Total: 5 Comentários

Dino defende entrosamento entre PF e MP

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Francisco Lobo da Costa Ruiz (Criminal 16/11/2006 - 11:04

A culpa é do motorista da Kombi que transporta os inquérios policiais de lá para cá. Ou será do carimbador?

DPF Adriano (Delegado de Polícia Federal 15/11/2006 - 15:05

O texto que segue nao contem acentuacao grafica pois e digitado com teclado que nao os reconhece.

Na minha carreira policial, enquanto presidente de persecutorios criminais preparatorios da acao penal, so vi uma unica vez um membro do MPF interessado no desenrolar de um IPL (Inquerito Policial).

E isso so se deu pois o tal IPL investigava altos funcionarios federais e dizia respeito a materia politicamente correta com alto potencial midiatico (Protecao ao meio ambiente e Combate a corrupcao).

Tal investigacao acabou contribuindo, a posteriori, para o desencadeamento da Operacao Curupira I, com a prisao cautelar de varios investigados.

Soube ainda que depois o tal membro do MPF, sem informar a Autoridade Policial que presidia as investiagacoes, requereu e conseguiu a prisao temporaria de cidadaos que as investigacoes nao apontavam, como suspeitos de coisa alguma.

Tal fato grave acabou por macular todo o trabalho prospectivo da prova criminal, maculando o desenrolar da persecucao criminal e colocando em cheque a pertinencia das demais prisoes.

Vale registrar que a parte que me tocou tais investigacoes durou um ano. Desse uma ano o IPL permaneu 9 meses nas prateleiras da Justica Federal ou do MPF. Lembro que cheguei a REPRESENTAR a Autoridade Judicial para ter os autos baixados para fins de instrucao dos mesmos. Lembro ainda que tive que viajar ao extremo Noroeste do Mato Grosso, para a regiao de Juina e Aripuana, para realizar diligencias investigativas, somente com copia dos documentos dos autos, pois os mesmos estavam necessitando de um HC (a liberdade ambulatoria do IPL era cerceada pela burocracia cartoraria do MPF e da JF)...

Assim, a ANPR ou se faz de cega ou nao quer enxergar!

Os “paquidermes” da persecucao criminal devem ser procurados em outro lugar que nao na Delegacia de Policia Federal, onde a investigacao criminal e a sua razao de ser.

Quem sabe nos gabinetes do MPF, longe do partejamento das provas, com observacao telescopica da fase mais relevante da angariacao probatoria, os tais “paquidermes” podem ser encontrados!!

Por conseguinte, se a ANPR quer promover uma discussao seria sobre a participacao do MPF na fase da persecutio criminis extra juditio conclame os seus colegas a tao somente cumprir o seu papel Constitucional em sede de IPL.

Dessa forma, com observancia da Lex Excelsa e da legislacao vigente, o MPF otimizara a sua atuacao na persecucao criminal.

Assim ano sendo, vale dizer, com o MPF se aventuranbdo naquilo que nao tem vocacao, nao tem preparo tecnico, nao possui estrutura tecnica (INVESTIGACAO CRIMINAL) os 15 dias (com indiciado solto)para a apresentacao da denuncia em prol da inauguracao do feito criminal em juizo nunca serao suficientes.

E as desculpas paquidermicas sempre virao a tona.

P.S. O texto supra nao contem acentuacao grafica pois foi digitado com teclado que nao os reconhece.

Fantomas (Criminal 15/11/2006 - 13:08

Cada macaco no seu galho.
O MP (Cavaleiros Jedi) querem usurpar as funções da Policia Judiciaria a qualquer custo.
Querem investigar somente o que dá Ibope, saindo na mídia como os incorruptiveis com seus arquinhos nos cabelos (Caso Daslu).
Andam até inventando uma policia propria, ou utilizando a Policia Rodoviaria para interceptar telefones.
O que que é isto? Colaborem com a Policia em vez de tramar contra.
Agora se querem investigar, tudo bem, investiguem tambem os casinhos, tipo: cachorro mordeu o vizinho, mulher toma porrada do marido, roubos de galináceos etc etc. Tenham dó!!!

Célio Jacinto dos Santos (Delegado de Polícia Federal 15/11/2006 - 10:08

Alto lá!! A ANPR transferiu a culpa para a polícia e o inquérito policial. Os levantamentos do O GLOBO se refere a pouca eficácia ao trabalho que sucede a investigação policial federal.

Fica reforçado, na nota da ANPR, que os procuradores preferem investigar ao invés de instruir e produzir provas sob o manto do contraditório e da ampla defesa, prestigiam a prova inquisitorial.

O GLOBO apurou que o MPF, apesar de ter 15 dias para denunciar, permanece por anos com o inquérito, tal qual paquiderme.

A articulação funcional é fundamental, mas cada um na sua, sem usurpação de funções.

olhovivo (Outros 14/11/2006 - 17:00

As causas da alegada "impunidade" dessas operações espetaculares estão em si mesmas. Basta notar a seqüência com que ocorre a "investigação" lugar-comum: 1. interceptações infindáveis, sem qualquer outro meio investigativo concomitante; 2. pedido de prisões temporárias e buscas (para negociar confissões, delações premiadas e, somente aí, conseguir provas); 3. análise de computadores e materiais apreendidos. Se não conseguem delações e nenhum documento contra um ou vários dos presos, sobra apenas o rótulo retumbante à lá operação vampiro, chupa-cabra ou seja lá o que for. No final, fica na memória global a imagem da operação (pessoas algemadas, computadores apreendidos etc.), e a sensação de "impunidade". Esse clichê já cansou.

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