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Querido e sofrido Lungaretti,
Aqui vim a teu convite, e não irei comentar teu texto. Registro, sim, a satisfação de ver que o Márcio Chaer te deu um espaço com dignidade, pois comigo, como já sabem (até aqui postei, há tempos) comigo ele só fez "canalhice". Se aliou à grande-Mídia e ajudou a denegrir minha imagem, ao mesmo tempo que ele e um agente lá do sul, dos árabes, plagiavam coisas da minha lista e pages. E ao mesmo tempo, o Márcio me dizia que iria fazer um livro denunciando vocês todos, jornalistas. - Chorei mágoas? Nada, pois se a Justiça existir, ele, como torturadores em teu caso, ele e outros "torturadores da dor alheia e do trabalho intelectual de terceiros", eles ainda chorarão mais do que, um dia! - Parabéns e Felicidades, você bem merece!!! Meu Amigo.
Parabenizo o colega José Antionio Schitini. Mostra uma realidade que a maioria não não vê nem entende - ou faz de conta. Realmente, a sociedade como um todo é a grande vítima sem as devidas reparações: somente os que gritaram e gritam, com relatos dramáticos dignos de um romance épico, é que têm se saído bem, nos exatos termos do exposto pelo colega.
Com o devido respeito ao ilustre Jornalista, pode se afirmar que, de há muito, foi chegada a hora de virar a página da história
O país já está cansado de lamber o passado.
Deve ser da índole de qualquer um que se diga revolucionário ou, que queira mudar o sistema que adote o lema "doar sem esperar nada receber no momento ou no futuro" talvez os louros e reconhecimento moral já que o material não combina com o ideal.
Alguns morreram jovens e tinham ou lhes foi criado aura que nos chega até agora e ao que parece serão apontadas talvez em mais alguns séculos. Nessa categoria está "Guevara" ou mesmo "Lawrence da Arábia". Nem se diga que o último estáva a serviço de impérios coloniais e o primeiro não.
De um prisma ou outro, todos procuravam atingir um tipo de dominação do que entendiam ser a revelação do eldorado de um bem comum.
Apenas os chamados revolucionários brasileiros, a maior parte que não pereceu( já que ao que se revela foram poucos) , hoje alguns sentados no braço direito do governo, ou outros com grandes retornos em carreira política e mesmo intelectual, todos eles ou seus descendentes, com honrosas exceções querem reparações morais, leia se pecuniárias, de preferência ad aeternum, que um país já sobrecarregado de privilegiados que levam o futuro de gerações de miseráveis, ainda querem beneficiar os vencidos de então e vencedores de agora.
Naquela época meados dos sessenta e integra década de setenta, no auge da repressão, havia como recompensa a glória de ser rebelde. Ao que parece isso não foi suficiente e hoje temos sobreviventes dos anos rebeldes, já com a barriga avantajada, auferindo alguns quase cem salários mínimos, onde a maioria não tem nenhum.
Muitos desses contestadores do regime, procuraram as matizes romanticas para fazer a sua lenda, que só os iniciados conhecem, e se auto asilaram em Roma, Paris, ou seja no circuito da moda, na vitrine do mundo e hoje escrevem suas biografias, para poucos lerem já que o que temos no país é a miséria não só atingindo a mente como o corpo. Outros procuraram Londres e lá compuseram canções.
Canções não curam os doentes nem alimentam os esfomeados.
Nas batalhas há os vencedores e os perdedores. Muitos perdedores de ontem são os vencedores de hoje. Que esses vencedores não usem suas atuais vitórias, frutos de sua paciência, para obter vantagem e benefícios, num país cansado e exaurido de virtudes, que a maioria da população não tem.
Não se é contra a reparação para os necessitados. Aliás todos tem direito uma vez que vítimas do sistema.
Crie-se reparações para as vítimas da globalização!
O texto só comprova uma regra, com honrosas excessões: toda revolução "engole" seus militantes e abre espaço para oportunistas. A francesa foi mais radical - degolou seus militantes!