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O grande problema do TJ é que Juíz quer bancar o administrador, se ele quer ser administrador vai fazer faculdade de administração!!!!
Não se programa NADA NO TRIBUNAL!!!!
Em Osasco, estamos vendo a mesma situação das varas da Família, onde se instalou 3 varas redistribui processos e esta tudo entupido!!!!
Agora posso dizer que o TJ precisa é de mais funcionários e estrutura para Trabalhar. Não precisa de tanto Juiz como se fala é só eles trabalharem como qualquer outro trabalhador comum 8 horas por dia.
Na verdade não existem fórmulas mágicas para a solução da lentidão no Judiciário.
Deve-se aumentar o pessoal, promover treinamentos, reciclagem de cartorários e juízes, informatização, melhores condições físicas, revisar a prolixa e antiquada legislação, etc., embora nada disso possa ser entendido como solução, de forma individual.
O que não dá para aceitar, por outro lado, é que venham fazer alterações na estrutura do Judiciário sem sequer consultar os dados estatísticos que demonstrem a realidade fática do órgão, pois estamos cansados dos erros perpetrados na reforma da "tentativa e erro".
Faltam juízes e o T.J. se dá ao luxo de estabelecer limite de idade para os concursos: no máximo 45 anos de idade, jogando fora oportunidades com advogados experimentados nas lides diárias.
Boa noite. Ourinhos, 110.000 hab. os funcionários ainda tem que comprar água potável, ou levar de casa. Informatização não chegou lá.07-05-2006
É incrível como o TJ/SP ainda ache que pode acabar com a lentidão da Justiça paulista com "canetadas" (ou portarias) como esta que criou as varas especializadas, quando todos sabem que - na verdade - há uma "déficit" de aproximadamente 500 juízes no estado!
Lamentável...
PS: Outra coisa que não se explica de jeito nenhum é a transferência do Arquivo Central para Jundiaí.
Cadê o Ministério Público que não viu essa história?
É difícil de entender como que a administração do judiciário paulista, composta por homens extremamente cultos, tenha cometido um erro estratégico tão comezinho quanto à criação das varas de família em Santos.
Simplesmente o Tribunal não sabia quantos processos seriam encaminhados às novas varas que foram criadas!
O resultado deste erro colossal atinge incisivamente os jurisdicionados santistas.
Agora, a solução do problema ficou muito mais difícil e agravou-se a prestação jurisdicional que já era lenta, tornou-se um convite à manutenção dos matrimônios (temos que ver pelo lado bom da coisa).
Não bastasse, cogita-se que o Tribunal de Justiça de São Paulo quer "industrializar" o andamento dos processos, a cargo da FGV, como numa esteira de montagem de carros. As idéias que estão surgindo quanto a isso são desanimadoras.
Uma sugestão é pedir aos advogados, juízes e funcionários opiniões que indiquem as falhas e suas possíveis soluções, pois são eles que estão no campo de batalha, são eles que conhecem de perto o "inimigo". Colocar técnicos da Getúlio Vargas para dar opiniões e buscar soluções no lugar destes profissionais é um contra-senso sem precedentes.
Rezo muito para que Deus dê luz aos homens que dirigem o Tribunal de Justiça de São Paulo, para que eles façam tudo certo.
Até agora, o que temos é só luz de velas.