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Ai, Ai. Acho que o país dos bacharéis deve ser a Korea, no qual 60% da população tem nível superir.
É o pouco comentado achismo fomentado por pessoas ligadas a área jurídico. Que só servem para desqualificar e jogar a credibilidade dos operadores do direito.
Mais de 1000 cursos significam quantos advogados, juizes, promotores e procuradores e etc e etc dando aula ?
O Brasil de hoje vive a falsa ilusão de que qualquer curso superior trará a melhoria da empregabilidade e do padrão de vida do povo, o que na verdade é mais um fator de transferência de renda da classe média baixa para um setor do empresariado.
A situação do ensino jurídico no Brasil é realmente uma lá$tima, como de resto todo o ensino no País. Lá$tima com $ ao invés da letra S, pois, é uma excelente oportunidade de negócio para muitos dos donos das faculdades particulares que tratam o ensino como uma mercadoria qualquer e são verdadeiros mercadores de ilusão.
Concordo com o economista Sousa quando afirma que o Brasil não pode se comparar aos EUA, mas concordo somente com a afirmação, discordando frontalmente dos motivos que o levam a fazer a afirmação.
Sendo o Brasil um país de renda per cápita muito inferior aos EUA e com uma má distribuição dessa renda, é obvio que não haverá mercado para tantos bacharéis quantos são jogados no mercado a cada ano. O mercado de trabalho do bacharel em direito é a prevenção ou a solução dos conflitos, obviamente tão maiores e mais numerosos quanto as quantidades de interesses em jogo, que são diretamente proporcionais ao poder aquisitivo de uma sociedade.
Como as carreiras jurídicas apresentam boas oportunidades salariais no setor público, muitas pessoas se iludem com a perspectiva de alcançá-las, mesmo sem terem o necessário preparo para o ingresso num curso superior. Sequer sabem que não o têm mas são aceitas porque pagarão mensalidades altas para terem um diploma de bacharel em direito, porém, nunca chegarão a passar pelo NECESSÁRIO filtro para a obtenção da carteira da OAB.
Ressalto o NECESSÁRIO porque uma instituição com as prerrogativas constitucionais da OAB não pode abrir mão dos mais rigorosos critérios de seleção para o ingresso nos quadros da advocacia.
Entendo sim, que precisamos de uma reforma geral no nosso sistema de ensino,valorização dos doscentes, pedra angular de qualquer sistema de ensino, melhoria dos ensinos fundamental e secundário para não precisar distribuir cotas nas universidades, oferta de mais oportunidades profissionalizantes e conseqüentemente de empregabilidade pelos cursos técnicos e finalmente filtrar melhor os cursos superiores que são autorizados a funcionar.
O país dos bacharéis é, também, o país dos analfabetos. Por que repisam tanto este assunto, que desanima, frustra, desalenta da rara oportunidade que é conseguir a formação acadêmica aqui no Brasil. O índice de analfabetismo é muitíssimo maior do que o país divulga, porque possui um critério muito particular de se determinar quem é analfabeto. Este critério é, também, bastante conveniente para o país aos olhos da comunidade internacional, assegura como alfabetizado o individuo que aprendeu a desenhar o nome. Para ONU analfabeto é o individuo que não lê ou escreve pelo menos uma hora por dia. Portanto, mais do que o país dos bacharéis somos o país dos analfabetos. Segundo o critério da ONU, muita gente por aí com curso superior é ANALFABETO. Por que ficar atendendo aos anseios corporativistas da instituição de advogados. Por que fingir que o problema é a quantidade de bacharéis. Isto deveria ser visto como algo bom, não ruim. Ruim é apenas para quem luta pela reserva de mercado, para os incompetentes que não conseguem se projetar com astúcia, capacidade, desenvoltura, coerência, lógica e determinação. Preferem manter o mercado reduzido, assim não precisam lutar. Estão querendo enganar a quem?
Booooooooa! M. Lima, Muito Boa!
“Comeu de pau” os falastrões. Dados, números demonstram com objetividade e clareza a realidade dos fatos. Menos de 10% da população brasileira - e é isto mesmo, menos de dez por cento - com formação superior, e a classe “erudita”, “intelectual” a tecer sofismas com o intuito de justificar uma imundice destas que é a reserva de mercado. Por que não comparam o Brasil com os Estados Unidos no que tange ao crescimento, oportunidades de emprego - pessoas morrem querendo entrar lá a qualquer custo -, igualdade social, renda per capita, escolaridade, qualidade de vida, FORMAÇÃO UNIVERSITARIA, etc. Com relação a qualquer dessas referencias eles dizem: “NÃO SE PODE COMPARAR”. Mas quando lá no fundo, bem no fundo mesmo, existe um número que pode ser usado (aqui no caso indevidamente, como ficou demonstrado) eles são usados descaradamente. Tem gente aqui que se diz cansado do assunto, tornou-se advogado sem precisar prestar exame. Mas, sempre que surge a questão com o intuito de achincalhar ele se reanima do cansaço.
