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União homoafetiva é matéria de Direito de Família

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Marcc (Bacharel 25/12/2007 - 02:32

Com todo respeito ao trabalho realizado pela ilustre advogada, que me pareceu muito bem intencionado, é preciso não esquecer que temos no Brasil uma Constituição, a qual não incluiu a união de homossexuais entre os tipos de família.
Na constituinte várias foram as propostas para que o texto constitucional, quando tratasse de casamento ou união estável, mencionasse "união de pessoas", ao invés de "união de homem e mulher", mas os constituintes preferiram esta última, derrotando no voto - por larga maioria, registre-se - todas as propostas em sentido contrário.
Aceite-se ou não, o fato é que os representantes do povo, reunidos para a elaboração da constituição do País, rejeitaram a idéia de se incluir as uniões homossexuais no rol das famílias.
Por mais que a "realidade" nos mostre pessoas optando por viverem em uniões homossexuais, não há como se dar a elas o que foi expressamente negado quando da definição da estrutura jurídica fundamental da Nação - a Constituição do Brasil.
Não se trata de intolerância religiosa, de fechar os olhos à realidade, de negar direitos dos homossexuais, etc., mas de encarar, com realismo, a forma como o nosso ordenamento constitucional definiu o assunto.
Portanto, as uniões homossexuais são, no direito brasileiro, sociedades de fato, regradas por normas de direito civil comum, não pelo Direito de Familia. Quem desejar o contrário disto, mova-se para que a nossa Constituição seja alterada!

Carlos Magno (Estudante de Direito 01/11/2007 - 12:01

As relações homoafetivas vêm desde a época dos Gregos; na Alemanha Nazista, todos homossexuais eram castrados. Sou casado e tenho um filho, certo tempo atrás, eu não tinha nem consciência de que seria uma união homoafetiva, não discrimino os casais homossexuais, mas como estudante de direito e cidadão, tenho por obrigação impedir que num país “democrático” como o nosso, estas pessoas, fiquem a mercê de um falso moralismo e vivam às margens da sociedade. Penso que com o tempo a sociedade irá acorda para o mal que estão causando a estas pessoas, que por opção sexual escolheram viver como parceiros, pessoas estas que além de serem cidadãos, pagarem seus impostos, fazem parte do contrato que firmamos com o ESTADO, qual seja, tutelar os cidadãos que estão em seu território. A Constituição Federal de 1988, constituição cidadã, em seu preâmbulo institui um Estado Democrático destinado a assegurar a igualdade e justiça sem preconceitos etc. Ainda tem como princípios fundamentais: A dignidade da pessoa humana, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, poderíamos citar vários trechos da carta maior, mas meu objetivo aqui neste momento não é expor o texto constitucional, mas aplaudir o trabalho da Advogada Sylvia Mendonça do Amaral que com seu árduo labor vem contribuindo para um País mais justo, onde os pares homossexuais possam ter uma vida digna como seres humanos que são.

Sil (Comerciante 31/10/2007 - 17:38

Enquanto não separarmos definitivamente o Estado da religião, acontecerão absurdos como um juiz se achar no direito de impôr sua fé sobre a verdadeira justiça doutrinária, que deve ser imparcial e apaziguadora. Que deve buscar a conciliação de vontades e direitos para resolver o conflito.
Existe uma situação de fato em nossa sociedade e que é a relação homoafetiva. Ela existe e você pode não gostar, como quem não gosta de café e prefere leite.
Também o fato de não compreender uma situação não a faz ir embora, portanto, não adianta ignorar, fingir que não existe, fechar os olhos e rezar para o conflito desaparecer.
Existem pessoas que estão tendo problemas para resolver divergências patrimoniais com as famílias de seus parceiros. Este é o fato. Essas pessoas querem que seja resolvido de forma definitiva para evitarem-se desgastes emocionais em um momento em que o parceiro sobrevivente passa por uma situação de fragilidade emocional.
A Justiça demorou anos para resolver o problema dos casais heterossexuais que se separavam - e a religião foi o maior empecilho ao divórcio. Enquanto isso, casais viviam um inferno por não poderem repartir seus bens e iniciar outro relacionamento. Será que não aprendemos nada com isso?
Agora é a vez dos homossexuais passarem pela mesma via crucis.
Puxar a Bíblia para efetuar uma argumentação de sentença é no mínimo injusto com as demais religiões professadas neste país e com os ateus, que também merecem respeito.
Para mim, juiz que cita seja lá o que for - a Bíblia, o Alcorão, Guimarães Rosa, Camões - ao invés da doutrina, é um irresponsável e um ignorante do Direito. Não deveria estar onde está.

