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Concordo plenamente com o Dr. Dijalma Lacerda e acrescento que a atual estrutura fere até a Constituição Federal vigente, porque os 3 Poderes devem ser independentes e harmônicos. O Poder Judiciário não pode e não deve estar sempre com o chapéu na mão, pedindo esmolas ao Executivo e ao Legislativo, mas sim ter orçamento próprio. A manobra efetivada pelo Governo Paulista, para impedir que as taxas judiciárias fossem diretamente para o Judiciário são execráveis, para dizer o mínimo e demonstram a falta de reação e a submissão do Judiciário aos desmandos do Executivo e do Legislativo. Em decorrência disso tudo, há falta de funcionários (muitos estão doentes e afastados - LER, depressão etc.), que estão desmotivados pela falta de condições, de cursos e pelos baixos salários; há falta de Juízes (o que favorece e muito a criação de "feudos" em Varas Distritais do interior do Estado); os Foros Regionais da Capital estão em estado de calamidade pública (vide Santana, Lapa, Pinheiros, Santo Amaro), porque falta de tudo; os salários iniciais dos Juízes são ridículos, geram desestímulo, corrupção, decepção; A informatização é precária; enfim, o Judiciário paulista vai de mal a pior e não por culpa exclusivamente sua. A única colocação da qual discordo, é a de que os Juízes trabalham muito, pois, há vários que ao invés de trabalharem arduamente, dão aulas em diversas faculdades, no período matutino e no noturno. Óbvio que isso pode ser fruto da má remuneração, mas, quem presta concurso sabe o quanto vai ganhar e isso não é desculpa. Portanto, exigir 6% do orçamento é pouco, deveria ter orçamento próprio e independente. Fernando César Alcino Tozelli, OAB/SP 139.377, Advogado e Consultor Empresarial.
Caro Celso.Na tarde de ontem além da felicidade de ver este amigo Presidente e de estar presente à sua posse, tive oportunidade de ouvir uma das mais belas orações, quer no aspécto emocional, quer no técnico. Parabéns e que nossos protetores espirituais o guiem e o iluminem em todos os seus passos.
Não posso deixar de desejar sorte ao Dr. Limonge, afinal na sua trajetória de magistrado nunca deixou de ouvir e ser democrático. Espero sinceramente que agora possamos fazer do judiciário Paulista, onde trabalho desde os meus 17 anos, um judiciário, celere e muito mais próximo do povo paulista. Só espero que a cadeira de Presidente do Tribunal de Justiça não modifique o lutador celso limonge.
Um Abraço
Antonio Grande.
Dijalma Lacerda
Enquanto ao Poder Judiciário tiver dependência econômica com o Executivo e o Legislativo (um impondo e outro aprovando o orçamento), a Justiça continuará andando a passos de tartaruga.
O Executivo deve milhões em precatórios. Assim, não quer que a Justiça "ande".
Dijalma Lacerda - Pres. OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia/SP