Total: 72 Comentários

Comunicado do PCC é cópia de documento do governo

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Richard Smith (Consultor 21/08/2006 - 10:44

Meu caro Ivan Dario:

Que agradeçe à sua atenção, e principalmente educação e cortesia, sou eu.

Ainda na noite de ontem, ouvi um comentário do candidato Cristóvam Buarque: "cadeia hoje, porém educação para o amanhã.".

É certo que ele sabe que a sua candidatura "balão-de-ensaio" é apenas para marcar um tema. Porém um tema da maior importância para o nosso País!

O que me absurda é que a candidata D. Heloísa Helena, com a suas teorias do PT "pré-histórico" tenha 12% e ele apenas 1%!!!

O que eu procuro mostrar, nos meus comentários é o estado atual de tecido social no Brasil. estado de alienação, de falta de agregação tais que resultaram nos problemas agudos (Lulla, mensação, PCC, ausência de autoridade, de peunibilidade, etc.) que estamos vivendo.

No Norte existe interessante ditado: "Jabuti na árvore, não teve enchente, alguém pôs".

Se estamos chafurdando na bosta e "batendo-cabeças" é porque tudo isto teve orígens em diversas circunstâncias outras, lá para trás.

Isto é absolutamente inegável.

E o que fazer agora?

Um grande abraço.

Ivan Dario (Outros 21/08/2006 - 09:31

Meu caro Richard Smith,

Noto que neste comentário chegamos ao um ponto em comum e, longe de querer fazer valer minha ou tua opinião como incontestáveis, creio que deve ser procedido desta maneira.

Realmente há aqueles que se sucubem à criminalidade somente por conta das condições a que são expostos. E a estes deve ser assegurada a ressocialização, como mencionei.

Para nosso lamento, há também os que não tem qualquer condição de coexistência social. São os sociopatas, são aqueles a quem não se pode dar uma fissura de oportunidade que, por prazer ou sabe-se lá qual motivo, atentam contra a vida de outrem sem qualquer compaixão. São esses que não pensam como nós, esses que fomentam a agudização da criminalidade, como por v. perfeitamente mencionado.

Com relação ao "custa mais, faço menos", concordo. Entretanto, é imcompreensível como será colocado em prática enquanto vigente um Código Penal que aplica penas maiores à crimes contra o patrimônio (pecúnia) do que àqueles praticados contra a vida. Parece-me estranho que até o momento não houve qualquer partido político interessado em utilizar essa vertente como bandeira eleitoral. Talvez não queiram que todos saibam a existência da figura jurídica da iniciativa popular, contida em nossa Carta Magna. Assim como a eles não interessa um povo culto e educado.

Merece total atenção v. comentário editado em P.S., eis que complementa minha idéia de que a criminalidade deve ser atacada por duas vertentes: repressiva e preventiva.

Fico lisonjeado e agradeço pela atenção por v. prestada ao comentário que postei e tomara que o consenso aqui alcançado possa servir de exemplo e incentivo a todos.

Abraços.

Richard Smith (Consultor 18/08/2006 - 20:10

Vivam os Direitos Humanos!

ABAIXO os Direitos dos "manos"!

Richard Smith (Consultor 18/08/2006 - 19:08

Meu caro Dr. Ivan:

É claro que não adiantará.

Existem pessoas que são levadas ao crime por fraqueza ou por circunstâncias.

A estes devem ser dadas todas as chances de recuperação e do cumprimento de sua pena de forma digna e produtiva (aprendizado de um ofício, oportunidade de estudar, etc.)

Porém não há como negar dois fatos: o primeiro é de que existe um sem-número de marginais, não apenas de péssima índole, como acostumados com as "boiadas" das péssimas leis que o consideram um "coitadinho"; o segundo é de que estamos vivendo um panorama de AGUDIZAÇÃO da ação e da desfaçatez daqueles últimos.

Repito novamente: eles não pensam como os cidadãos normais e de bem. A única limitação às suas ações é o custo que elas terão para eles. "Custa mais, faço menos". Portanto...

É porisso que estamos vivendo esta situação. Falta de leis adequadas e do seu efetivo cumprimento.

Simples assim.

p.s. Também sou a favor de presidios dignos, de intenso investimento na educação - de modo que não possa restar jamais a noção, na criança e no jovem, de que o crime possa compensar, de forma nenhuma, bem ao contrário do que hoje ocrre, nos morros e nas favelas - de CORRETOS incentivos ao bom comportamento, etc.

Ivan Dario (Outros 18/08/2006 - 12:37

Os comentários aqui postados divergem em vários aspectos, o que deve servir para nos fazer repensar nossas posições, transitar e afastar qualquer ranço ou orgulho e vaidade em fazer valer como verdade inatacável nosso ponto de vista.

