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Queiram me desculpar. Troquei os nomes e acabei enfiando o Dr. Rômulo indevidamente neste comentário.
Meu amigo Rodrigo:
Mas que Aristóteles?!
O Aristóteles que o Dr. Rômulo conhece deve ser aquele gato do antigo desenho animado.
Dante chamou Aristóteles de "o mestre de todos os que sabem"
Sobre ele falou o tremebundo Hegel "Se a filosofia fosse levada a sério, os seus cultores não teriam melhor tarefa do que dar lições sobre Aristóteles".
Aristóteles, Aristóteles...
Para que se preocupar com o homem que explicou o Universo! O maior cultor da lógica e do bom senso.
Basta o "achismo".
Um abração pela lembrança.
Permissa maxima venia, mas falar-se em discernimento para eleger político do tipo que conhecemos no Brasil, seja de adolescentes ou adultos... Acho que não é por esse caminho que chegaremos a uma solução satisfatória.
Nossa... aristóteles ficaria horrorizado com a exigência de concatenação entre os termos anunciados. Nas premissas existentes no texto, sobraram apenas as menores e os termos fracos... Vale-me Deus...
Não em mais, mas qual outro governo estadual, além de SP, investiu RECURSOS
PRÓPRIOS na construção de presídios? Não é necessário: a bandidagem vem pra cá...
O governo federal – se pouco se fez pelo país, além de discursos – em relação a SP, podemos debitar à ausência de senadores que defendessem interesses paulistas, conforme disposto no pacto federativo. E um pretende suceder ao “picolézinho” e outro se reeleger! Distribuição de renda não é problema pois o “Bolsa Família” e respectivo ciclo econômico virtuoso é a solução de curto prazo. Muito menos se o governo federal gasta dez vezes mais com juros do que com educação – isso, com os fatores econômicos sólidos, como nunca na história desse país, explicando por que o tropeço do “picolézinho” nas pesquisas eleitorais fez o risco-país cair a seu nível mais baixo na história desse país.
Desinformação é uma constante praticada por melitantes: é só consultar, em qualquer biblioteca, os jornais editados antes do período eleitoral e verificar a ação da criminalidade (PCC inclusive) em outros Estados, independentemente da filiação partidária do respectivo governador.
Contrapondo a insólido comentário, verificamos que nos Estados brasileiros, em que a pústula exposta da prostituição infantil prospera, não existem problemas similares aos da FEBEM, atribuídos única e maldosamente ao “picolézinho” – entenda-se!
Certo que o Brasil cresce economicamente menos que os outros países, mas cresce com qualidade (qual?) então podemos reduzir um dos fatores do aumento do crime: a impunidade. Isso, INCLUSIVE, com a redução da maioridade penal – conforme práticas utilizadas nos demais países que adotam políticas de proteção ao adolescente, preconizadas pela ONU.
Meu caro Professor Armando:
Inicialmente, caro professor, queira me desculpar, mas acho que o senhor se enganou, eu não sou um homem de INDIRETAS, mas sim de DIRETAS.
Em segundo lugar, professor: valores, com efeito eu os tenho e os defendo com vigor.
No mais, as minhas eventuais críticas são sim dirigidas às idéias e opiniões expostas neste espaço. Porém, as idéias são os homens, o senhor não acha?
O senhor mesmo classifica as minhas como verborrágicas, idiossincráticas ou, nem mesmo como idéias (sic).
No mais, mesmo não sendo candidato a nada e nem ganahndo um centavo por palavra escrita, considero que, no contexto de um debate, ainda que acerbo, haja sim, efetivamente a intenção de preponderação e de convencimento, senão para que expor o pensamento? Para se alinhar à corrente, melhor dizendo à "pororoca" do "politicamente correto"?
Não estivessemos passando por uma situação NUNCA VISTA neste País, situação REAL - a qual, por sua vez é uma mera agudização de uma situação que já assim se prenunciava há anos - e eu não estaria perdendo nem o meu tempo e nem o seu, tentando embriagá-lo com os meus "porres", tenha a certeza.
Jamais para discutir muzzarella x calabreza e nem Palmeiras x Corinthians.
Ou o senhor não acha a situação por demais dramática e sem NENHUM índicio de reversão, senão de piora gradativa?!
Quanto à carta de um professor "de verdade", não pretendi ofendê-lo, mas creio sinceramente que da sua leitura podemos tirar inevitáveis e interessantes paralelos com a situação atual.
Com atenção e consideração.
Mr. Richard Smith, peço-lhe que dirija sua verborragia apenas para suas idéias (sic), escusando-se de indiretas. Discuta idéias sem querer impos seus juízos de valores, ainda que possam ser respeitáveis. Vamos manter o nível elevado neste espaço democrático, sem querer impor regras, opiniões, idiossincrasias e, se possível, sendo econômico, para que outros mais possam opinar. Sua carta do "verdadeiro" professor foi um porre. Continue expondo suas idéias, pois quem sabe acaba conseguindo algum adepto?
Meu caro amigo Comentarista:
Primeiramente, acolho o seu abraço e, sinceramente, retribuo.
Depois, não tenho e nem tive, a intenção de chamá-lo de covarde, epíteto que considero muito sério e ofensivo.
Apenas procurei fazer notar que o que digo, digo às claras, mesmo correndo o risco de parecer um "pentelho", tentando criticar, pontualmente, diversas considerações que observo neste espaço e que reputo como meros "chavões", preconcebidos e pouco raciocinados, que não levam em conta, muitas vezes, a lógica e o bom-senso. O mais lealmente possível.
Um acabado exemplo do que eu estou falando são as opiniões panfletárias e "politicamente corretas" do nosso caro professor.