Richard Smith (Consultor 23/10/2007 - 22:19


Aproveitando o ensejo, tomo a liberdade de oferecer à reflexão dos amigos e leitores deste democrático espaço, um antigo sermão, pedindo escusas pelo tamanho alentado do "post".

A intolerância católica* (sermão pregado na Catedral de Chartres em 1841)
Cardeal Pie
Meus irmãos(...),

Nosso século clama: "tolerância, tolerância". Tem-se como certo que um padre deve ser tolerante, que a religião deve ser tolerante. Meus irmãos, não há nada que valha mais que a franqueza e eu aqui estou para vos dizer, sem disfarce, que no mundo inteiro só existe uma sociedade que possui a verdade e que esta sociedade deve ser necessariamente intolerante. Mas antes de entrar no mérito, destinguimos as coisas, convenhamos sobe o sentido das palavras para bem nos entendermos. Assim não nos confundiremos.

A tolerância pode ser civil ou teológica. A primeira não nos diz respeito e não falarei senão uma pequena palavra sobre ela: se a lei tolerante quer dizer que a sociedade permite todas as religiões porque a seus olhos, elas são todas igualmente boas ou porque as autoridades se consideram incompetentes para tomar partido neste assunto, tal lei é ímpia e atéia. Ela exprime não a tolerância civil como a seguir indicaremos, mas a tolerância dogmática que, por uma neutralidade criminosa, justifica nos indivíduos a mais absoluta indiferença religiosa. Ao contrário, se, reconhecendo que uma só religião é boa, a lei suporta e permite que as demais possam se exercer por amor à tranqüilidade pública, esta lei poderá ser sábia e necessária se assim o pedirem as circunstâncias como outros observaram antes de mim (...).

Deixo porém este campo cheio de dificuldades e volto-me para a questão propriamente religiosa e teológica em que exponho estes dois princípios: primeiro, a religião que vem do céu é verdade e ela é intolerante com relação às doutrinas errôneas; segundo, a religião que vem do céu é caridade e ela é cheia de tolerância quanto às pessoas.

Roguemos à Nossa Senhora vir em nossa ajuda e invocar para nós o Espírito de verdade e de caridade: Spiritum veritatis et pacis. Ave Maria.

Faz parte da essência de toda verdade não tolerar o princípio que a contradiz. A afirmação de uma coisa exclui a negação dessa mesma coisa, assim como a luz exclui as trevas. Onde nada é certo, onde nada é definido, pode-se partilhar os sentimentos, podem variar as opiniões. Compreendo e peço a liberdade de opinião nas coisas duvidosas: in dubiis, libertas. Mas logo que a verdade se apresenta com as características certas que a distinguem, por isso mesmo que é verdade, ela é positiva, ela é necessária e por conseqüência ela é una e intolerante: in necessariis, unitas. Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se ela duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se ela admite com indiferença que se ponha a seu lado a sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa é preciso defendê-la sob pena de ser despojado dela bem cedo.

Assim, meus irmãos, pela própria necessidade das coisas, a intolerância está em toda parte porque em toda parte existe o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, a ordem e a desordem. Que há de mais intolerante do que esta proposição: 2 e 2 fazem 4? Se vierdes me dizer que 2 e 2 fazem 3 ou fazem 5, eu vos respondo que 2 e 2 fazem 4...

Nada é tão exclusivo quanto a unidade. Ora, ouvi a palavra de São Paulo: "unus Dominus, una fides, unum baptisma". Há, no céu, um só Senhor: unus Dominus. Esse Deus, cuja unidade é seu grande atributo, deu à terra um só símbolo, uma só doutrina, uma só fé: una fides. E esta fé, esta doutrina, Ele confiou-as a uma só sociedade visível, uma só Igreja cujos filhos são, todos, marcados com o mesmo selo e regenerados pela mesma graça: unum baptisma. Assim, a unidade divina que esplende por todos os séculos na glória de Deus, produziu-se sobre a terra pela unidade do dogma evangélico cujo depósito foi confiado por Nosso Senhor Jesus Cristo à unidade hierárquica do sacerdócio: um Deus, uma fé, uma Igreja: unus Dominus, una fides, unum baptisma.

