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Exército ainda não reconheceu que Ditadura foi anomalia

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Botelho Pinto, o Chato (Outros 14/08/2008 - 19:47

Desespero é ler um comentário como esse abaixo e saber que vem de um estudante de Direito. Nosso futuro é desolador.

Veja um título alternativo bem melhor do que "Exército ainda não reconheceu que Ditadura foi anomalia":

"GUERRILHA ainda não reconheceu que reação à ditadura foi anomalia, e que o remédio foi pior do que a doença".

Ao tentar encontrar formas de justificar (ou transformar em "crime político") seqüestros (como o que Dilma praticou), assassinatos, tortura, roubo a banco e outros delitos, os defensores e simpatizantes de textos esdrúxulos como esse estão também, indiretamente, "legitimando" os erros dos militares.

A verdade é que não havia santos àquela época, e um bom texto sobre o assunto é este: http://www.conjur.com.br/static/text/32493,1

Chama-se Os arquivos da ditadura e conta como até o MP entrou na dança quando se achava que "valia a pena".

É um artigo que merece respeito, ao contrário deste lixo escrito por um simpatizante de guerrilheiro.

Thales (Estudante de Direito 17/09/2007 - 20:05

Estou profundamente triste ao ler certos comentários. Tragicamente surpreendente o fato de homens e mulheres - supostamente - esclarecidos cometerem tamanho desrespeito à História e aos fundamentos da Democracia. Será que nunca leram um Bobbio, um Rawls, uma Arendt da vida? Será que nunca questionaram a mentira que é o nome "Revolução" de 64? Será que nunca criticaram a ideologia reacionária introduzida em suas cabeças pelos veículos de mídia? Será que nunca perceberam que os tantos movimentos - taxativamente chamados de - "baderneiros" eram e são na verdade lutas de pessoas pelo seu direito a ter uma vida melhor? Que eram e são reflexo do sistema perverso em que vivemos? Quantos de vocês que acreditam ser o golpe uma "Revolução" têm realmente uma idéia do que é socialismo? Não, eu não sou socialista. Mas procuro ler, entender e absorver as idéias que indubitavelmente são benéficas dessa teoria socio-política-econômica. Às vezes perco a esperança de viver num país melhor, vendo tantos operadores - no caso de vocês a melhor palavra seria operários - do Direito dizendo tantas asneiras. Continuem lendo "Da Revolução à Democracia" de Reale, por exemplo, e achando que nossos generais foram gentis, éticos, cívicos e compromissados com a Democracia. Viver uma ilusão dói menos que repensar o passado e suas próprias idéias.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 07/09/2007 - 13:31

O que sempre me causou estranheza, já que gosto muito de história, é que sempre se fala no golpe, na ditadura, na tortura (algo muito torpe por sinal). Mas uma pergunta que ñ quer calar, por que esta ditadura existiu?
em cima deste desconhecimento, passei a ler jornais da época, livros e artigos. Descobri que os as vítimas da força da ditadura queriam implantar no Brasil, algo semelhante ao que existia na Rússia e que ainda existe em Cuba, uma ditadura voltada para o comunismo. Assim, se ñ tivesse acontecido esta ditadura militar, muito provavelmente teríamos tido uma ditadura bem mais bruta. É só lembrar o que aconteceu na União Soviética e em Cuba, onde milhões de pessoas foram mortas de forma tão covarde quanto a ditadura dos militares no Brasil.

Tadu (Auditor Fiscal 05/09/2007 - 20:56

“Para que haja uma verdadeira reconciliação nacional, não a imposição da paz dos vencedores sobre os vencidos, é imperativo que as Forças Armadas brasileiras reconheça que o período 1964/1985 não passou de uma anomalia, assim como o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália”.
Nunca vi, nos meus 64 anos de vida, uma assertiva tão imbecil. Nazismo temos hoje em dia, quando a exterminação de uma geração futura salta aos olhos de todos, retratado numa política desumana e populista como esta do bolsa família, sem normas, regras ou diretrizes. Forma enrustida de compra de votos, este “programa” corrompe, vicia e humilha o cidadão e tolhe o desenvolvimento nacional, e esse demagogo hitleriano descarada e inconseqüentemente e na ânsia de poder e de não perde-lo, não dá bolas às conseqüências funestas que esta demagogia representa. Isto é que é nazismo, fascismo e genocídio.
A Contra Revolução de 1964 foi um movimento de Remição da Vergonha e Soberania Nacionais.SMJ

Geguima (Outros 05/09/2007 - 20:44

errata: legar e não levar.
exceção, e não excessão.
Com escusas.

