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Se você pudesse se comunicar com o mundo depois de morto, o que faria? Brás Cubas, personagem principal desta maravilhosa obra, resolve ser um “defunto autor” e escreve suas memórias. O livro começa a partir da morte de seu narrador: ficara doente tentando descobrir um remédio que curaria todos os males da humanidade e, em meio a reencontros e fantásticas alucinações, acaba por falecer. Brás Cubas reside no Rio de Janeiro do século XIX.
Quando adolescente vai estudar em Portugal a mando do pai, que temia que o filho gastasse toda a sua fortuna com Marcela, uma prostituta pela qual se apaixonara perdidamente. Ao retornar, seu pai oferece-lhe uma candidatura para deputado e um bom casamento com Virgínia. Mas surge a célebre figura de Lobo Neves, homem inteligente e perspicaz que lhe arrebata a noiva e a candidatura. Após se casar, Virgínia se apaixona por Brás Cubas e eles começam a se relacionar às escondidas.
A história se desenrola sempre guiada com perfeição pelo maior de todos os escritores brasileiros. Da dedicatória inicial à última linha, navegamos através da ironia e genialidade, tão presentes em Machado de Assis.
Título: Memórias Póstumas de Brás Cubas - AudioLivro
Autor: Machado de Assis
Editora: Universidade Falada
Edição: 0
Duração: 8 horas 15 minutos
ISBN: 9788560997275
Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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