Um pastor inglês teve a coragem de escrever um livro sobre a tolerância de Jesus Cristo e o filósofo de Genebra [Rousseau] disse, falando do Salvador dos homens: "Não vejo que meu divino Mestre tenha formulado sutilezas sobre o dogma". Bem verdadeiro, meus irmãos. Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma, mas trouxe aos homens a verdade e disse: se alguém não for batizado na água e no Espírito Santo; se alguém, recusa-se a comer a minha carne e a beber o meu sangre, não terá parte em meu reino. Confesso que nisso não há sutilezas, há intolerância, há exclusão, a mais positiva, a mais franca. E mais, Jesus Cristo enviou seus Apóstolos para pregar a todas as nações, isto é, derrubar todas as religiões existentes para estabelecer em toda a terra a única religião cristã e substituir todas as crenças dos diferentes povos pela unidade do dogma católico. E prevendo os movimentos e as divisões que esta doutrina vai incitar sobre a terra, Ele não se deteve e declarou que tinha vindo para trazer não a paz mas a espada e acender a guerra não somente entre os povos, mas no seio de uma mesma família e separar, pelo menos quanto às convicções, a esposa fiel do esposo incrédulo, o genro cristão do sogro idólatra. A afirmação é verdadeira e o filósofo tem razão: Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma (...).

Falam da tolerância dos primeiros séculos, da tolerância dos Apóstolos. Mas isso não é assim, meus irmãos. Ao contrário, o estabelecimento da religião cristã foi, por excelência, uma obra de intolerância religiosa. No momento da pregação dos apóstolos, quase todo o universo praticava essa tolerância dogmática tão louvada. Como todas as religiões eram igualmente falsas e igualmente desarrazoadas, elas não se guerreavam; como todos os deuses valiam a mesma coisa uns para os outros, eram todos demônios, não eram
exclusivos, eles se toleravam uns aos outros: Satã não está dividido contra si mesmo. O Império Romano, multiplicando suas conquistas, multiplicava seus deuses e o estudo de sua mitologia se complica na mesma proporção que o da sua geografia. O triunfador que subia ao capitólio, fazia marchar diante dele os deuses conquistados com mais orgulho ainda do que arrastava atrás de si os reis vencidos. A mais das vezes, em virtude de um Senatus-Consulto, os ídolos dos bárbaros se confundiam desde então com o domínio da pátria e o olímpio nacional crescia como o Império.

Quando aparece o cristianismo (prestem atenção a isso, meus irmãos, são dados históricos de algum valor com relação ao assunto presente), o cristianismo quando apareceu pela primeira vez, não foi logo repelido subitamente. O paganismo perguntou-se se, ao invés de combater a nova religião, não devia dar-lhe acesso ao seu solo. A Judéia tinha se tornado uma província romana. Roma, acostumada a receber e conciliar todas as religiões, recebeu a princípio, sem maiores dificuldades, o culto saído da Judéia. Um imperador colocou Jesus Cristo assim como Abraão entre as divindades de seu oratório, como viu-se mais tarde um outro César propor prestar-lhe homenagens solenes. Mas a palavra do profeta não tardou a se verificar: as multidões de ídolos que viam, de ordinário sem ciúmes, deuses novos e estrangeiros serem colocados ao lado deles, com a chegada do deus dos cristãos, lançam um grito de terror, e, sacudindo sua tranqüila poeira, abalam-se sobre seus altares ameaçados: ecce Dominus ascendit, et commovebuntur simulacra a facie ejus. Roma estava atenta a esse espetáculo. E logo, quando se percebeu que esse Deus novo era irreconciliável inimigo dos outros deuses; quando viu-se que os cristãos, dos quais se havia admitido o culto, não queriam admitir o culto da nação; em uma palavra, quando constatou-se o espírito intolerante da fé cristã, é aí então que começou a perseguição.