Geguima (Outros 05/09/2007 - 20:42

Landzeimer, Maffei, e demais apologistas sincronizados com o objetivo de que necessitamos, urgentemente, não mais de um golpe de Estado, mas de uma revolução real e verdadeira para extirpar de vez com os canalhas que tentam se perpetuar no poder. Diria que não se pode dar credibilidade a mentes insanas, lavadas pela esquerda ditatorial a exemplo do Sr. Celso, que se diz jornalista. Jornalista é quele que tem ética, principalmente a exemplo dos advogados de se colocarem as virtudes isentas de seus preconceitos em benefício de sua pátria. Lembrem-se senhores, que "ser bom não é fazer a vontade alheia; é ser justo!
O momento é de justiça em benefício de nossos filhos e netos. Não podemos permanecer nas trevas e levar a eles a vergonha do passado (nosso presente).
Não tivemos governo ditadorial, e, sim, de excessão. E o que temos hoje, esmagando o povo pela fome e pela miséria do saber, é uma tortura sem precedentes e que perdurará pelo menos por mais uma geração. E não são "somente" 349... São milhares. São 50 milhões de miseráveis!
Infelizmente não se fazem fardamentos verde-oliva como dantes!
O comandante supremo Nelson Jobim assumiu! Continência ao Ministro, senhor supremo que se encanta com o Poder. Próximo Presidente na linha da continuidade.

Landel (Outro 05/09/2007 - 09:46

Há coisa de um ano, postei meu comentário sobre uma discussão semelhante aqui neste espaço. Com poucas alterações, a opinião continua a mesma. Porém já é mais do que uma certeza própria e silenciosa que a solução para esses problemas sociais e políticos do Brasil de hoje será pela força. Nosso país já não tem mais possibilidades de solução pacífica de suas contradições. Desde quando assumiram o governo em 1985, as lideranças civis, supostamente progressistas, revelaram-se ao longo desse período mais retrógradas, mais conservadoras e mais bárbaras do que as chamadas oligarquias entreguistas e imperialistas que diziam combater no período do regime militar. Na verdade esses auto-proclamados guerrilheiros da liberdade eram apenas oligarcas, entreguistas e imperialistas que tinham ficado do lado errado do cenário social e pior ainda, por conseqüência, fora da mesa do banquete político. Só lutaram em alguns anos porque era uma cartada de pôquer, do tipo tudo ou nada, a única que tinham nas mãos. Poderia dar certo, poderiam assumir o poder. Não deu certo, mas no fim, acabaram ganhando polpudas indenizações vitalícias. Com leis que eles mesmos votaram. Afinal, não perderam todas as fichas.

Uma ressalva positiva aos militares: como admitiram depois em depoimentos, memórias e entrevistas a historiadores, vendo tudo pela ótica da segurança, cometeram erros e acima de tudo, perceberam depois que haviam sido a guarda armada das lideranças de direita daqueles tempos, que hoje falam em cidadania e direitos para o povo, dando tapinhas nas costas dos antigos adversários esquerdistas, que retribuem com cargos no governo que hoje comandam, tudo em nome da governabilidade. Entenda-se governabilidade como alicerce financeiro e político para o partido a que pertencem, às custas do povo que diziam defender em sua luta armada, o mesmo povo que em seu governo morre diariamente na porta dos hospitais públicos, fica sem escolas, sem segurança jurídica, entregue a uma violência crescente e sem esperanças. Os que estão hoje nas tribunas falando em honra, coragem e lealdade eram os mesmos que na época dos militares denunciavam para os serviços de repressão militar, de forma anônima, os companheiros de ideologia porém de movimentos diferentes, para verem seus rivais políticos eliminados. Os mesmos, que uma vez capturados pelos militares, aceitavam trabalhar para eles nas redações dos jornais assim que eram presos, os chamados "cachorrinhos".

