Total: 31 Comentários

Mesmo que Itália peça, Brasil não extraditará brasileiros

ImprimirComentar

PróximoPáginas 1 2 3 4

Richard Smith (Consultor 30/12/2007 - 21:17

Ôps, desculpe-me pela minúscula no seu nome, não foi intencional; pois reservo as minúsculas para pessoas efetivamente minúsculas.

Um abraço.

Richard Smith (Consultor 30/12/2007 - 21:16


É, bira, é mais o menos isso.

Imagine você "desrespeitando o profeta" em algum daqueles avançadíssimos países de certa região da terra ou ainda, caindo nas más graças de algum xerife chapeludo do Tennesse e, voltando rapidinho ao Brasil, o governo brasileiro sendo obrigado a extraditar você por conta do "sabugo" estrangeiro?

Tem lógica para você?

Se não tem, saiba que para a esmagadora maioria dos países do mundo tem.

Bira (Industrial 30/12/2007 - 10:53

Deixa ver se entendi, nossa legislação protege criminosos que fazem suas "correrias" em outros paises?.
Hum...

Richard Smith (Consultor 29/12/2007 - 22:17

Complementando o comentário de Futuka:

O mafioso Tommaso Buschetta foi preso aqui no Brasil pela equipe do delegado Sérgio Fleury e levado para o DOPS. Lá, não acreditava que lhe encostrariam a mão, pois na Itália era era um dos capos "de tutti i capi".

Dançou! Interrogado à maneira do DOPS contou absolutamente tudinho, sem tirar um "i".

Das informações extraídas o governo americano orientou a sua luta anti-máfia por um bom tempo, causando irreparáveis danos à facinorada. Por essa razão o referido mafioso e sua família foram jurados de morte por violação da severissima lei da "Omertà" (Lei do Silêncio).

Lucro ou perda?

Se aquele DOPS existisse nos dias de hoje, eu queria ver o pessoal do "dossiê-fajuto" dos Vedoim não dar a orígem da granolina (R$ 1.780.000,00!) em "dois palitos".

futuka (Consultor 28/12/2007 - 18:07

Alguem se recorda por aqui as historiêtas de quartel:
-Dentro o "Pau quebra", mais fora "nóis junta" e o "Pau come",,hehe e feio!..brincadeirinha, né!

E como(popularmente) já diziam desde os tempos de meus vivos bisavós:

-"quem bate senão todos a sua grande maioria ..esquece, quem apanha nunca!"

Que não esqueçam os "justiceiros", digo a justiça dos italianos que o senhore buschetta(julgado nos EUA) "caiu" aqui no Brasil,, entre outros .."amiches do sistema".
Por aqui o "fio" chora e o "papa" não vê nem escuta. Não adianta chorar pelo leite derramado, pois é mesmo,, AQUI É BRASIL. Com todas as desigualdades e brigas internas, não tentem nem atentem

lu (Estudante de Direito 28/12/2007 - 10:32

Parabéns ao presidente da OAB pelo comentário: "Um país que não conhece sua história corre o risco de repeti-la – sobretudo quanto aos seus erros."

Comentarista (Outros 27/12/2007 - 21:27

- Finalmente, o povo brasileiro continua à espera de algum membro do MPF que, corajosamente, "coloque o dedo na ferida" e - ao menos - promova alguma ação no sentido de se "fazer justiça", apurando os crimes cometidos pelos usurpadores do poder e resgatando a memória dos inúmeros brasileiros mortos e/ou desaparecidos durante o mais negro e asqueroso período da nossa história. O que, aliás, já fizeram (ou estão fazendo) muitos de nossos "hermanos" latino-americanos, a exemplo da Argentina, Peru, Chile, etc. Não precisamos, definitivamente e mais uma vez, sermos "o último da fila" em questões tão relevantes como essa, ou seja, a legal e imprescindível apuração de crimes hediondos e imprescritíveis!

Isso é, data vênia, o que havia de ser acrescentado.

Um grande abraço e que Deus o ilumine em seu mister.

