Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Aumento desenfreado

Temer e presidente da OAB discutem excesso de cursos de Direito no país

O excesso de cursos de Direito criados no Brasil foi tema de discussão entre o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, e o presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP). O encontro ocorreu no Palácio do Jaburu, no início da tarde desta sexta-feira (31/3).

Para Lamachia, é preciso assegurar a qualidade dos cursos antes de se pensar em abrir novos. Temer que o assunto será levado ao ministro da educação, José Mendonça Bezerra Filho.

Além da questão educacional, o presidente do Conselho Federal da OAB também propôs a criação de um fórum para tratar da reforma trabalhista. Esse fórum seria mediado pela OAB e reuniria representantes de empresários e trabalhadores.

Lamachia afirma ter abordado ainda preocupações com o aumento da carga tributária e com trechos do projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo. Ele pediu a Temer mais debate sobre as propostas que estão no Congresso.

Revista Consultor Jurídico, 31 de março de 2017, 21h14

Comentários de leitores

4 comentários

Quantidade de Cursos de Direito

R.R.C.Scardua (Professor)

Não acho que o problema seja o excesso de Cursos de Direito no país fator determinante para a qualidade dos mesmos. A solução, na minha humilde ótica, não só para os cursos de Direito, mas para o ensino superior brasileiro seria a aplicação do ENADE em todos os cursos e em todas as séries sendo que a liberação do diploma somente se daria com uma nota mínima para o aluno que teria que ser algo acima da média na escala que for adotada. Desta maneira, as escolas teriam que preparar melhor o aluno e este teria a obrigação de estudar mais para poder obter seu diploma e isto faria uma seleção natural das instituições de ensino superior. Atualmente para exercer a profissão o bacharel em direito precisa fazer o exame da ordem mas esta prova somente criou um novo nicho de mercado que os cursinhos preparatórios para a prova.
Poderia, eventualmente, haver a fala de que todos os currículos seriam engessados em função da prova, mas a solução é um mínimo obrigatório semestralmente que seria avaliado e uma complementação a critério de cada escola. Atualmente, os currículos das instituições de ensino já estão congelados em função dos grandes grupos educacionais, que padronizam o ensino para baratear o custo, pois facilita a montagem de laboratórios, bibliotecas, padronização de projeto pedagógico (feito um vale para todos) e a própria formação do professor que torna-se padrão - em grandes centros posso contratar um bem qualificado que irá ministrar aulas em várias unidades.
É uma proposta que faço observando ao longo dos anos as mudanças que o ensino superior sofreu e que irá sofrer nos próximos anos com as alterações que estão sendo propostas pelo próprio MEC.
Fica, através deste site, o princípio de uma discussão para todos os interessados.

Criam-se dificuldades para colher facilidades

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista.
Se Karl Marx fosse nosso contemporâneo, a sua célebre frase seria: ”Sem sombra de dúvida, a vontade da OAB, consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o q temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites. Quem estuda nas Univ. Públicas são os filhos da elite, o pobre na linguagem popular tem que ralar para pagar altas mensalidades e depois ser jogado ao banimento, por uma elite que não quer ver a ascensão dos humildes.A verdade dói: OAB, não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Se tivesse bastaria qualificar os professores inscritos em seus quadros. Recursos financeiros não faltam. Esse selo da vergonha da OAB não passa de um jogo de cena dos mercenários da OAB para continuarem chuchando as tetas dos seus cativos ou escravos contemporâneos. Nos últimos 20 anos só OAB abocanhou quase R$ 1,0 Bilhão sem transparência, sem nenhum retorno social, sem prestar contas ao TCU, gerando fome desemprego, (num país de desempregados), depressão, síndrome do pânico, síndrome de Estocolmo, enfim causando incomensuráveis prejuízos ao país com esse contingente de escravos contemporâneos jogados ao banimento.O papel de qualificação é das universidades e não de sindicatos. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases – LDB – Lei 9.394/96 art. 48 da LDB: os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular.Isso vale para os diplomados de medicina, engenharia, (..) enfim para todas as profissões menos para advocacia? Já não escravos. Mas irmãos. Menos muros. Mais Pontes Papa Francisco. Pelo direito ao primado do trab. fim do caça-níqueis exame OAB.

Faturando bem, nas costas dos bacharéis

Andarilho, o Bravo (Outros)

A oab gosta de meter o bedelho em tudo e só não gosta de ter seus interesses contrariados! Por que o Temer e o presidente dessa instituição suja, chamada de oab não aproveitaram o encontro e propuseram o fim do maldito exame da (des)ordem, exame caça-níquel que conta com a apatia e omissão do mec para perpetuar a inconstitucionalidade do exame?!

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 08/04/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.