E foram esses, que em bem sucedido movimento de oportunismo histórico se tornaram políticos, eleitos sob a promessa de novos tempos e também os mesmos que prosseguiram no dia a dia das redações, vistos sob a ótica de "perseguidos". Tanto o foram que na oportunidade de tudo esclarecer e tudo mostrar em recente concordância de abertura dos arquivos da repressão, preferiram sepultá-lo sob as mais variadas notícias, do esporte até a política ordinária. Tudo o que servisse para desviar a atenção e esquecer. Pois ícones da política nacional iriam ser desmascarados de forma humilhante. Coincidência ou não, todos os "perseguidos" foram se tornando silenciosos a respeito dessa abertura, Abertura política sim, abertura dos arquivos...não! Nunca, jamais, só citações aqui e ali, esperando o tempo passar. Nem mesmo os familiares dos que morreram nessa época conseguem saber o que há nesses arquivos. Há a pura e simples verdade: todos os que hoje se pintam de perseguidos políticos foram na verdade mercenários políticos e uma vez presos, negociaram da melhor forma possível seus ideais. Ou não é de intrigar que políticos e jornalistas que dizem tudo saber, sobre esse assunto nada falam nas tribunas nem escrevem livros sobre isso? Só escrevem livros como esse último, “Direito à Verdade e à Memória” como mais um passo para uma nova rodada de gordas indenizações. Para os amigos do poder, é claro.

E foi essa gente que assumindo o poder em 1985 criou as diretrizes do atual sistema político em que vivemos. Uma vez que agora existia a liberdade de ler, saber e conhecer, uma nova forma de censura foi erigida por eles: a destruição sistemática da capacidade de entender o que se podia ler, através de um sistema educacional tão falido que formou nesses 22 anos, cidadãos incapazes de conhecimento, crítica e exigência social e política, que não fosse o mero ato de votar mecanicamente. A disseminação da ignorância entre a população lhes deu enormes vantagens. Sem dúvida, isso se tornou o alicerce onde foi erigido o atual edifício político brasileiro. E onde pretendem mantê-lo, mas os recentes acontecimentos já mostram que isto será impossível.

Na forma mais acentuada de ignorância temos os políticos, ignorantes da ética e da decência a fazerem leis, que já vem assim contaminadas com esse seu modo de agir. Uma contaminação voluntária e premeditada, pois que essa lhes é lucrativa, em termos de oportunismo social e financeiro, pela leis que criam, que apenas garantem e afirmam privilégios obscenos contra a população, que ignorante de tudo, a tudo aceita passivamente. Quando não aceita é reprimida no melhor estilo dos anos de chumbo, como gostam de falar, por aqueles que foram os coitadinhos dos perseguidos políticos, que hoje controlam o sistema de repressão policial. E o fazem contra pessoas desesperadas pela situação social, enquanto usufruem de milionárias indenizações vitalícias. Que melhor forma pode existir de roubar uma pessoa que esteja na rua? Uma que esteja desperta e atenta ou uma que esteja embriagada e inconsciente? Assim, promulgando diretrizes educacionais que reduziram a população a um estado de inanição e imobilidade intelectual, conseguem mais facilmente saqueá-la. São verdadeiras hienas.

De outro lado temos os jornalistas, que com poucas e honrosas exceções, disseminam entre a população que ainda sabe ler, as idéias mais absurdas sobre as noções de ideais pessoais, políticos e governamentais. Não por acaso entre esses jornalistas existe um bom grupo de aquinhoados com milionárias indenizações, analisadas, julgadas e promulgadas sob o mais absoluto segredo com que o governo militar julgava seus oponentes. Mas nesse caso é um governo erigido por esses tipos que julga as recompensas devidas a seus amigos, pelos serviços prestados na disseminação da ignorância, até mesmo entre os que ainda sabem ler. Tornaram-se verdadeiros abutres, por vontade própria. Tem seu lugar garantido num livro como o de George Orwel, "A Revolução dos Bichos", que sempre brandiram por aí.

Tudo isso, ao longo desses anos resultou no aumento da massa de ignorantes desesperados, perdidos, sem alternativas e que caíram no crime. E que por fim decidiram se organizar. Olhando a História recente em retrospecto, vemos que eles apenas copiaram seus criadores, citados acima.