No mais, Herodes, como rei e lider religioso com certeza tinha uma corte de áulicos e puxa-sacos, de resto como tantas e tantas "monarquias" republicanas de nossos tempos.
A matança, ele deve ter encarregado à sua guarda.
Como o Messias era esperado vindo de Belém na Judéia, Herodes determinou que fossem mortos todos os bebês daquela localidade abaixo de dois anos (cfe. Lucas 2:16), para "garantir".
Mesmo assim, não se pode exagerar o número de vítimas da tragédia, pois Belém tinha aproximadamente 2.000/2.500 habitantes na época, com uma média de 20 a 25 nascimentos anuais - taxa normal de natalidade para populações da época (e isso não se considerando a mortalidade infantil da época, em torno de 10 a 15%). Dessa forma, teriamos um número entre 40 e 45, as vítimas do tenebroso tirano.
Vítimas INOCENTES, nunca é demais lembrar, assim como as pobres "criancinhas de colo", cujo único crime é lançar, de quando em quando, um leite bem azêdo no ombro da mãe, delito este prontamente anistiado.
Por fim, meu caro amigo, Anistia, que não foi invenção dos militares, mas sim amplamente clamada pelas esquerda, nas suas formas "AMPLA, GERAL e IRRESTRITA" (lembra disso?) encontrou estribo na ampla tradição pacificadora da índole brasileira.
Somos um povo jovem, em muitas coisas irresponsável, mas não é absolutamente da índole do brasileiro cultivar ressentimentos, daí o porque quase todos os movimentos revolucionários, golpistas, sediciosos e quejandos, que houveram no país, desde o império, foram sucedidos por anistias, mais ou menos amplas.
Agora por fim a pergunta: na sua opinião, a referida anistia seria somente "numa mão só"? Deveria Beneficiar somente o Theodomiro Ribeiro, terrorista e assassino condenado à morte? Ou o Lamarca, outro assassino, caso estivesse vivo na ocasião? E todos os outros do seu (deles) tipo?
E se, em contrapartida, fossem julgados tipos como o "albanês" João Amazonas ou mesmo José Dirceu, terrorista amplamente treinado em Cuba?
Como será que a Sociedade reagiria num julgamento justo e com cobertura nacional aos pendores e opiniões políticas dos acima referidos?
De se saber, não?
Um outro abraço.
Ora, ora. Vamos, vamos.
O articulista apresenta lucidez e coerência quando afirma que "setores vitais que são necessariamente a base de qualquer Estado Democrático de Direito, como Educação, a Saúde, Segurança, estivessem efetivamente cumprindo seu papel nossas crianças não estariam às margens do descaso."
Afirma também que é imperceptível medidas efetivas contra a reincidência e a criminalidade. E está correto. Tanto com relação à decisão repressiva quanto à preventiva.
Enquanto não houver sustenção sólida para a sociedade, eliminando as desigualdades e proporcionando oportunidades equânimes sem distinção, haverá incentivo ao crescimento da criminalidade, fruto da marginalidade a que os menos favorecidos ficam relegados, em sua grande maioria.
Caro Fernando Teixeira (Funcionário público),
O uso de metáforas, em geral, é utlizado para combater argumentos sofistas, que - via de regra - são largamente usados em temas como o ora comentado.
Em tese, não há contrariedade absoluta quanto à discussão àcerca da mudança da maioridade penal; desde que essa discussão, obviamente, venha após a implantação de uma política de distribuição de renda decente (temos a pior distribuição de renda do planeta), da construção de escolas e hospitais (o picolézinho investiu mais na construção de presídios que em escolas e hospitais), da diminuição do desemprego, etc.
Mais ainda! Que moral tem uma sociedade para discutir a diminuição da maioridade penal se o mundo inteiro sabe que milhares de suas crianças e adolescentes vivem nas ruas, dormem nas calçadas e reviram os lixões para procurarem por comida?
Que moral tem uma sociedade para discutir tal tema se os organismos internacionais (ONU, Anistia Internacional, etc.) têm a nossa republiqueta como campeã mundial em casos de prostituição infantil, tráfico internacional de mulheres e crianças, chacinas, etc?
Ou o Sr. acha que as nossas crianças vivem nas ruas, reviram os lixos em busca de comida, se prostituiem e cometem crimes (típicos de países com enorme desigualdade social) por simpes "opção"?
Após resolvidos alguns desses probleminhas básicos, aí sim, poderemos discutir dignamente sobre a tal diminuição da idade penal.
Antes, porém, simplesmente não temos "moral" para isso...
Por outro lado, e sem o mínimo escopo de lhe ofender, é bom "repensar" conceitos como o usado pelo Sr., a saber: "Não podemos aguentar criminosos se tornando mais poderosos dentro das prisões e não poder limitar este poder porque uma constituição falha concede mais direito a estes do que a suas vítimas".
Ora, Fernando, esse tipo de argumento é típico daqueles usados pelo nosso Ilustre Secretário de Segurança (?) Pública, sendo que o resultado está aí, escancarado para quem quiser ver!
Por fim, perguntar não ofende: Por que o PCC não existe em outros Estados da Federação?
Simples: Por que os outros Estados não foram "governados" pelo picolézinho de chuchu e seus companheiros do PSDB/PFL por 12 anos!
E o resto é discurso sofista de quem gosta de ser governado por ditadores e incompetentes, aos quais, sugiro, poderiam fazer um estágio campal no Iraque, hoje pacificamente "administrado" pelos yankees (já que, via de regra, o exemplo estadunidense é citado como solução milagrosa para os nossos males sociais).
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um grande abraço.