tronco embrionárias pode-se abrir uma porta na esperança da cura.
Pode ser que a cura não chegue a tempo a minha mãe, mas pelo menos se ela chegar as milhares de pessoas jovens que possuem está doença já será uma vitória da vida.
Quanto a igreja que é contra a pesquisa, respeito a opinião da mesma, mas como vivemos em um Estado laico, ela não pode e não deve se sobrepor as leis do país que são para todos.(cada fiel da igreja poderá ter a liberdade de querer se submeter ou não ao tratamento de células tronco embrionária).