Esqueçam as alternativas jurídicas que poderiam começar a reverter a situação. O meio jurídico está preocupado demais com seus privilégios. E acima de tudo em não só mantê-los como também aumentá-los. Querer segurança jurídica nessa situação é o mesmo que uma esperança perdida. Esqueçam a política que poderia colocar os bandidos disfarçados de políticos em seu devido lugar. Só se preocupam em conchavos para tramar a absolvição dos colegas de roubo. Pensar que agirão com coragem e honestidade é absurdo. Esqueçam os jornais que poderiam trazer novas idéias em lugar das mesmices escandalosas de sempre, onde se aponta um escândalo para ocultar outro, da mesma forma que os "cachorrinhos" entregavam uns amigos para se salvarem na época da repressão. Os órgãos de imprensa de hoje se submetem de bom grado à censura de bilionárias empresas estrangeiras de comunicação que compraram seu controle acionário Não esperem imparcialidade deles.

Tem razão os militares ao não comparecerem à apresentação de um livro que os denigre e só conta um lado da História. Com isso, no ato, deram uma resposta à caricatura de ministro da Defesa, Nelson Jobim, que disse que não haveria reação ao livro e que quem reagisse teria resposta. Houve reação sim, quando os generais comandantes não responderam ao convite, não foram à solenidade e não disseram porque não foram. E esse ministro não ordenou que viessem, nem que fossem trazidos então ao evento. Limitou-se, calado, tão somente a reconhecer o poder explícito da união das Forças Armadas nesse protesto, poder esse que foi mostrado também à sociedade civil, que hoje clama pela proteção de que precisa, já que os três poderes constituídos tornaram-se poderes prostituídos e ela não tem mais a quem recorrer em sua defesa.

Tem razão os militares quando fazem uma nota de repúdio contra esse livro como o fizeram no dia 31 de agosto. E acredito que escolheram justo esse dia como uma mensagem velada, a relembrar por essa data o significado do dia 31 na nossa história política. Já são cada vez maiores os reclamos por uma intervenção militar no atual cenário social no qual a população brasileira sobrevive a duras penas, submetida a um poder legislativo apodrecido de corrupção, sofrendo sob o arbítrio de um poder judiciário que só dá direitos a ele mesmo, sob as vistas de um executivo que a tudo assiste conivente, em nome da governabilidade, que lhe é vantajosa.


Já é chegado o tempo para que os militares, sem receios, manifestem abertamente sua constatação de que a nação brasileira tem que ser protegida, pois não vai sobreviver muito tempo mais sob os ataques dessa pirataria política e judiciária que sofre hoje. É só o que a população espera, um claro sinal de suas opiniões, de forma inequívoca, para aí sim os apoiarem sem ressalvas.

Como brasileiros, vivemos ao longo desse último período, esperanças frustradas e fomos completamente iludidos pelas chamadas oligarquias políticas, que se dividem em direita e esquerda, mas no fundo sempre foram isso: oligarquias. Falharam essas lideranças civis ao longo desses 22 anos. E falharam na condução de uma diretriz política decente porque isso lhes foi lucrativo. Falhou o sistema judiciário ao se cobrir de privilégios obscenos, chamando de prerrogativas tudo o que lhe dava comodidades e vantagens. Falhou ao longo desse tempo todo o poder executivo porque tudo isso que acontecia lhe era conveniente.

Há um momento na vida de uma nação em que de tão desprotegida e saqueada pelos poderes que deveriam protegê-la, ela só tem um poder a quem recorrer e que também, mais do que os outros, vive em seu meio e faz parte dela: o poder militar.