Ouvi como os historiadores do tempo justificam as torturas dos cristãos. Eles não falam mal de sua religião, de seu Deus, de seu Cristo, de suas práticas; só mais tarde é que inventaram calúnias. Eles os censuram somente por não poderem suportar outra religião que não seja a deles. "Eu não tinha dúvidas, diz Plínio o jovem, apesar de seu dogma, que não era preciso punir sua teimosia e sua obstinação inflexível": pervicaciam et inflexibilem obstinationem. "Não são criminosos, diz Tácito, mas são intolerantes, misantropos, inimigos do gênero humano. Há neles uma fé teimosa em seus princípios, e uma fé exclusiva que condena as crenças de todos os povos": apud ipsos fides obstinata, sed adversus omnes alios hostile odium. Os pagãos diziam geralmente dos cristãos o que Celso disse dos judeus, com os quais foram muito tempo confundidos, porque a doutrina cristã tinha nascido na Judéia. "Que esses homens adiram inviolavelmente às suas leis, dizia este sofista, nisto não os censuro; eu só censuro aqueles que abandonam a religião de seus pais para abraçar uma diferente! Mas se os judeus ou os cristãos querem só dar ares de uma sabedoria mais sublime que aquela do resto do mundo, eu diria que não se deve crer que eles sejam mais agradáveis a Deus que os outros".

Assim, meus irmãos, o principal agravo contra os cristãos era a rigidez absoluta do seu símbolo, e, como se dizia, o humor insociável de sua teologia. Se só se tratasse de um Deus a mais, não teria havido reclamações; mas era um Deus incompatível, que expulsava todos os outros: eis porque a perseguição. Assim, o estabelecimento da Igreja foi uma obra de intolerância dogmática. Toda a história da Igreja não é outra que a história dessa intolerância. O que são os mártires? Intolerantes em matéria de fé, que preferem os suplícios a professarem o erro. O que são os símbolos? São fórmulas de intolerância, que determinam o que é preciso crer e que impõem à razão os mistérios necessários. O que é o Papado? Uma instituição de intolerância doutrinal, que pela unidade hierárquica mantém a unidade de fé.
Porque os concílios? Para freiar os desvios de pensamentos, condenar as falsas interpretações do dogma; anatematizar as proposições contrárias à fé.

Nós somos então intolerantes, exclusivos em matéria de doutrina; nós disto fazemos profissão; nós nos orgulhamos da nossa intolerância. Se não o fôssemos, não estaríamos com a verdade, pois que a verdade é uma, e conseqüentemente intolerante. Filha do céu, a religião cristã, descendo sobre a terra, apresentou os títulos de sua origem; ela ofereceu ao exame da razão fatos incontestáveis, e que provam irrefutavelmente sua divindade. Ora, se ela vem de Deus, se Jesus Cristo, seu autor, pode dizer: Eu sou a verdade: Ego sum veritas, é necessário por uma conseqüência inevitável, que a Igreja Cristã conserve incorruptivelmente esta verdade tal qual a recebeu do céu; é necessário que ela repila, que ela exclua tudo o que é contrário a esta verdade, tudo o que possa destruí-la. Recriminar à Igreja Católica sua intolerância dogmática, sua afirmação absoluta em matéria de doutrina é dirigir-lhe uma recriminação muito honrável. É recriminar à sentinela ser muito fiel e muito vigilante, é recriminar à esposa ser muito delicada e exclusiva.

Nós ficamos muitas vezes confusos do que ouvimos dizer sobre todas estas questões até por pessoas de senso. A lógica lhes falta, desde que se trate de religião. É a paixão, é o preconceito que os cega? É um e outro. No fundo, as paixões sabem bem o que elas querem quando procuram abalar os fundamentos da fé, pondo a religião entre as coisas sem consistência. Elas não ignoram que, demolindo o dogma, elas preparam para si uma moral fácil. Diz-se com uma justeza perfeita: é antes o decálogo que o símbolo que as faz incrédulas. Se todas as religiões podem ser postas num mesmo nível, é que elas se equivalem todas; se todas são verdadeiras é porque todas são falsas; se todos os deuses se toleram, é porque não há Deus. E se se pode aí chegar, não sobra mais nenhuma moral incômoda. Quantas consciências estariam tranqüilas, no dia em que a Igreja Católica desse o beijo fraternal a todas as seitas suas rivais!

