Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Delação da J&F

Cármen manda investigar menções a ministros do Supremo em áudios da JBS

A conversa gravada entre os delatores da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud, em que são citados ministros do Supremo Tribunal Federal, agride de maneira inédita a dignidade institucional do STF e a honra dos integrantes da corte. A afirmação é da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, que enviou ofícios à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República em que exige a investigação imediata dos fatos, com definição de datas para o início e fim das apurações.

Cármen Lúcia pede que PF e PGR investiguem menções a ministros do Supremo por delatores da JBS para que não fique “não fique qualquer sobra de dúvida sobre a dignidade do STF”.
Rosinei Coutinho - SCO/STF

O objetivo, disse a ministra, é que “não fique qualquer sobra de dúvida sobre a dignidade do STF”. “Impõe-se, pois, com transparência absoluta, urgência, prioridade e presteza a apuração clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado”, ressaltou.

No diálogo, gravado antes do início das negociações com a Procuradoria-Geral da República para firmarem acordo de delação premiada, eles falam sobre suposta atuação do então procurador da República Marcello Miller, dando a entender que ele estaria auxiliando na elaboração de propostas de colaboração para serem fechadas com a PGR. Eles também conversam sobre como agir e quais ministros do Supremo poderiam facilitar a colaboração. 

O áudio foi entregue pelos delatores na última quinta-feira à procuradoria como um dos elementos de prova contra o presidente do PP, senador Ciro Nogueira.

O PGR, Rodrigo Janot, classificou os áudios como “gravíssimos” e instaurou procedimento de revisão de colaboração premiada de três dos sete executivos do grupo J&F.

Veja o pronunciamento da ministra:

 

Clique aqui para ler a nota de Cármen Lúcia
Clique aqui para ler o ofício encaminhado à PGR.
Clique aqui para ler o ofício encaminhado à PF.

Revista Consultor Jurídico, 5 de setembro de 2017, 20h14

Comentários de leitores

2 comentários

Luz e trevas!

Karlos Lima (Oficial de Justiça)

A Luz não combina com as trevas, mas parece que nos poderes elas andam muito em comunhão como diz o sistema religioso. Existem excelentes magistrados e ministros no judiciário, mas existem alguns que denigrem a imagem do mesmo poder. Nem precisa falar o nome se direcionar o comentário ao STF. Tem ministro que nem parece ministro, mais um assessor do presidente da republica e seus grupo de salteadores da nação; como diz o MPF. Não precisa ser mais claro.

Causa e efeito

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Penso que a douta ministra Cármen Lúcia vai precisar de muito mais do que essas frases de efeito criadas de improviso pelos publicitários que atuam em socorro aos ministros da Corte Suprema. O Supremo Tribunal Federal, em verdade, desde há muito já maculou sua própria dignidade quando passou a chancelar, já sob a Carta de 1988, atividades ilegais e abusos de agentes públicos, deixando o cidadão comum ao desamparo em nome de um suposto alinhamento com a vontade popular ou os interesses de seus próprios membros e servidores. Essa conivência gerou em via de consequência efeitos profundos por todo o Judiciário, que passou a ver no Supremo o porto seguro para chancelamento de abusos, gerando uma situação de supremacia dos agentes públicos por sobre os particulares. Obviamente, não tardaria para que o próprio Supremo, dada a baderna institucional gerada pelo próprio Supremo, passasse a sofrer os efeitos. O Supremo, infelizmente, colhe o que ele próprio plantou.

Comentários encerrados em 13/09/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.