Landel
http://vellker.blog.terra.com.br

dinarte (Empresarial 05/09/2007 - 00:29

A ditadura no Brasil foi imposta a partir da politica externa norte americana.
Ou alguem ainda acredita que as diversas ditaduras, impostas na mesma época, em diversos paises da america latina, tinha a finalidade de extirpar "comunistas" do poder, ou se inseria claramente no jogo de poder mundial, aonde os Estados Unidos pilotaram e souberam ganhar a guerra fria?
Parte do exercito brasileiro mostra que continua com seus sonhos de poder, num mundo aonde a democracia tem garantido, sim, a melhora constante da cidadania, massacrada pelos militares nas suas diversas ditaduras.
Quanto tempo ainda teremos de aguentar essa cabeça antidemocratica de militares saudosos do tempo em que decidiam quem era comunista (Jose Serra, Fernando Henrique, Caetano Veloso... parece piada).
Até Geisel reconheceu que ou abria o pais a democracia, ou nao sairiamos do mundo de corrupcao que foi implantado no Brasil. Nem o Alemao conseguia segurar a coisa em niveis aceitaveis.
Ministros da ditadura, sendo acusados de contrabando na Grande Corte americana.
Desse vexame ao memos ja nos livramos.
Esta na hora de os homens que tenham algum valor no exercito, e os ha, que comecem a se impor, deixando esses debiloides fardados no seu devido lugar. Sabemos que não há unanimidade nessa maneira de pensar dos militares.
Estao com a palavra, os soldados de Caxias, contra os soldados do golpe militar, que condenou o Brasil ao vexame de curtir mais uma ditadura.

silvão (Ambiental 04/09/2007 - 20:27

PARA: CELSO JORNALISTA.Me admiro muito, uma pessoa do seu naipe, falar tantas besteiras, você está lendo demais os livros desses comunistas de merda, Você acha que mudou algumas coisa? veja ao seu redor, que verás que agora é que as coisas estão do jeito que o diabo gosta, ou você acha que nosso Brasil está uma maravilha? Vai andar pelas ruas das nossas grandes cidades, seja durante o dia ou a noite, faça isso que você vai levar bala nessa sua cara de besta.
Acorda jornalista, a droga está correndo solta por todo os lados, os roubos e furtos estão acontecendo a luz do dia, estamos presos em nossas casas, é bala perdida achando inocênte todos dia, é a globo exibindo suas novelas pornô, as 19:00 horas, é nossas crianças na rua usando drogas, as nossas favelas crescendo a cada dia, é isso que você chama de democracia? Não sou do período da ditadura, mas não sou burro, não sou jornalista, sou realista. Procure ver o outro lado da história, não apenas um lado, se você mesmo diz que o exercíto emporcalhou a farda com sangue, então você mesmo está afirmando que os sangue que sujaram as fardas eram de porcos? deixo a resposta para você mesmo responder.

Celso (Jornalista 04/09/2007 - 16:23

Como articulista, tenho meu próprio espaço. Então, jamais questiono opiniões dos leitores, respeitando o direito de dizerem o que quiserem nos espaços a eles destinados.

No entanto, houve quem colocasse aqui em dúvida a minha condição de jornalista. Aí, sim, cabe esclarecer que:
* fui militante secundarista a partir de 1967, quando tinha 16 anos;
* ingressei na VPR, um grupo de resistência armada à ditadura militar, em 1969;
* fui preso um ano depois e barbaramente torturado, como era de praxe, nos 75 dias em que me mantiveram incomunicável (nem a lei draconiana de então facultava tanto);
* libertado em 1971, iniciei em 1973 a carreira jornalística que mantenho até agora, tendo trabalhado na Agência Estado, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Bandeirantes AM, imprensa do Palácio dos Bandeirantes, revistas de cinema e de música e várias agências de comunicação empresarial.

Estou filiado ao Sindicato dos Jornalistas de SP desde 1982 e sou conselheiro-titular de Jornalismo da Associação dos Ex-Alunos da ECA/USP.

Hoje, além de colaborar com uma dezena de sites-jornais e ser publicado eventualmente por outros tantos, faço palestras sobre os "anos de chumbo" em faculdades e sou autor do livro "Náufrago da Utopia", tido pelos historiadores como uma das referências sobre esse período.

Considero plenamente justificada a opção que fiz no passado, de pegar em armas contra uma ditadura, mas tenho alertado aos jovens que seria uma total insensatez fazer o mesmo contra uma democracia, hoje.

Neste sentido, não me vejo mais como o guerrilheiro que fui, com muita honra, em 1969/70, embora continue empenhado na construção de uma sociedade mais solidária e justa. E, creio, tenho todo direito de apresentar-me como jornalista.

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