Jean-Jacques [Rousseau] foi entre nós o apologista e o propagador desse sistema de tolerância religiosa. A invenção não lhe pertence, se bem que ele tenha ido mais longe que o paganismo, que nunca chegou a levar a indiferença a tal ponto. Eis, com um curto comentário, o ponto principal do catecismo genebrino, tornado infelizmente popular: todas as religiões são boas. Isto é, de outra forma, todas as religiões são ruins (...).

A filosofia do século XIX se espalha por mil canais sobre toda a superfície da França. Esta filosofia é chamada eclética, sincrética e, com uma pequena modificação, é também chamada progressiva. Esse belo sistema consiste em dizer que não existe nada falso; que todas as opiniões e todas as religiões podem se conciliadas; que o erro não é possível ao homem, a menos que ele se despoje da humanidade; que todo o erro dos homens consiste em crer possuírem exclusivamente toda a verdade, quando cada um deles só tem um elo e que, da reunião de todos esses elos, deve-se formar a corrente inteira da verdade. Assim, segundo essa inacreditável teoria, não há religiões falsas, mas elas são todas incompletas umas sem as outras. A verdadeira seria a religião do ecletismo sincrético e progressivo, a qual ajuntaria todas as outras, passadas, presentes e futuras: todas as outras, isto é, a religião natural que reconhece um Deus; o ateísmo que não conhece nenhum; o panteísmo que o reconhece em tudo e por tudo; o espiritualismo que crê na alma, e o materialismo que só crê na carne, no sangue e nos humores; as sociedades evangélicas que admitem uma revelação, e o deísmo racionalista que a rejeita; o cristianismo que crê no messias que veio e o judaísmo que o espera ainda; o catolicismo que obedece ao Papa, o protestantismo que olha o Papa como o anti-Cristo. Tudo isto é conciliável. São diferentes aspectos da verdade. Da união desses cultos resultará um culto mais largo, mais vasto, o grande culto verdadeiramente católico, isto é, universal, pois que abrigará todas as outras no seu seio.

Esta doutrina que qualificais de absurda, não é de minha invenção; ela enche milhares de volumes e de publicações recentes; e, sem que seu fundo jamais varie, ela toma todos os dias novas formas sob a caneta e sobre os lábios dos homens entre as mãos dos quais repousam os destinos da França. -- A que ponto de loucura nós então chegamos? -- Nós chegamos ao ponto onde deve logicamente chegar todo aquele que não admite o princípio incontestável que estabelecemos, a saber: que a verdade é uma, e por conseqüência intolerante, exclusiva de toda doutrina que não é a sua. E, para juntar em poucas palavras toda a substância deste meu discurso, eu lhes direi: procurais a verdade sobre a terra? Procurai a Igreja intolerante. Todos os erros podem se fazer concessões mútuas; eles são parentes próximos, pois que tem um pai comum: vos ex patre diabolo estis. A verdade, filha do céu, é a única que não capitula.

Vós, pois, que quereis julgar esta grande causa, tomai para isto a sabedoria de Salomão. Entre essas diferentes sociedades para as quais a verdade é um objeto de litígio, como era aquela criança entre as duas mães, quereis saber a quem adjudicá-la. Pedi que vos dêem uma espada, fingi cortar, e examinai as caras que farão os pretendentes. Haverá vários que se resignarão, que se contentarão da parte que vão ter. Dizei logo: essas não são as mães! Há uma cara, ao contrário, que se recusará a toda composição, que dirá: a verdade me pertence e eu devo conservá-la inteira, eu jamais tolerarei que ela seja diminuída, partida. Dizei: esta aqui é a verdadeira mãe!

Sim, Santa Igreja Católica, vós tendes a verdade, porque vós tendes a unidade, e porque vós sois intolerante, não deixais decompor esta unidade.

A.G. Moreira (Consultor 23/10/2007 - 21:32

1 - A insistência em se mostrar "agnóstico" ou "ateu" ( porque é "chic" ou "supra-sumus" ), é fazer apologia do nada !!!
Porque tanto um quanto o outro não têm passado, são "nada" no presente e não têm futuro !!!

2 -Comparar e/ou acusar os católicos de "fundamentalistas" , é não conhecer a história e demonstrar uma ignorância, plena, acerca do cristianismo !!!

3 - Chamar os católicos ou cristãos de atrasados é, no mínimo, não ter respeito e consideração por seus ancestrais,(pais, avós, etc.) que, com certeza, foram cristãos e muito, provavelmente, católicos !!!