Sds
Sousa
Justificar o exame de Ordem em vista do grande número de cursos de direito é mais ou menos como quebrar o termômetro para baixar a febre. Como bem disse o Dr.Raul Haidar: “Afinal, ainda não conseguiram revogar a lei da oferta e da procura”. E, se não revogaram esta Lei, qual o problema que “boa parte dos alunos das escolas de direito querem apenas um diploma para viabilizar um concurso ou mesmo para simples ascenSão profissional. Ou faze-lo apenas para ter direito a prisão especial? Não vejo, tampouco, como a OAB poderia ajudar a melhorar a qualidade do ensino jurídico. Lá por acaso só existem advogados com notável saber jurídico? Estelionato, como diz o Sr. D’urso, é uma instituição que congrega operadores do direito desrespeitar a Constituição. Qualquer outra coisa que se diga depois do Procurador, Doutor Luiz Fernando, deixa um pouco a desejar, portanto, vamos transcreve-la, novamente:
LUÍS FERNANDO (Procurador do Estado 05/08/2006 - 20:51
Não dá para comparar o Brasil com os EUA. Estamos em um país subdesenvolvido, onde as leis não valem para todos, o sistema penal não funciona e as instituições não se fazem respeitar. A poucos anos, o Brasil era uma ditadura. Nosso direito não é consuetudinário. Em um quadro destes, não me surpreende que necessitemos de mais advogados que os EUA. O ideal seria que o sistema jurídico fosse mais simples, e que todos alunos da rede secundária pudessem aprender como acessar o Poder Judiciário. Por mim, quanto mais pessoas estudando melhor, pois o povo precisa mesmo de educação, e o curso de direito (bom ou ruim) proporciona o conhecimento da máquina do Estado. Por outro lado, nada mal para a OAB que exista muitos advogados, afinal, a OAB adora cobrar do advogado anuidades fixadas por seus Conselhos. Com essa dinheirada, podem contratar empregados sem concurso público e manter várias outras mordomias.
Sds
Sousa
Muito lamentável o texto desta reportagem elaborada por Maurício Cardoso e Priscyla Costa, mas pondere sobre estas palavras no texto:-
"O número, que consta em levantamento divulgado pela Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB é um espanto e está diretamente relacionado à expressiva marca de advogados com carteira da Ordem" - MAS PONDERE SOBRE ESTAS OUTRAS PALAVRAS - "Os registros se relacionam também com a hiperinflação de acadêmicos de Direito que superlotam os bancos escolares." - BEM, AMIGOS, para começar meu comentário quero dizer-lhes que morei na Capital/SP durante 42 anos mas a deixei juntamente com meus familiares por não suportar mais a terrível situação social que aquela metrópole encara nos dias atuais. E o que isto tem a ver com a reportagem acima?? Ora, basta vc ponderar sobre o valor das palavras usadas e grifadas por mim neste comentário para entender que os Paulistanos nunca deixaram de ser caipiras neste imenso País. Eu explico:- Nos EUA o índice de escolaridade em nível superior é de 87%, mas nesta caipiragem nacional este mesmo índice não passa de 10%. Isto quer dizer que lá as tais poucas escolas de direito mantêm, digamos, 4.000 alunos em seu curso enquanto nas terras tupiniquins estas meras escolas de direito titumbeiam para ir até o final do curso com menos de 40 alunos bacharelandos. Conclusão:- Esta matéria, como acima é colocada, não passa de enorme hipocrisia, pois o que se há de lutar para fazer-se é justamente o que o MEC (Minist. Educ.) vem apregoando nos últimos 15 anos que é justamente o crescente número de vagas no ensino superior para tentar tirar o País do caos escravagista secular (desde o descobrimento - Brasil Colônia) que é a falta de oportunidades para todos. Estas pessoas citadas que parecem comentar tal situação somente tiveram as suas imagens descritas como se fossem egoístas, que só desejam manter o "status quo" que esta mesma (falha) sociedade lhes confere, e igonorantes da real situação das oportunidades de ensino no País, não só para cursos de Direito, bem como, para outras diversas áreas profissionais.
Se tais personagens nesta reportagem assim pensam, imaginem o que fariam se tivessem a responsabilidade de dirigir o MEC e dar uma resposta à sociedade sobre o desenvolvimento e o futuro da Educação no Brasil. Lamentável ... Eu lamento ... É triste ....
...e ainda há os que são contra o Exame de Ordem !!!
acdinamarco@adv.oabsp.org.br
O que esperamos é uma ordem dos Céus,parafrazeando as sagradas escrituras e nos moldes da criação:
Faça-se a virtude na Justiça brasileira!
Não são os advogados mal preparados as causas das injustiças nessa terra de malrboro, mas antes o afastamento dos pretores dos objetos em litígio.
O que dói, meu caro "advogado assalariado" é saber que a justiça continua deveras lenta, tendenciosa e corrupta.
E pensar que esta é a terra de Francisco Cavalcante Pontes de Miranda...