Comentarista (Outros 27/12/2007 - 21:20

Caro Vladimir Aras,

Picuinhas à parte, primeiramente parabenizo-o pela atenção dispensada e, principalmente, por seu tão lúcido e esclarecedor comentário.

Por outro lado, data vênia, permita-me acrescentar o seguinte:

- Em sede de mea culpa, informo que, ao me referir ao estado de letargida do MP durante os anos de chumbo da nossa vergonhosa ditadura, referia-me - principalmente - aos MPs estaduais, cujos membros, salvo raríssimas (ou quase inexistentes) exceções, quedaram inertes, em silêncio sepulcral, ante os covardes e asquerosos crimes cometidos pelos golpitas quase à frente de seus olhos. Ora, os MPs estaduais estavam "mais perto" das barbáries cometidas pelos "agentes oficiais" da ditadura e, via de regra, muito pouco ou nada fizeram para tentar coibir ou tampouco apurar tais atrocidades. E sendo esse estado de letargia um procedimento praticamente "comum" na época, leva-nos a crer que a INSTITUIÇÃO, como um todo, foi "enquadrada" e simplesmente deixou de cumprir o papel para o qual foi criada. Logo, não há qualquer justificativa ou explicação para a "inanição" ante o estado ditatorial e criminoso outrora instalado, mesmo por que quem "pagou o pato" - de fato - foram os próprios cidadãos, vítimas dos covardes golpistas e desamparados por uma das principais instituições que "deveria" defendê-los.

- O MP de hoje, principalmente o federal, têm demonstrado grande diferença (em qualidade, produtividade, etc.) quando comparado ao MP daquela época. Basta contar o número de "figurões" presos apenas neste ano, recorde histórico e fato inédito na história do nosso país. Logo, não há motivos para se fazer a "defesa histórica" da instituição, pois, se a de hoje é digna de aplausos, o mesmo não se pode dizer "daquela" dos anos de chumbo...

Vladimir Aras (Procurador da República de 1ª. Instância 27/12/2007 - 17:28

Prezado Comentarista,

Não importa se foram esses ou aqueles que cometeram as atrocidades contra os direitos humanos ou que silenciaram.

Seguramente, não há uma só classe jurídica que possa eximir-se das culpas pelos crimes do regime.

Então, mais do que comentários neste espaço, do Ministério Público esperam-se ações.

O MPF tem cumprido o seu papel, como se viu no "Debate Sul-Americano sobre Verdade e Responsabilidade em Crimes contra os Direitos Humanos", realizado em SP em 24 e 25 de maio de 2007, com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.

O documento final (Carta de São Paulo) merece ser lido. O link é o seguinte: http://www.prsp.mpf.gov.br/infoprdc/cartasp.pdf.

Uma das idéias em debate foi a da imprescritibilidade dos crimes contra os direitos humanos, à luz dos princípios do direito internacional humanitário e da jurisprudência da Corte Interamericana:

"12. a prescrição não pode ser considerada um valor absoluto e vem sendo afastada pela Corte
Interamericana de Direitos Humanos juntamente com a anistia e quaisquer outros óbices à
responsabilização por crimes contra os direitos humanos;".

Assim, é salutar que os comentaristas procurem fundamentar seus comentários e deixem de picuinha.

Comentarista (Outros 27/12/2007 - 14:51

Engraçado...

Algo no mínimo "interessante" é não ver nenhum membro do MP tupiniquim comentando o assunto...

Ávidos comentaristas em outras notícias e artigos, talvez estejam, data vênia, honrando a "tradição" ou a "memória" do MP, cujos membros, durante as duas décadas do asqueroso e criminoso regime ditatorial tupiniquim, repousaram - literalmente - em "berço esplêndido", avalizando, com seu sepulcral silêncio, os "relevantes serviços" prestados pelos covarde ditadores ao país (por exemplo: assassinatos de mulheres, crianças, velhos e estrangeiros, etc.).

E viva o Brasil!

PróximoPáginas 1 2 3 4

ImprimirComentar