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Caro Dr. Luiz Garcia:
Antes dos comentarios, certamente seria necessario que as pessoas nao fossem sordidas e execraveis (literalmente falando).
Os epitetos que aplico a determinado comentador sao todos VERDADEIROS e foram arduamente "conquistados" pelo personagem em questao, como bem o sabem os que acompanham os meus modestos comentarios neste democratico espaco (desculpe-me a falta de acentos, mas escrevo de fora do Pais em teclado "alienigena").
Passar bem, amigo.
Amigo Luiz Garcia,
Procurei, mas não encontrei nenhum comentário diretamente desairoso à pessoa do Dr. Direito. Ocorre que ele, como a maioria do povo brasileiro, tem na metafísica romana seu norte final, e isso, per si, modifica seu rumo natural; por conseqüência, suas decisões.
Uma sugestão: abra qualquer obra de Hans Kelsen depois que ele execrou sua própria Teoria Pura. Verá como o sentido religioso faz, desde os gregos, a rota das ovelhinhas a serem tosqueadas, ao gáudio dos ladinos pastores.
Aqui, certos comentários ofensivos a comentarista são sórdidos e execráveis.
De outra parte, a fé e o direito não são antitéticos, com certeza sempre são oponíveis a falta de ética, no pensar, e pior, no agir.
Assim como existem magistrados e outros homens públicos vinculados à maçonaria e a seitas, confrarias budistas, islamitas etc, niguém pode, sincera e honestamente, objetar que o novo ministro do STF seja católico, salvo se for sectário e, mais odiosamente, adepto de idéias discriminatórias, ateísta demente e militante terrorista.
Desculpem-me, mas todos os que possuem fé são inoculados pelo vírus platônico. Muito antes de crer, mister é conhecer.
E complementando:
A única "minoria" efetivamente discriminada e sem quaisquer defensores é a do branco, católico, heterossexual e classe média!
Vocês já repararam?
"Peraí", amigo Diegodlsantos, por acaso você está falando do "fessô" PeTralha, fujão, borra-cuecas, mistificador, anti-clerical, mentiroso, abortista, escroto e infantil. (essas duas últimas qualificações ainda são novas,
devidamente conquistadas pela recusa do "fessô" em pedir-me desculpas por envolver a pessoa de minha mãe nas suas boquirrotices)?!
Não se importe com ele, amigo.
Um abraço.
Acho que a FSP perdeu uma ótima oportunidade de perguntar coisas relevantes ao novo ministro. fazer perguntas simplórias como "O sr. é conservador?" ou sobre a fé do ministro (como se este não tivesse a faculdade de expressar a fé que quiser), parece apenas engrossar o caldo da patrulha "politicamente correta" que vê na diversidade de pensamento uma ameaça ou uma manifestação da Opus Dei.
A Opus Dei está definitivamente comemorando.
Roland Feisler tem razão. Respeito o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, embora nem sempre concorde com seus julgamentos. Até possuo um livro escrito por ele, aliás, excelente obra sobre o mandado de segurança. Mas isso de dizer que não permite ser influenciado por sua fé não convence. A fé, quanto mais fervorosa, mais influência exerce no espírito da pessoa. E não sou eu que digo. É o testemunho da História que faz tal afirmação. Quando o homem não tem mais em que se apegar, agarra-se à fé para justificar suas ações, seus juízos. A força que exerce a fé é tão grande que chega a despojar a razão da lógica que lhe serve como o único e melhor instrumento até hoje concebido, já o dizia ninguém menos do que Baltazar Gracián, que era padre e filósofo no séc. XVII. E me preocupa sobremodo a dívida de gratidão do Ministro para com o Presidente, já deixada entrever na opinião manifestada na notícia. Dizer do Presidente os predicados que lhe dirigiu significa no mínimo desconhecer ou fingir desconhecer a história recente do país. Roland Freisler, por isso estou conteste: aí é que mora o perigo.
É ai que mora o perigo:
"Folha — Como foi sua conversa com o presidente?
Direito — Extremamente cordial, com um homem extremamente digno, correto, que me deu uma grande honra ao me indicar para o STF. Nós rimos bastante. Estavam lá os ministros Jobim e Tarso Genro."
É preciso acabar urgentemente com esse negócio do presidente da República nomear ministros para o STF.