4 - Finalmente, quem deve se "ISOLAR" e/ou continuar andando , são a "minoria absoluta" dos "fundamentalistas ateus", pois os cristãos são a maioria, esmagadora, que subsistiu a coisas muito piores do que os "defensores do nada" !!!

Richard Smith (Consultor 23/10/2007 - 20:30


Queira desculpar-me, mas faltou um trecho do comentário:

7) Para os casos patrimoniais e de direitos disponíveis, já existem os contratos de parceria civil, que dispõem dos direitos e deveres de duas pessoa que decidiram moram juntas e construir patrimonio em comum;

Por derradeiro: sem dúvida que Pompéia foi destruida por um fenômeno natural, mas Sodoma e Gomorra o foram pela direta ação de Deus, como nos relata tradição escriturística imemorial.

Passar bem.

Richard Smith (Consultor 23/10/2007 - 20:26


Caro Dr. Mucury:

Em que pese a sua grosseira e até debochada opinião acerca da Religião Católica (e das demais também) e de todos os que seguem os seus preceitos, creio que o senhor labora em alguns equivocos nos comentários efetuados, senão vejamos:

1) O advento da Família PRECEDE a existência da Sociedade e, principalmente, da sua forma normativa e governativa, o Estado;

2) Sendo assim, sempre foi do máximo interesse social a proteção à Família, coisa da qual inclusive se ocupou o legislador constitucional na Carta de 1988;

3) a homossexualidade, justamente pela impossibilidade da geração de filhos exclui-se, tanto da noção de família "strictu senso" como também do interesse social;

4) Independentemente de credo religioso, a homossexualidade constitui-se de uma ANORMALIDADE natural e de uma conduta eminentemente imoral, além de figurar, até meados da década de 60, como uma PARAFILIA, ou seja, um desvio sexual, de natureza neurótica, pela Classificação Internacional de Doenças, o CID, de onde foi removido pelos "libertários" de esquerda;

5) Quando se tenta IMPOR à Socieade um comportamento errôneo e moralmente desrregrado como uma coisa sã e normal, se está cometendo um abuso e é disso que tratamos aqui;

6) É óbvio que por Deus foi dado a todo o Ser Humano o livre-arbítrio, a capacidade de fazer opções pelo bem ou pelo mal, de contruir ou de destruir. Só que todas as nossa opções resultam em conseqüencias. Dessa forma, se o indivíduo quiser manter relacionamento homossexual com outra pessoa, no recesso da sua vida privada, é um PROBLEMA seu. Mas tentar IMPOR o seu comportamento à revelia do senso da maioria das pessoas, aí já é um outros caso bem diferente, não acha?

7) Para os casos patrimoniais e de direitos disponívei,

Richard Smith (Consultor 23/10/2007 - 20:02



Caro Futuka:

"Com os pés no chão"...e as mãos também, parece.

Arre.

Vitor M. (Advogado Associado a Escritório 23/10/2007 - 19:53

Não quero impor nada, muito pelo contrário, só não concordo que alguém, quem quer que seja, imponha seus ideais, modernos ou tacanhos, tanto faz, a outros. Afirmativas generalistas, preconceituosas e atrasadas não trazem qualquer benefício. O homens-bomba também seguem preceitos milenares e tradicionais e nem por isso concordo com suas atitudes. tradicionalismo não é jusitificativa para tratamento rpeconceituoso. Acho que aqueles que não conseguem se adaptar à diversidade inerente à modernidade deviam se isolar, como os Hemish, nos EUA, que vivem reclusos em seu atraso. Querem viver sobre preceitos atrasados isolem-se, só não venham querer impor sua visão atrasada com ataques injustificados aos que lhes são diferentes.

A.G. Moreira (Consultor 23/10/2007 - 19:36

Ninguém pode discutir o que não conhece !!!

Ninguém pode falar do que não sabe !!!

Ninguém pode querer impor a sua (moderna,recente e Conveniente ) incredulidade, aos que, ( seguindo a tradição e cultura milenares ), seguem preceitos, princípios e normas de vida , embasados na história e tradição do homem !!!

De vez em quando, aparecem "autóctenes", que garantem que não tem origem de ninguém !!!





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