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Bambu e flecha

Defesa de Temer quer que Plenário do Supremo julgue suspeição de Janot

A defesa do presidente Michel Temer recorreu ao Plenário do Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Luiz Edson Fachin que rejeitou pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigação relacionada ao presidente.

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Temer, reafirma que, nos casos envolvendo o presidente, Janot extrapola os "limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa”. O recurso foi apresentado na sexta-feira (1º/9).

Um dia antes, Fachin decidiu monocraticamente que Janot é imparcial no caso envolvendo Temer. Um dos argumentos da defesa de Temer é uma palestra dada por Janot em que ele diz, ao se referir ao processo envolvendo o presidente, que, "enquanto houver bambu, lá vai flecha". A afirmação foi proferida durante um congresso de jornalismo investigativo.

Para Fachin, as alegações não permitem concluir a existência de relação de inimizade entre Janot e Temer. O ministro lembra que o PGR, como representante do Ministério Público da União, tem a tarefa de esclarecer a população sobre as atividades do órgão, sendo necessário adequar a linguagem a cada ocasião.

“Nesse sentido, compreende conveniente que sejam concedidas entrevistas, promovidas manifestações públicas e o emprego de metáforas ilustrativas o que, de fato, por si só, não preenche o figurino legal exigido para configuração das hipóteses de suspeição e impedimento”, afirmou.

Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2017, 16h13

Comentários de leitores

2 comentários

É temer quem extrapola o artigo 37 da constituição!

Cherceur en Droit (Advogado Autônomo - Empresarial)

Acho que é TEMER quem extrapola e, até, ABUSA da nossa paciência e do BOM SENSO que se deveria esperar de um Presidente da República. TEMER, hoje, DEMONSTROU o que ele de fato é. Sim, ao comparecer à parada da INDEPENDÊNCIA SEM A FAIXA PRESIDENCIAL, TEMER atuou com alguma DIGNIDADE, já que suas atitudes bem DEMONSTRAM que, não fosse ter assumido a função de presidente em decorrência do JUSTO e CONSTITUCIONAL IMPEACHMENT de DILMA, JAMAIS poderia, por méritos próprios, estar na função. Não se esqueçam de que TEMER , sobre JOESLEY, afirmou que NÃO ASSUMIU a atitude que ele merecia, ao relatar fatos que tipificavam o cometimento de CRIME, porque o achava um FALASTRÃO, alguém que se jactava de ser esperto. Tal qualificação de JOESLEY se confirmou com a GRAVAÇÃO que, agora, pode provocar a perda dos benefícios que recebeu. Todavia, NOS CHAMA a ATENÇÃO para a TEMERIDADE de TEMER. Se ele sabia, conhecia QUEM ERA JOESLEY, jamais, JAMAIS deveria ter tido com JOESLEY uma conversa na noite, nas sombras, sem uma TESTEMUNHA do teor do que falaria. Se NÃO AGIU assim, sabendo, conhecendo QUEM ERA JOESLEY, TEMER não pode dizer agora que NÃO ASSUMIU o RISCO dos FATOS que LEVARAM O DD. PROCURADOR JANOT a requerer as medidas judiciais que requereu. Por outro lado, se TEMER ERA um CONSTITUCIONALISTA, bem se vê agora que ele ESQUECEU o ARTIGO 37 da CONSTITUIÇÃO, já que deveria saber que, se suas atitudes não poderiam ser SANCIONADAS CRIMINALMENTE, deveria SABER que suas ATITUDES SERIAM SANCIONADAS MORALMENTE, NUMA DEMOCRACIA!

sem comentário

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

acompanho a unanimidade, SEM COMENTÁRIO.

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