Total: 6 Comentários

“É mais fácil levantar um prédio que julgar uma ação”

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Rafael (Civil 17/01/2006 - 13:18

O desafio do novo presidente é deveras penoso, pois além das questões oriundas dos processos, terá que enfrentar questões politicas para poder melhorar a situação do Tribunal. O descrédito por parte da sociedade é latente. A mudança terá que ser dentro do próprio tribunal, e começando pelos próprios desenbargadores.

zulu (Trabalhista 17/01/2006 - 11:36

Há tempos que afirmo: A Justiça não é só cega. É também muda, surda, paralítica e cancerosa.
Antonio Luiz Fontela

dijalma lacerda (Civil 16/01/2006 - 18:22

dijalma lacerda (Civil - - ) 16/01/2006 - 18:14
Dijalma Lacerda - Presidente da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia/SP.

Conheço os Desembargadores Celso Luiz Limongi e Caio Eduardo Canguçu de Almeida, pessoalmente, há bem mais de trinta e cinco anos. Acompanhei não só suas trajetórias funcionais como igualmente a trajetória de vida de cada um. Deles conheço sobretudo o caráter, a fibra, o compromisso com a verdade sem rebuços; nada de disfarces, jamais qualquer tipo de enganação. Para eles, a verdade é a verdade, um compromisso assumido é um compromisso assumido, e basta. Quanto ao Desembargador Gilberto Passos de Freitas não o conheço pessoalmente, mas acompanhei-o através de suas obras, e por elas conheço seu compromisso com a ética, com o social, com a ecologia. Invejo-o. Oxalá pudesse ter sido, como ele, tão ouvido em tais assuntos! Li atentamente, por diversas vezes em caráter consultivo, sua obra em parceria com Vladimir Passos de Freitas, intitulada "Abuso de Autoridade", que tem servido, e muito bem, de anteparo principalmente a nós Advogados que não raro confrontamo-nos com o fantasma dos desmandos e do arbítrio. Assim, integro-o no rol dos dois anteriores. Penso assim, meus caros leitores, que raramente o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo esteve em tão boas mãos, sobretudo modernas, abertas aos novos tempos. Sei, assim, que a nós todos, sem embargo de eventuais sugestões que sempre são muitíssimo apreciadas (e parabenizo as ofertadas pelo nobre articulista Desembargador Dr. Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda), não será fatigante a espera, já que teremos imediatamente, em muitos setores, os efeitos do dinamismo da trina direção.
Bastar-nos-á um pouquinho (não será necessária muita) de paciência, já que temos apenas dezoito dias de gestão.
Repito: sei de quem estou falando !

Dijalma Lacerda.

Artur Forster Joanini (Promotor de Justiça de 1ª. Instância 16/01/2006 - 14:49

O novo Pres. conhece bem as mazelas do judiciário, mas n~çao se olvide que seu poder não é ilimitado, e que ele depende, em muito, de aprovação de seus pares para executar reformas. Tb depende do executivo e legislativo para obter recursos e mudanças legais fundamentais. E, por fim, de nada adiantam as reformas se os desembargadores não forem fiscalizados, pois a atividade jurisdicional é humana, e, portanto, sujeita a falhas e má-fé.

DALBEN (Advogado Autônomo 16/01/2006 - 09:16

Muito embora reconheça que a falta de verba seja causa do quadro caótico da justiça brasileira, tenho que este não seja o único motivo. Aliás, nada justifica o estado de putrefação em que se encontra o judiciário. Ficam parecendo que são pessoas que somente podem ter boas idéias se estiverem com dinheiro sobrando. Isso chama-se falta de criatividade. Com muito dinheiro todo mundo pode ser um bom administrador. As pessoas realmente capazes sao reconhecidas quando, com parcos recursos, conseguem fazer a diferença. Caso contrário, é um cidadão comum, sem condições de exercer cargo de relevância. O que precisa mesmo é "chacoalhar" os juízes para que eles passem a trabalhar com seriedade, justificando cargo e salário. Qual a porcentagem de juiz que inicia a primeira audiência no horário? ou que comprem uma carga horária fixa? Cito aqui um exemplo do que ocorreu no Foro da Lapa-SP: Sexta-feira sem nenhuma audiência agendada. Distribuiçao dos processos de divórcio e separaçao inicia-se às 13hs00min. Pois bem, a par das partes e dos advogados chegarem ao foro por volta das 12hs30min, a juíza somente iniciou o atendimento por volta das 15hs20min. Neste interim ela entrou na sala do café mais de quatro vezes; discutiu política com outros juizes, etc. Em suma, ela não estava cuidando de nenhum processo que justificasse tanto atraso no atendimento. Por certo ela acha que os advogados e as partes também não tinham mais nada para fazer naquele dia. Estavam por lá passeando e gostam de ver aqueles corredores estreitos e desconfortáveis.

Como eles não têm patrão, fica tudo com aspecto de abandonado. Poder-se-ia, antes de falar tanto em "recursos financeiras" dar um "tranco" para ver, primeiro, se as pessoas engrenam. Tenha certeza que, com pessoas responsáveis, ficará mais fácil dar andamento regular aos processos, como determina a Constituiçao Federal. Por enquanto, tudo parede uma mera brincadeira ou um jogo de empurra, empurra.

Andrade Filho (Advogado Autônomo 15/01/2006 - 20:03

A respeitabilidade dos muitos advogados face o D Dr Celson Limongi é muito conhecida, especialmente de minha parte, desde sua titularidade em uma das Varas Distritais de Sto Amaro. Quanto a seus pares basta ver sua avaliaçao por conta de membro e dirigente da Associação de Juizes democráticos, e muito mais agora com sua aceitaçao na Presidencia do maior Tribunal Estadual deste Pais, com as facilidades oferecidas à grande imprensa, como vem fazendo, alinhando-se com o perfil de Homen Justo, dignificando os homens de boa vontade. É o exemplo que uma sociedade sofrida e tal grande Naçao precisa - ANTONIO.JOSE101@terra.com.br

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