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Memória viva

OAB de São Paulo inicia comemorações dos 85 anos da entidade

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A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (20/3), as comemorações de seu aniversário de 85 anos, com a inauguração de uma exposição com as principais capas do Jornal do Advogado. A data de aniversário oficial é 22 de janeiro, mas o ano todo será de festividades, pois, em novembro, a seccional paulista receberá o Encontro Nacional da Advocacia, que volta a ser sediado em São Paulo depois de 50 anos.

Presidente da OAB-SP discursa em cerimônia que marca o início das comemorações sobre os 85 anos da OAB-SP.
ConJur

Em seu discurso, o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, relembrou o passado da entidade para ressaltar a necessidade de fortalecer o legado da advocacia junto às próximas gerações da classe. Essa importância histórica, segundo ele, se dá pela função de “agente de transformação social” exercida pelos advogados. "Contar a história dos 85 anos de ordem é uma tarefa difícil, porque a cada momento, a cada gestão, a Ordem teve uma história própria", diz o presidente.

O ex-presidente da OAB-SP Mario Sérgio Duarte Garcia destaca a importância da Ordem para a história brasileira e como a entidade que presidiu esteve presente nos principais episódios da democracia nacional, seja defendendo-a ou lutando por seu restabelecimento. “A Ordem teve um importante papel em defesa da liberdade e na busca pela democracia. É muito importante que se divulgue esta ação da Ordem como liderança do povo unido na busca pela democracia”, diz.

O criminalista e ex-conselheiro federal pela OAB-SP Paulo Sérgio Leite Fernandes destaca a importância da entidade em sua vida pessoal e profissional. “Tenho 61 anos de advocacia criminal. Devo ser o decano, ou seja, o sobrevivente, e ainda sou lúcido o suficiente para trabalhar bastante. Creio que a Ordem está de tal forma entranhada na minha alma e no meu coração, que ela e eu andamos juntos. Ela é a única criatura que disputa o amor da minha mulher”, brincou.

Marcos da Costa (à esquerda) e Mario Sérgio Duarte Garcia (à direita) conversam durante evento em comemoração aos 85 anos da OAB-SP.

O presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), Carlos José Santos da Silva, o Cajé, reforçou o papel da advocacia como transformadora da sociedade. Segundo ele, a classe deve olhar para trás, ver o que foi feito e continuar a exercer esse papel. “E mais, com a história que temos, isso nos dá a obrigação de dar continuidade a esse trabalho.”

Luiz Flávio Borges D’Urso, ex-presidente da seccional em três ocasiões e atual conselheiro federal por SP, complementa a linha de raciocínio afirmando que a advocacia e a OAB são obrigadas a continuar à frente das mudanças que estão por vir.

“O Brasil vive um momento delicado, difícil, mas que será transposto na medida em que, mais uma vez, a Ordem e a sociedade, articuladamente se mobilizem e enfrentem os problemas achando soluções que melhor os atendam na atual conjuntura”, afirma D'Urso.

Já o presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Marcelo Vieira von Adamek, destaca a proximidade entre a entidade que lidera e a Ordem, lembrando, inclusive, que há na história das instituições ex-presidentes em comum. “A Aasp tem 74 anos e a OAB completa 85 [...] existe uma história de cooperação antiga. Um grande ex-presidente da Ordem que ocupou a cadeira por 25 anos, sempre por aclamação, foi o Noé de Azevedo, que teve como grande seguidor intelectual o Theotonio Negrão, que foi o nosso ex-presidente.”

De acordo com Gisele Fleury, secretária-geral adjunta da Ordem paulista, o momento é especial e oportuno, pois surge quando a advocacia deve ser exaltada. “O advogado é aquele que primeiro julga uma causa. Quando o cliente o procura, ele é a primeira pessoa que analisa o direito do cidadão, é aquele que vai defender a pequena ou grande causa, não importando o valor ou o tema em debate naquela discussão.”