Há aqueles que defendem o combate ferrenho ao criminosos, não importe a que custo.

Sim, concordo que deve haver combate. Entretanto, deve este ser feito não face aos criminosos, mas sim à criminalidade. E este combate não se limita ao endurecimento de penas, não se limita à decisões repressivas, mas deve ser extensivo, devem ser analisadas as causas da criminalidade. Devem ser aplicadas medidas preventivas.

Ainda que a solução seja um endurecimento somente isto não resolverá.

Vejam o "comunicado" do PCC, a que a Globo foi impingida a exibir, cerne dos comentários em questão. Foi a emissora negligente em fazê-lo?

Quem afirmar positivamente não pode hastear a bandeira de defensor do cidadão, posto que criará um paradoxo: sustentar que o bem maior a ser tutelado é a vida de um cidadão e apoiar a negativa de fazer algo sob pena de colocar a vida de um desses em risco.

Richard Smith (Consultor 17/08/2006 - 11:22

Por favcor gostaria de retificar um equívoco meu. O evento por mim mencionado, alí atrás, acontecido no Rio de Janeiro em 1968, ficou conhecido como "sexta-feira negra" e não "sexta-feira sangrenta" como eu, errôneamente, mencionei.

Talvez eu tenha visto novela demais, neste caso.

Richard Smith (Consultor 17/08/2006 - 11:17

Minhas, as suas palavras, caro Fernando.

Um sacudido abraço.

Fernando (Oficial do Exército 17/08/2006 - 01:12

Meu caro "Comentarista",
Que povo que idolatra o Sr Hugo Chávez e o líder cocaleiro Evo Morales?
Deve ser aquela parcela da população muito bem informada e de estomago cheio de "bolsa família". Coitados! Não têm culpa de constituirem a imensa maioria de nosso povo iletrado e são os atualmente taxados de "analfabetos funcionais". São assim classificados porque não têm capacidade de entender o que acontece à sua volta e nem de compreender adequadamente um texto escrito. Compreendem os discursos do "sapo barbudo", cheio de erros de português, inteligentemente colocados para que se identifiquem com o orador.
Sou uma pessoa de meia-idade, tinha 9 anos quando a nação (povo, Igreja, mídia escrita, falada e televisada, militares e civis), inconformados com os desmandos da república sindicalista de João Goulart, sufocados por inflação galopante puseram um fim àquele estado de coisas. O resto é história...
O que sei e que vi foi que a nação naqueles tempos da década de 1970 era feliz, ordeira, marchava em passo vivo para a emancipação econômica a taxas de 11% ao ano - no período, se o senhor não sabe, o Brasil saltou da 48ª para a 8ª posição no ranking internacional das economias nacionais!!
Os órfãos de mais uma tentativa de golpe comunistóide, inconformados, alopraram e quiseram testar a força do regime e do Estado pelo uso da força - perderam e perderam feio - e a um custo muito baixo quando comparado com Uruguai, Argentina e Chile.
Naquele tempo, se o senhor não sabe, no interior era costume as famílias colocarem cadeiras nas calçadas para conversarem com os vizinhos. Hoje o que se vê são cercas elétricas, grades, portão eletrônico e outros apetrechos mais. Polícia era polícia - e era muito e condigamente respeitada pelas pessoas de bem - e bandido era bandido, aliás poucos, porque não era negócio ser bandido. E olha que o país era pobre, paupérrimo, mas os mais desafortunados não caiam na marginalidade, iam à luta pelo sustento de suas famílias, e havia emprego para quem quisesse.
Agora, ficar alardeando fanfarronices e cultuando pessoas como Marighela, Prestes e, cúmulo dos cúmulos, Lamarca - traidor da Pátria, do Exército e da Bandeira, desertor, que matou friamente a coronhadas um jovem tenente da Polícia Militar de São Paulo é virar as costas para a verdade, louvar o crime e ter muito pouco compromisso com a ética e o sentimento de o que é certo e o que é errado.
Hoje, o que se vê é um bando de jovens desinformados ostentando camisetas com a figura triste de um Che Guevara que teria dito, entre outras infelizes afirmações que "Que há que se endurecer(quer dizer matar), porém sem perder a ternura.
Acredito piamente que o nosso país (meu e seu) está no estado atual porque os que sucederam o período do chamado regime militar amoleceram o aparato repressivo do Estado porque era do seu exclusivo interesse, para que pudessem assaltá-lo mais facilmente.
É isso que, respeitosamente, submento à consideração dos demais interlocutores, dando um testemunho inconformado das mentiras que hoje muitos propalam, e muitos outros mais acreditam.

Richard Smith (Consultor 16/08/2006 - 18:51

Por último, meu amigo Comentarista:

Eu era moleque e me lembra de quantas e quantas manifestações artísticas, engajados ou não (cadê você Chico Buarque?), de quantas peças no Oficina; de quantos jornais, tendenciosos ou não (Pasquim, Movimento, etc.)

Vivi muito intensamente tudo isto e posso lhe dizer caro amigo: havia muita liberdade sim. Não apenas liberdade, mas muitíssima (além do superlativo de ENORME) QUALIDADE. Você podia escolher entre os "Bossistas", os "Jovem Guarda", os "Engajados" (que músicas maravilhosas!).

Hoje, sem dúvida nenhuma, há liberdade completa. Mas e a qualidade? "Sertanejo" ou "Country" (ambos entre boas aspas)? Axé ou "pagode"? Rap "mano" ou Acid?

A quem aproveita essa verdadeira profusaõ de revistas "pornôs" nas bancas, ucupando uma parede interia das três que compõem a banca? Não sei se você é desta época, mas se lembra do velho Carlo Zéfiro, traficado sub-repticiamente pelo gordo da banca lá da esquina?

É meu companheiro, "essa tal liberdade" como disse o mano Caetano (cadê você também?) é cada vez mais insôssa.

Porém, viva a Liberdade! (de comprar Adidas ou Nike!)

Richard Smith (Consultor 16/08/2006 - 18:38

Meu caro amigo comentarista:

Creia-me, você não é um "sub-produto" (que espressão feia) da Ditadura Militar.

Você é um produto, isto sim, da doutrinação política sub-reptícia encetada por aqueles que, queriam ver o nosso Pais comunizado, no mínimo cubanizado.

E este sim, foi a grande merda produzida pelo regime militar. A entrega, sem discussão, da redações de jornais, da mídia em geral e das áreas da educação e da saúde ao PCB, que, respeitando fielmente a linha de não-confrontação estabelecida pela União Soviética, desautoriza, quando não até sabotava a linha de "revolução permanete" preconizada por Chu En Lai que pretendia eclipsar Mao Tsé Tung. Tal linha era alimentada também por Cuba (discretamente, senão o seu patrão Imperialista cortava a mesada) que desejava estabelecer "focos" (Oh, o "foquismo", quanta ignorância!) revolucionários que aliviassem a pressão estupidamente exercida pelos Estados Unidos.

Dessa forma, houve um verdadeiro "loteamento", CONSENTIDO PELOS MILITARES, dos cargos de administração e gestão, de segundo e terceiro escalões, das áreas da saúde e educação.

Lembro-me claramente do conteúdo dos livros escolares desta época (início dos anos 70) e da orientação ideológica que era passada nas aulas de geografia e de história (duas de minha matérias preferidas) distorções absurdas, comentários extremamente maliciosos, etc.

Então, meu caro amigo, você como outros, simplesmente são o fruto de décadas de intoxicação cultural.

Dou um exemplo: Houve uma novela qualque da Globo recentemente, na qual se procurou reproduzir o clima de enfrentamento estudantil no ano de 1968. possivelmente a chamada "sexta-feira sangrenta" ocorrida em julho de 1968.

Neste conflito, que durou horas, houve enfrentamento entre as forças de segurança (principalmente a PM) e os estudantes convocados pelo Vladimir Palmeira, então presidente da UNE.

Na cena que assisti, muito casualmente, os "macacos" fardados (do exercito!) ensandecidamente atiravam de metralhadoras pesadas contra a multidão. Enxames de pobres jovenzinhos caíam como moscas. Porra, e nada disto é verdade!

Primeiro, uma boa parte dos "jovenzinhos" eram líderes políticos com treinamento em táticas de "agitprop" (agitação e propaganda) ou outros eram moleques, tão influenciáveis como os de hoje (Cadê os "caras-pintadas?!), que se sentindo "com a bola toda" procuravam macaquear as agitações de maio de 68 na França e em outros países. E, nessa condição, nada cordatos e nem pacíficos. Só de carros no centro do Rio foram queimados uns setenta.

Segundo: ao final do dia, tinham havido cinco mortos (um deles um PM), vinte e três feridos e mais de mil presos.
Aonde assim a legião de massacrados indefesamente mostrada na novela?

O que você acha que sente um garoto ou uma garota de hoje em dia bedo aquelas imagens?

Quantas mistificações deste tipo será que você assistiu e não sabe?

Em tempo: como dito, eu sou de 1960 e tenho 46 anos portanto. Não sou nenhum TFP ou algum Brucutu daqueles tempos.

Mais um abraço

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