Medalha entregue a homenageados no evento.
ConJur

Estiveram presentes no evento os presidentes das seccionais pernambucana, capixaba e baiana da Ordem, Ronnie Duarte, Homero Mafra e Luiz Viana, respectivamente. Também prestigiaram a cerimônia representantes das subseções de  Araraquara, Jundiaí, Casa Branca, Ribeirão Pires, Ipiranga, Jales, Tatuapé, Santos,  Franco da Rocha e Miracatu.

Ronnie, Viana e Mafra foram homenageados durante o encontro, bem como José Afonso da Silva, professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo;  Felipe Sarmento, diretor secretário-geral do Conselho Federal da OAB. Eles receberam a medalha comemorativa dos 85 anos da Ordem paulista.

Confira as fotos do evento desta segunda-feira (20/3), quando a OAB-SP também lançou a exposição das principais capas do Jornal do Advogado:

*Texto alterado às 20h23 do dia 20 de março de 2017 para acréscimos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 20 de março de 2017, 19h00

Comentários de leitores

5 comentários

Pelo fim do maldito exame

Touro Reprodutor (Funcionário público)

O camarada estuda no mínimo cinco anos para ser advogado e aí vem a DAB (Desordem dos Advogados do Brasil) que, contando com um desinteressado, passivo, omisso e conivente MEC aplica um desnecessário, inconstitucional, malévolo e caça-níquel exame, apenas para faturar alto e nada declarar ao TCU!
Enfim, sonhos manipulados e jogados no lixo!

Parabéns com ressalvas

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Honra-me ocupar este espaço para parabenizar a colenda OAB/SP pelos seus 85 anos de relevantes serviços prestados aos país. Todos nós devemos preservar as nossas instituições. OAB prestou relevantes serviços ao país no passado e hoje atua na contramão da história. Deveria num gesto de extrema grandeza em respeito ao primado do trabalho abolir de vez sua máquina de triturar sonhos e diplomas, o pernicioso, fraudulento, concupiscente, famigerado caça-níquei$ exame da OAB, (bullying social( uma chaga social que envergonha o país dos desempregados. A privação do emprego é um ataque frontal aos direitos humanos. Assistir os desassistidos e integrar na sociedade os excluídos. Há vinte e um anos OAB vem usurpando papel do omisso MEC a quem compete avaliar o ensino , conforme diz o art. 209 da CF), para impor essa excrescência. Criam-se dificuldades p/ colher facilidades, triturando sonhos, gerando fome, desemprego, depressão, síndrome do pânico, síndrome de Estocolmo, doenças psicossociais e outras comorbidades diagnósticas (bullying social) uma chaga social q envergonha o país dos desempregados. Estima-se q nesse período abocanhou extorquindo c/altas taxas de inscrições e reprovações em massa quase R$ 1,0 bilhão de reais, sem m nenhuma transparência, sem nenhum retorno social e sem prestar contas ao TCU. Não melhorou a qualidade do ensino até porque não atacou as causas e sim as consequências, penalizando 130 mil de cativos ou escravos contemporâneos, jogados ao banimento sem direito ao primado do trabalho. Ensina-nos Martin Luther King na nossa sociedade privar o homem do emprego e renda equivale psicologicamente a assassiná-lo. Mire-se no exemplo do Papa Já não escravos. Mas irmãos. Menos muros. Mais pontes.

Semelhantes

Lauro Soares de Souza Neto, advogado em Marília-SP (Advogado Autônomo - Criminal)

Impressionante como as elites se fecham e não dão satisfação a quem os mantém. A OAB não tem nada a comemorar. Os seus dirigentes - que não largam o osso e se apropriaram da Seccional - estão festejando o que? A Advocacia nunca esteve tão abandonada. O fornecimento de remédios a custo mais barato é a única benemerência que o Advogado tem recebido. Esmola! E a defesa das prerrogativas? E o combate à impune defensoria do estado e ao ministério público que querem acabar com nossa profissão? E os magistrados - principalmente os paulistas - que não respeitam o novo CPC, especialmente no tocante aos direitos dos Advogados? Como mesmo que são usados os recursos da Ordem? Esse grupo que aí está bem que podia ter a dignidade de abrir espaço pra outras pessoas. Peçam a conta, por favor. Aprenderam com seus semelhantes, os políticos.

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